Olga Rodrigues - Terapeuta

Olga Rodrigues - Terapeuta Atendimentos com Ayurveda e Yoga Massagem Ayurvédica

Se a vida pede coragem pra criar, arriscar voos, soltar amarras… também pede coração pra sustentar o que f**a.Segurar a ...
04/12/2025

Se a vida pede coragem pra criar, arriscar voos, soltar amarras… também pede coração pra sustentar o que f**a.

Segurar a mão de um processo, de uma relação, de um projeto quando o encanto do começo passa.

Descobrir motivação pra continuar apesar do que nos trava.

Ter paciência de preparar o solo, plantar, regar e aceitar que às vezes o crescimento é quase invisível.

Essa Lua Cheia nasce quando corremos pra “fechar ciclos”, bater metas, celebrar conquistas.

Como se, depois do dia 31, a vida não continuasse a pedir presença e constância. Como se o que plantamos hoje não precisasse de cuidado amanhã.

Rohini é paisagem fértil: campos verdes, úmidos, vivos. É a mulher plena em sua beleza, fértil de ideias, arte e desejo. Aqui a Lua se exalta, a mente respira, o corpo alivia, especialmente agora que Mercúrio e Saturno retomam o movimento direto.

Mas Rohini também é o campo dos prazeres. E é aí que mora a lição.
Conta a história que Chandra, o deus da Lua, visitava suas 27 esposas até encontrar Rohini: rosto avermelhado, doçura no olhar, presença encantadora. Encantou-se tanto que ficou só com ela, ignorando as demais. Por romper a ordem do universo, foi amaldiçoado: condenado a crescer, minguar, desaparecer e voltar, mês após mês.

Enquanto a Lua se derrama fértil em Rohini, do outro lado do céu Marte e Vênus caminham por Escorpião, território das emoções profundas, dos traumas antigos, dos padrões que repetimos sem notar.

Vênus desce à terra escura e ilumina o que incomoda nas relações, o desejo que sufoca a criatividade, o medo de perder, de não ser suficiente.

Marte vem como bisturi, não espada, ajudando a separar o que ainda é vivo do que já apodreceu em volta da semente.

Talvez a coragem agora não seja começar algo novo,
mas f**ar.
Regar.
Podar o excesso.
Cuidar do que já está vivo nas suas mãos e aceitar que a verdadeira abundância nasce daquilo que você escolhe nutrir (e do que tem coragem de soltar) todos os dias. 🌙

Lis, Pipoca, pipoquice doce, pirralha, pirralhinha, amor, amorzico, fofura, dengo da mamãe (ainda pode falar aqui essas ...
26/11/2025

Lis, Pipoca, pipoquice doce, pirralha, pirralhinha, amor, amorzico, fofura, dengo da mamãe (ainda pode falar aqui essas coisas ? haha)...

Acho que são tantos nomes que a gente vai arrumando para você porque tem amores que não cabem em uma palavra só.

Mas aproveitando para responder à sua eterna pergunta: tenho certeza que seríamos amigas se nos conhecessemos adolescentes. Contariamos tudo uma à outra, teriamos ataques de riso onde era para estarmos sérias, eu zoaria seu romantismo incurável, você me ajudaria com o meu perfeccionismo.

Mas... sabe que eu ainda prefiro ser sua mãe?

Ter tido o privilégio de ver de perto você crescer:

aquela bebé que pulava de colo em colo sorridente, no caminho para casa no barco

o cotoco de gente puxando papo com todo mundo na rua ( e muitas vezes contando mais sobre a nossa vida do que deveria)

a criança que saía enrolada nas minhas echarpes e saias "vestida de deusa"

a adolescente cheia de sonhos e reflexões que hoje você é.

Que consegue ser forte sem nunca perder sua eterna doçura.

Que me ensina sempre a agradecer as pequenas e as grandes coisas da vida, mas também a parar para chorar quando é preciso, sem medo de parecer frágil.

Que sua vida siga leve e profunda como você!

Te amo e te admiro pirralha!

Essa Lua cheia não fala de desejo; fala da dor de nascer. E do que precisa morrer em você.É como atravessar um canal esc...
05/11/2025

Essa Lua cheia não fala de desejo; fala da dor de nascer. E do que precisa morrer em você.

É como atravessar um canal escuro e estreito, sentindo a pressão que empurra adiante, uma força maior, um grito interno abrindo a pele que já não pode mais ser contido.

Por mais que a gente não se lembre, foi assim que chegamos aqui. Lá atrás, quando viemos ao mundo. A gente não avançou porque confiava, nem porque sabia que era o caminho certo, nem porque acreditava na vida. A gente avançou porque tinha que ser.

Esse é o território de Bharani, onde acontece a Lua cheia de hoje, um nakshatra simbolizado por uma yoni.

E Bharani não fala só de nascer: fala de viver, ter prazer, encarar a própria finitude e renascer. É um lugar intenso, profundo, magnético, onde a força de Áries vira impulso para trazer algo à luz.

