23/09/2025
As partes de nós que escondemos
Às vezes, o que mais nos assusta não é o outro, nem o mundo lá fora, mas aquilo que carregamos dentro.
As partes que escondemos, os pensamentos que julgamos “errados”, os desejos que não sabemos nomear, os medos que fingimos não sentir.
É como se tivéssemos medo de ser nós mesmos, medo de nos enxergar por inteiro. Então vamos vestindo máscaras, alimentando inseguranças que crescem como sombras.
E, de tanto medo, ficamos paralisados.
Mas o que esquecemos é que não existe manual pronto para viver. Somos nós que escrevemos, a cada escolha, quem nos tornamos.
E sim, isso dá medo. Dá mesmo. Mas também abre a possibilidade de uma liberdade única: a de existir sem caber em moldes, de ser inteiro — com falhas, dúvidas e coragem.
O convite é simples e, ao mesmo tempo, profundo: em vez de fugir de si, permitir-se encontrar-se.
Talvez aí esteja o primeiro passo para que o medo deixe de ser prisão e se torne impulso.