19/02/2026
Hoje tive um encontro com a grande Ialodê autora das escrevivências que tem possibilitado o meu enredo na vida e na academia, e sei que não só o meu, mas de muitas outras, mulheres negras, indígenas, pessoas que achavam que a nossa escrita e nosso modo de fazer ciência, como intelectuais da vivência como nomeou tão bem a Doutora e Ministra Macaé Evaristo, não coubesse naquele espaço acadêmico historicamente dominado pelo pacto da branquitude. E é verdade, somos maiores, somos outro patamar, como citou Macaé e vamos expandir conhecimentos aprendendo, mas também levando conhecimentos que a academia jamais saberia se não estivéssemos lá. Seja na academia, na gestão, nos lugares de decisão, como mostrou Macaé Evaristo.
Eu quero seguir de mãos dadas com Conceição Evaristo, com as escrevivências marcadas na minha pele, porque a minha vida elas já marcam a ainda mais tempo, foi graças a essa senhora que abriu caminhos, que eu entendi que se o espelho de Narciso não reflete nossas imagens, eu posso me ver refletida no espelho de Oxum, e nesse encontro com ialodês, Conceição Evaristo, Macaé Evaristo e tantas outras nesse espaço encontro me vejo refletida coletivamente sentindo a força do espelho de Iemanjá, como me ensina a homenageada do enredo da Império Serrano, Conceição Evaristo.
Axé!