Mas, por mais belo e transformador que seja um parto, toda mãe sabe: é o depois que exige força. Porque depois do nascer e do renascer, existe um ser que pede raiz, chão, colo.

Essa Lua cheia, então, cutuca com uma pergunta: quanta estrutura e maturidade você realmente tem para receber tudo aquilo que está pedindo para nascer na sua vida?

Talvez por isso, a divindade ligada a Bharani seja Yama, o deus da morte, aquele que purif**a, queima o excesso. É ele que dá nome aos yamas, uma das partes do Yoga: princípios simples e universais que sustentam nossos valores mais básicos, como não mentir, não pegar o que não é seu, não causar dano. Parece simples, né?

Mas com Yama não tem papo, não tem autoengano. Ele vem justamente cortar as pequenas mentiras que contamos pra nós mesmos pra manter o que já não se sustenta: “tá tudo bem assim”, “depois eu mudo”, “não é tão grave”, “eu aguento mais um pouco”.

Mas não dá pra fugir da dor de nascer quando a verdade bate na porta.

Então, não é só sobre “sair da zona de conforto”, e sim sobre reconhecer o que precisa ser limitado, cortado, deixado para trás, para que algo novo possa realmente aparecer.

Nem sempre porque a gente quer.
Mas porque chegou a hora.

Estes dias, o corpo me pediu pausa.E no silêncio, eu percebi:tinha coisa demais.ruído demais.pressa demais.Parar, no com...
15/10/2025

Estes dias, o corpo me pediu pausa.

E no silêncio, eu percebi:
tinha coisa demais.
ruído demais.
pressa demais.

Parar, no começo, é desconfortável.
Porque o fazer vira armadura.
Porque a gente se acostuma a responder pro mundo e se esquece de escutar o corpo.

Por isso eu sempre volto ao que o Ayurveda tem de mais valioso: ritmo.

Num mundo que sempre pede mais, é isso que regula meu sistema nervoso (e meus ciclos):
→ recolher os sentidos por instantes
→ repetir o que sustenta
→ terminar o dia de verdade

Na prática, o simples me nutre:
• ouvir um mantra enquanto cozinho
• pausar para um chá quente no meio da tarde
• esquecer o celular ao chegar em casa
• passar óleo nos pés antes de deitar

Simples demais? Talvez, né?
Mas é o simples que me dá chão
e me faz caber em mim.

Tenho para mim que a gente se encanta pelo círculo porque não dá pra dizer onde começa e onde termina.É a sensação de es...
07/10/2025

Tenho para mim que a gente se encanta pelo círculo porque não dá pra dizer onde começa e onde termina.

É a sensação de estar no meio do oceano: sem borda, sem seta, só movimento.

Porque a verdade é que a maioria de nós não lida bem com finais, começar parece sempre mais fácil (às vezes várias coisas ao mesmo tempo).

Mas tem horas em que enxergar o fim traz um suspiro de alívio: a porta depois de um dia longo. O término de um caminho exigente. o ponto final de uma fase difícil.

E a lua cheia de hoje é sobre isso: sobre esse alívio.

Em peixes, onde o imenso nos toma por inteiro, ela lembra que há momentos de soltar o controle.

Em revati, a morada da dissolução do ego, sob a estrela de Pushan, o guia que protege e conduz seres vivos e não vivos a atravessarem ciclos.

É a estrela do “quase madrugada”: quietude pura, tudo paira, nada se move. É antecipação, o saber que o dia já vem.
Não dá pra parar a roda do samsara. Seguimos mudando, atravessando tempos, mesmo apegados ao que f**a. Mas Revati inspira confiança, revigora o nosso olhar.

Assim, essa lua pode renovar por dentro, se você deixar. E o que se fecha pode ser concreto, como um trabalho, ou sutil, como um padrão que não serve mais.

Mais do que remoer o que acabou, é deixar Pushan trazer o fôlego calmo da madrugada. Um olhar novo começa a nascer.

Porque nem sempre nossos círculos são perfeitos: amassam aqui, afinam ali, abrem acolá.

A vida, porém, segue infinita em si. E a gente segue com ela.

Parece “só” uma placa. E é.Mas, pra mim, é um lembrete do caminho que escolhi.Com signif**ado especial, por ver que a ar...
29/09/2025

Parece “só” uma placa. E é.

Mas, pra mim, é um lembrete do caminho que escolhi.

Com signif**ado especial, por ver que a arte da filhota conseguiu colocar no papel tudo o que me move:

🌙 As Luas, crescente e decrescente: a mente e suas muitas fases.

🐍 A Serpente lembrando que na visão védica, o que cura e o que fere às vezes é o mesmo, muda apenas a dose.

🤲 As mãos, meu instrumento, que sempre me lembram de um dito árabe que uma paciente turca me ensinou: que sejam sempre abençoadas.

🌿 As ervas, essas companheiras que refrescam, aquecem, limpam, fortalecem.

Obrigada Pipoca por ter colocado seu olhar sensível e atento nesse logo. Lindo demais ver seu talento crescer.

E a cada pessoa que confiou seu corpo e sua história às minhas mãos nesses +10 anos.

