23/03/2017
Oi amigos,
Aí vai uma reflexão sobre a tão cantada Era de Aquário
“Tudo que você gostaria de saber sobre ‘Era de Aquário’ e nunca teve coragem de perguntar”
1) O Símbolo:
A tradição descreve o signo de Aquário como um homem de pé, segurando uma ânfora da qual jorra a água da sabedoria no oceano da vida, no todo ou no signo de Peixes. A figura do Aguadeiro ou Verseau em francês signif**a aquele que verte ou despeja água. Simboliza o homem movido por uma consciência superior que mantém uma ânfora - o receptáculo da energia criadora com a qual ele alimenta o mundo. O poder purif**ador da água despejada pelo Aguadeiro (11°signo) tem o efeito de transformar o que estava solidif**ado até Capricórnio (10°signo) com o objetivo de trazer para a humanidade a possibilidade de uma vida nova, norteado por paradigmas diferentes e originais.
Assim, falar de Aquário é falar de consciência. Mas afinal o que é consciência?
2) O Conceito de Consciência:
A) Segundo o Aurélio, a definição de Consciência é :
( Do lat. conscientia.] Substantivo feminino.
1.Atributo altamente desenvolvido na espécie humana e que se define por uma oposição básica: é o atributo pelo qual o homem toma em relação ao mundo (e, posteriormente, em relação aos chamados estados interiores, subjetivos) aquela distância em que se cria a possibilidade de níveis mais altos de integração.
2.Conhecimento imediato da sua própria atividade psíquica ou física.
B) Segundo o Seth:
# “o que vocês consideram consciência, geralmente é um sentido de certo e errado aplicado de fora, instilado em vocês na juventude. Como regra geral, essas idéias representam concepções de seus pais...” (Seth- A Natureza da Realidade Pessoal)
# “... As crenças que você recebe, portanto, são as concepções de seus pais sobre a natureza da realidade. Elas lhe são dadas através de exemplos, de comunicações verbais e de constantes reforços telepáticos...”
“...em grande parte, mas não completamente, sua imaginação e também suas emoções seguem suas crenças....” (Seth- A Natureza da Realidade Pessoal)
Portanto, para o Seth; consciência está diretamente ou indiretamente ligado ao nosso sistema de crenças e convicções.
# “...Você é o eu multidimensional que tem essas existências, e que cria e toma parte nessas peças passionais cósmicas. Só porque você focaliza um papel em particular nessas peças é que faz você se identif**ar como se todo o seu ser estivesse com ele. Você armou essas regras para si própria por uma razão. E como a consciência é um estado de “vir-a- ser”, este eu multidimensional do qual falo também não está psicológicamente estruturado e pronto. Ele também está em um estado de “vir-a- ser”.
Ele está aprendendo a arte da atualização. Ele tem a ver com fontes infinitas de criatividade, possibilidades ilimitadas de desenvolvimento. Mas ele tem, ainda, que aprender os meios de atualizar-se, e precisa encontrar dentro de si próprio meios de trazer à existência aquelas criações não relatadas que estão contidas nele...” (22.26- cap. 4- O teatro de Reencarnação- As peças reencarnacionais- sessão 521)-
# “...Cada eu interno, ao adotar um novo corpo, se impõe sobre ele e impõe toda sua constituição genética- a memória das formas físicas passadas nas quais ele estava envolvido. Agora as características presentes geralmente obscurecem as características passadas. Elas são dominantes, mas as outras são latentes e presentes, construídas no padrão físico do corpo. Ele é, portanto, uma memória genética das formas físicas passadas do eu, de suas forças e fraquezas.
Há camadas atuais invisíveis dentro do corpo, sendo que a camada que f**a mais na superfície e que você vê representada é a forma física presente. Mas abaixo dela, há o que chamamos de camadas invisíveis, as sombras, as camadas latentes que representam as imagens físicas que anteriormente pertenceram à personalidade.
Elas são mantidas em uma clausura, se é que assim podemos dizer.
São conectadas eletromagnéticamente à estrutura atômica do corpo atual.
De acordo com o seu modo de pensar, elas f**ariam sem foco. Elas são parte de sua herança psíquica, no entanto. Freqüentemente, você pode se conectar com uma força passada de um corpo anterior, para ajudar a compensar uma fraqueza presente.
