16/03/2018
Definitivamente de doce basta sim a vida!
Mas esse negócio de não dar açúcar nos primeiros dois anos de vida do bebê é ou não é um grande MIMIMI?
Bem, na minha opinião e na opinião da esmagadora maioria dos especialistas não. E porque não?
Os primeiros mil dias do bebê , que vão da fecundação até o segundo aniversário da criança, é um período crítico para o seu desenvolvimento.
Esta é a fase de maior crescimento cerebral, onde o corpo demanda macro e micronutrientes adequados para que isto ocorra de forma plena. Açúcar é caloria nula, vazia e sem nenhum benefício nutricional.
Além disto, até por volta dos 3 anos de vida é o período em que se forma o hábito alimentar. É uma fase de descoberta de sabores e texturas. O açúcar branco neste período não acrescenta absolutamente nada. Ao contrário, mascara o sabor original dos alimentos e é altamente viciante ao nosso organismo.
Desta forma, oferecer alimentos açucarados nesta fase atrapalha o processo de introdução alimentar e tira o foco da criança de alimentos saudáveis.
Após o terceiro ano de vida, no máximo quarto ano, o hábito alimentar se estabelece e se torna mais desafiadora a introdução de novos alimentos saudáveis principalmente para crianças já habituadas ao doce.
Evite ao máximo se render a pressão que se faz por aí e não ofereça refrigerantes, iogurte tipo petit suisse, bolachas adoçadas, pirulitos, chocolates e afins para seu filho pequeno.
Nossa sociedade logo terá que rever muitos de seus hábitos nutricionais, tendo em vista o aumento alarmante da obesidade na população geral, com início na infância.
E vale lembrar... Ninguém sente falta do que nunca provou. A necessidade de colocar o achocolatado no leite ou oferecer aquela balinha, para uma criança que nunca provou, é muito mais sua do que dela.
PS: se você escolheu dar porque acredita não ter problema tudo bem mas, acima de tudo, respeite quem não quer dar e não ofereça alimentos a nenhuma criança sem antes falar com os pais.
Um beijo, Dra Paula Arruda.