O processo terapeutico nem sempre é fácil — mas é lindo quando a vida se permite florescer.

alA cada primavera da alma, o Navaratri lembra que o feminino não é fraqueza — é força.São nove noites para recolher e e...
22/09/2025

alA cada primavera da alma, o Navaratri lembra que o feminino não é fraqueza — é força.

São nove noites para recolher e escolher com calma, quem você quer ser quando amanhece. E esse ano vêm depois do Eclipse, um ciclo poderoso e intenso que se inicia.

Mas as faces da Deusa não estão fora: são partes nossas.

Nos três primeiros dias, Durga acende o fogo do não, coloca limites, destrói a ignorância.

Nos três seguintes, Lakshmi devolve a doçura do sim: a parte que cuida e faz a energia voltar: tempo bom, vínculos, o suficiente que floresce.

Nos últimos três, Saraswati limpa o céu da mente, é a parte que dá nome, estuda, cria, deixa a palavra curar.

A última noite é a da Vitória sobre o que nos prende, nos bloqueia, nos limite.

E podemos ter no centro, um fio que costura tudo: sankalpa, a intenção comprometida.

Sankalpa não é um mero desejo solto; é um “eu escolho” que ganha corpo em gestos pequenos, repetidos com reverência.

Rituais que lembram o sagrado no comum: acender uma vela, aquecer a água, caminhar ao sol, escrever 10 minutos, silenciar antes de responder.
quando o gesto encontra sentido, a vida volta a ter borda e a gente, eixo.

Então, se sentir o chamado, escolha um sankalpa para estas nove noites:
uma frase curta, afirmativa, no presente.

Um desejo há muito guardado, mas que hoje você escolhe que tome forma de ação.

Repita ao acordar e antes de dormir. pratique sem pressa. observe o que se move.

que cada noite te devolva um pedaço de casa por dentro.
que o recomeço seja simples e real.

se fez sentido, salva este post e compartilha com as deusas da sua vida.

Intenção da semana: menos ruído, mais presença.Eu sei — não é fácil com notícia pra todo lado, eclipse mexendo, notícias...
18/09/2025

Intenção da semana: menos ruído, mais presença.

Eu sei — não é fácil com notícia pra todo lado, eclipse mexendo, notícias cabulosas e vida que não para. Em algum momento a gente precisa encontrar o lugar do cuidado real: o que não cobra, mas ancora.

O Ayurveda parece simples porque lembra o que o corpo já sabe — longe dos “milagres” da internet. É um simples que age.

Um dia por vez. Salva pra praticar junto.

Não é sobre corrigir seu corpoé sobre entender o que ele tenta te contaruso o ayurveda e a astrologia védica pra te ajud...
19/08/2025

Não é sobre corrigir seu corpo
é sobre entender o que ele tenta te contar

uso o ayurveda e a astrologia védica pra te ajudar a conectar os pontos

pra que comer volte a ser simples
pra que o cansaço faça sentido
pra que você entenda o que precisa antes de pedir cura

esse não é um espaço de performance
é um espaço de retorno

se fizer sentido pra você, as portas estão abertas

Talvez seja essa eterna mania de sentir tanto tudo que faz com que ir até às minhas raízes seja sempre um mergulho profu...
13/08/2025

Talvez seja essa eterna mania de sentir tanto tudo que faz com que ir até às minhas raízes seja sempre um mergulho profundo dentro de mim.

Talvez seja minha Lua em Mula, esse nakshatra que fala de raízes — as físicas, das plantas, e as emocionais —, mas também em Sagitário, que me faz querer sempre alçar voo e, ao mesmo tempo, sentir-me em casa em qualquer lugar. A contradição não me assusta, ela me molda.

Chego a Lisboa e sei que pertenço ali, como pertenço a Florianópolis, ou a Londres, ou a Barcelona. Cabe em mim a lusa nostalgia tanto quanto a alegria latina.

Mais do que grandes momentos, são as pausas e os espaços que me tocam profundamente. Os pequenos nadas dos dias que passam sem avisar.

Minha filha tão próxima dos meus pais. As ruas familiares. O miradouro que abraça a cidade lá do alto. A fresta entre esquinas de onde se enxerga a lua, o castelo, a noite quente de verão.

Sentar em silêncio com meu pai no jardim, enquanto a brisa fresca nos acaricia. Tomar café com minha mãe à luz suave da manhã, e deixar o tempo escorrer sem pressa. O abraço dos amigos — portos seguros de sempre. A cumplicidade óbvia com tios e tias que me conhecem desde antes de mim.

Encontro-me por entre as luzes de Lisboa, essa cidade de onde por tanto tempo quis fugir e que hoje reconheço como parte de mim. Respiro alívio ao ver o mar da Ericeira, o céu infinito do Alentejo, estrada fora… azul, tanto azul, e também o verde que é meu e que me entende.

E então chega sempre o tempo de voltar. O aperto no peito, o nó na garganta. Mas é bom chegar por aqui também.

Afinal, a saudade… a saudade é a minha casa.

Endereço

Campeche
Florianópolis, SC

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