14/03/2026
Os antipsicóticos foram descobertos na década de 50 e revolucionaram a história da psiquiatria. Com o uso deles, muitos pacientes que só tinham como opção tratamentos com internação clínica, puderam ter sintomas como delírios e alucinações controlados, possibilitando o retorno ao convívio em sociedade.
Alguns representantes dessa classe você já deve ter ouvido falar, são eles: clorpromazina, haldol, risperidona, aripiprazol, olanzapina e quetiapina.
Ao contrário do que muitos estigmatizam, eles não são “remédio de louco”. Não são para sedar ou “dopar” (alguns podem ter como efeito colateral a sonolência e também são utilizados no tratamento para insônia), porém, os mais novos dessa classe já não causam esse tipo de consequência.
Ainda hoje é comum estranhar sua prescrição quando o paciente/familiar não tem esquizofrenia ou psicose, com receio de serem “medicações fortes”. Tudo devido ao preconceito com essa classe de medicações.
Obviamente, eles não devem ser usados sem recomendação e podem ter efeitos colaterais. Mas o médico deve monitorá-los e, a maioria deles, é facilmente manejada pelo profissional atualizado e atento.
A risperidona e aripiprazol são utilizadas no tratamento para comportamento agressivo e agitação no autismo, mesmo que sem psicose. E podem melhorar a interação nesses casos.
Também são usados para pacientes com bipolaridade, como estabilizadores de humor ou como coadjuvantes com outros fármacos em caso de difícil controle. Assim como podem ser utilizados no tratamento de TOC, na síndrome de Tourette e para uma série de outros transtornos e distúrbios, além da esquizofrenia.
❗Importante: Essas medicações não tem potencial para tolerância e dependência.
❗E uma última curiosidade: algumas são muito seguras na gestação, sem riscos para o bebê.
Então agora espero que todos que tenham indicação, aceitem com mais naturalidade a prescrição dessas medicações, e em caso de dúvidas, busque informações com especialistas da área, elas serão sempre nossas maiores armas contra o preconceito.