O corpo não carrega apenas a memória biológica de seu próprio passado desta vida, mas traz, consigo, memórias indeléveis , fisicamente falando, de outros corpos que a personalidade formou em outras reencarnações...”
Ou seja, de acordo com os ensinamentos do Seth, o sistema de crenças e convicções de uma pessoa não é formado em apenas uma única vida. Portanto a consciência é parte desta herança psíquica.
3) A passagem Peixes- Aquário:
Platão chamou o ciclo das idades astrológicas- O Grande Ano, uma época de 25.000 anos dividida em doze eras de 2165 anos. Ele acreditava que cada uma destas eras constituía uma diferente encarnação do Homem macrocósmico renovando o ciclo de morte e renascimento. De acordo com a doutrina esotérica, de um modo análogo, o homem individual, micro cósmico encena o ciclo de sucessivas encarnações em direção ao desenvolvimento da consciência.
Estamos agora na transição entre duas eras- Peixes/Aquário e um novo “Zeitgeist” (espírito de época) ou Grande Arquétipo surge; embora seus vagos contornos só sejam visíveis ainda por aqueles que estudaram ou estão sintonizados na linguagem do simbólico; instrumento maior das várias formas da Arte, Filosofia, Psicologia, Astrologia e outras Cosmogonias.
Que signif**a a entrada na “Era de Aquário”, senão em última instância- um redirecionamento da Consciência?
Os valores coletivos de uma Era acham seu caminho na psique do indivíduo, pois indivíduos só são indivíduos até certo ponto, já que fazem parte de um grupo maior.
Aquário dá a ordem sagrada: “Homem, conhece a ti mesmo.” E Leão, o signo oposto e complementar a Aquário dá outra ordem: “Homem, sê tu mesmo”.
Segundo Liz Greene, o novo “Zeitgeist” é uma síntese destas duas ordens: a pessoal e a coletiva. O indivíduo, seja guiado pela psicologia ou assessorado pela filosofia, amasofia ou por qualquer forma de conhecimento herdado da sabedoria ancestral (ou de preferência por tudo isto e mais além) precisa aprender a explorar a si mesmo.
Blake, o poeta, escreveu: “Cada homem é um fantasma, até que a sua humanidade desperte”. Se as portas da percepção fossem desobstruídas nós veríamos a realidade como ela é, infinita. O Corão também fala: “Os homens estão dormindo. Devem morrer antes de despertar?”
O dom da percepção; ou seja o de produzir novas conexões criativas, já foi atributo de uns poucos afortunados ao longo da história; está aí a disposição de quem se dispuser a insistir, experimentar, explorar. Em geral, o desenvolvimento da percepção tem sido “acidental”. Do mesmo modo que o homem primitivo esperava pelo raio para produzir fogo, nós esperamos que a nossa percepção se desenvolva como um passe de mágica, “ao deus dará”. Entretanto, temos no estabelecimento de conexões mentais um precioso instrumento para nos movimentarmos em direção a nossa essência: e isto é possível ao forjarmos elos, penetrarmos além do fato, discernirmos padrões, relações, contextos.
Freqüentemente, o chamado para a aventura do autoconhecimento costuma se expressar nas nossas vidas como conseqüência de uma grave crise que nos desafia a mergulhar no desconhecido para descobrirmos recursos que não conhecíamos em nós mesmos. Ou seja, estamos mais acostumados a aprender pela dor do que movidos por um desejo verdadeiro de irmos em busca de nós mesmos.
Autoconhecimento é trabalho braçal; onde cada um de nós se torna seu próprio laboratório. Como dizia Jung: “Se as coisas vão mal no mundo, algo está mal comigo.” A transformação rumo a nova consciência exige um mínimo de confiança. Pode-se temer a perda de controle. Há quem tenha horror à Psicologia, porque teme que ela possa abrir as portas às sinistras forças inconscientes descritas nos ensinamentos religiosos e de Freud. Neste sentido, o processo terapêutico parece ter uma relevância específ**a: o de ser um facilitador na aventura em direção o centro de nós mesmos. Infelizmente, parece que os que mais precisam são exatamente aqueles que temem o processo psicoterâpico.
