14/04/2026
Apneia do sono agrava a perda muscular em pessoas com DPOC e o impacto vai muito além dos pulmões.
Estudo publicado em março de 2026, na Scientific Reports, com pesquisa da UFSCar apoiada pela Fapesp, mostra que a combinação entre DPOC e apneia do sono reduz ainda mais a força muscular e piora o prognóstico clínico.
Pacientes com as duas condições apresentaram:
▪️ Menor força de preensão palmar (26 kgf vs. 30 kgf)
▪️ Pior desempenho no teste de caminhada de 6 minutos (300 m)
E um dado importante: distâncias abaixo de 350 metros já estão associadas a maior risco de hospitalização e mortalidade.
O fator mais associado à perda muscular não foi apenas o número de pausas respiratórias, mas as quedas de oxigênio durante o sono (índice de dessaturação). A hipóxia intermitente compromete a oxigenação dos tecidos, favorece inflamação sistêmica, estresse oxidativo e disfunção mitocondrial, impactando diretamente a qualidade e a força muscular.
O alerta é claro: todo paciente com DPOC precisa ter a qualidade do sono investigada.
Controle adequado da DPOC, prática regular de exercícios, nutrição equilibrada e, nos casos indicados, uso de CPAP para tratar a apneia são estratégias fundamentais para preservar função muscular e reduzir riscos.
Sono e músculo estão mais conectados do que imaginamos.