31/08/2025
✨ Recebi imagens diretamente do Congresso Internacional de Psicologia Analítica em Zurique.
Entre os slides da assembleia final, lá estava meu nome na lista dos novos analistas da IAAP.
No dia seguinte sonhei com meus avôs já falecidos. Talvez tenha me mobilizado com as sincronicidades entre a foto e uma conversa sobre ancestralidade que tive com amigos queridos.
Nossa história é feita de misturas e travessias de uma família legitimamente brasileira. Sem rastros documentais de uma ancestralidade européia direta, bem como de nossa ascendência indígena ou africana.
E ao mesmo tempo nos nossos corpos e na cultura familiar esta brasilidade miscigenada está marcadamente presente.
Minha história é feita de migrações, misturas e travessias. Sou filha e neta dessa miscigenação, nas bordas, nas margens, nos encontros.
E me dei conta de algo: faço parte das primeiras gerações de mulheres da minha família que desde cedo puderam sonhar uma profissão escolhida por desejo e com liberdade de decisão.
Por isso, ver meu nome registrado em Zurique, nesse congresso internacional, é mais do que um reconhecimento pessoal: é a inscrição da minha história familiar, de tantas vozes que me antecedem e que talvez tenham sido apagadas.
Carrego essa herança e sigo com o compromisso de honrar os fios que me teceram — sempre no entre e, desde as bordas, fazendo pontes.
E me sinto profundamente tocada em me inspirar e participar, mesmo à distância, dessa "horda" de brasileiros que ocuparam este último Congresso Internacional com seus nomes e saberes, levando uma forma própria de ver e escutar o humano no mundo.
Que este registro dos meus dois sobrenomes seja também um agradecimento profundo aos meus avós, falecidos recentemente. Eles talvez não compreendessem o significado desse congresso, mas já expressavam um orgulho imenso pelas netas e netos ultrapassaram as linhas inacabadas de seus cadernos do ensino primário, abandonados precocemente.
Obrigada .psi😘, e pelas inspirações ✨✨✨