Esta mudança precisa ser vivida e não apenas pensada, é sentida, não apenas refletida. Consciência é ação transformadora; por isso não tem o mínimo sentido a projeção dos nossos próprios problemas sobre os outros, o estilo queixoso, a reclamação, o drama, o vitimismo e por aí afora; principalmente quando pertencemos a uma Rede.
Sabemos que Redes são recursos aquarianos criadas para varar o tempo e o espaço. Em se tratando de redes de consciência, as descobertas nela são interdependentes e se reforçam mutuamente. Ocorrem de forma simultânea, não podem ser isoladas umas das outras. Isto sugere que se ela se movimenta é porque seus membros estão caminhando, interagindo, criando, aprendendo. Se ela se comporta de modo estático e repetitivo é de modo análogo uma indicação que seus participantes se afastaram de si mesmos e uns dos outros. E do mesmo modo, que nos surpreendemos por termos confundido nosso mundo de sonhos com a realidade quando despertamos; aqueles que experimentam uma percepção ampliada também podem se surpreender por se julgarem acordados quando apenas caminhavam como sonâmbulos.
A passagem para Aquário é uma nova forma de compreender o Eu e de estabelecer relações. Esta redefinição do Eu elimina a competição. A alegria da busca não está em triunfar sobre o outro, mas na procura de qualidades que compartilhamos e do nosso sentido de Unidade, que nos eleva acima de qualquer competição, porque nos eleva acima do ego que encontra em Leão, o auge do seu engrandecimento. No final das contas, nossa lealdade deve ser para com o Self, o parceiro interior que vive em nossa psique e funciona como uma espécie de escolta e guia para a descoberta dos mistérios. Entretanto, a única forma de descobrir e trazer à luz da consciência esse parceiro interior é através da compreensão do parceiro exterior, dos seres humanos com os quais vivemos e partilhamos este planeta. É para isto que serve o espelho, pois o reflexo só tem utilidade para aquele que de fato se reconhece nele. Caso contrário é apenas uma ilusão.
Aquário é um signo de ar, o que sugere que a esfera do intelecto e do conhecimento será um valor dominante. Este signo representa uma atitude de consciência interessada em conhecer e compreender as leis através das quais operam as energias que estão além da vida manifesta. Os fenômenos “psi”, a criatividade, as tecnologias limpas, a astrologia, a eletricidade, a cura alternativa, a radiônica, a acupuntura, a telepatia, a telecinesia, a investigação do corpo etérico, a comunicação com povos extraterrestres são assuntos entre outros que interessam a mente aquariana e a sua necessidade de arrancar o véu dos mistérios. O corpo humano, o sistema de chackras e a sua correlação com energias planetárias, o estudo dos padrões e das criações de realidade pela psique - o estudo da alma; serão também focos de atenção e desenvolvimento na Nova Era.
Aquário é um signo orientado para os grupos. Seus ideais são análogos a máxima da Revolução Francesa - “Liberté, Igualité, Fraternité. Não é obra do acaso, seu regente Urano ter sido avistado pela primeira vez em sincronicidade a este movimento de massas que foi sem dúvida alguma, um divisor de águas na história da Humanidade.
Leão é individualista e não está interessado no grupo.
Amalgamar estes princípios opostos signif**a que o valor do indivíduo e o seu direito de ser ele em contraposição aos processos sociais e coletivos, também precisa ser respeitado.
Aquário é lógico, gosta de fatos sólidos, ele é sobretudo, mental. Leão é alegre, magnânimo, generoso, coração. Novamente precisamos estar atentos para possibilitar a fusão destes opostos.
Uma Era não se inicia ou termina repentinamente. O declínio de uma representa a fertilização da outra. Também não se trata apenas de um fenômeno externo, que acontece em algum lugar lá fora. É uma mudança que ocorre antes de mais nada na psique de cada indivíduo e deve ser reconhecida como tal.
O que deve ser experienciado em última análise são relações conscientes e individualizadas. Não pode existir uma sociedade “da nova era”, a menos que tais relações sejam desejadas, procuradas, construídas de modo mais completo e signif**ativo possível. Mas como fazer isto se não nos conhecermos? Por isso, a supra importância do autoconhecimento. Aliás este é um assunto que muito se fala e pouco se faz a respeito... Talvez seja bom nos perguntarmos: O que tenho feito na busca de me autoconhecer? Sou de fato capaz de me olhar no espelho?