Fernanda Lima Pediatra

Fernanda Lima Pediatra Meu objetivo é ajudar da melhor forma possível, considerando os benefícios de curto, médio e longo prazo, da saúde de cada paciente.

31/01/2026

Do desenvolvimento físico ao emocional, é o ambiente em que a criança vive que sustenta um desenvolvimento adequado. Comer junto, ter horários previsíveis, dormir com regularidade, conviver com livros, participar das tarefas da casa, aprender a esperar, observar e repetir, tudo isso se organiza nas relações e na presença dos pais com a criança.

O cérebro infantil se desenvolve a partir de experiências consistentes, os hábitos estruturam a autorregulação, as rotinas constroem previsibilidade, e as relações oferecidas diariamente sustentam a segurança emocional da criança. O desenvolvimento saudável depende de condições reais para acontecer, condições que se constroem nas relações, nas rotinas e na forma como o adulto sustenta o cotidiano da criança.

Que tipo de ambiente estou construindo para que meu filho consiga se organizar melhor?

A leitura molda redes neurais essenciais para linguagem, atenção, criatividade e compreensão do mundo, trazendo benefíci...
28/01/2026

A leitura molda redes neurais essenciais para linguagem, atenção, criatividade e compreensão do mundo, trazendo benefícios que poucos outros hábitos oferecem com a mesma abrangência.

No livro Faça-os Ler, Michel Desmurget reúne estudos que demonstram o impacto profundo da leitura no desenvolvimento cognitivo e emocional das crianças. Ele aponta que nossos filhos leem cada vez menos e que aprender a ler vai além de decifrar letras, envolve compreender o que se lê, algo que se constrói quando a leitura é vivida como experiência compartilhada e signif**ativa no ambiente familiar.

A observação de um adulto que lê de forma presente abre portas para um universo de vocabulário mais rico e narrativas complexas, o que favorece a organização do pensamento, a expressão das emoções e a capacidade de compreender diferentes perspectivas, habilidades que se instalam silenciosamente ao longo das interações diárias.

Por isso, mais do que empilhar livros, o que impacta o desenvolvimento é a construção de um ambiente onde existam livros e adultos disponíveis para viver a leitura junto com a criança, e não apenas ocupar estantes.

28/01/2026

Muitas vezes os pais f**am angustiados porque o filho parou de comer algum alimento ou passou a querer apenas um tipo específico, e isso faz parte do desenvolvimento esperado.

Ao longo dos primeiros anos de vida, a criança atravessa fases diferentes de seletividade, tanto em relação à qualidade quanto à quantidade dos alimentos. 

O que costuma desorganizar esse processo é uma tentativa de trocar, barganhar ou negociar cada colherada, porque uma refeição deixa de ser uma experiência positiva e passa a ser vivida como algo incômodo para a criança.

Confiar na criança signif**a confiar na sua fome e na sua saciedade, e ao adulto cabe sustentar um ambiente adequado, com alimentos variados, sem telas ou pressão durante a refeição.

Costumo dizer que o mantra é simples, cabe aos pais oferecer boa variedade e qualidade, e cabe à criança decidir o que comer e quanto comer.

Quando esse princípio se perde, o que aparece é mais seletividade, menos autonomia e uma relação cada vez mais difícil com a comida, enquanto o que constrói uma boa alimentação são experiências repetidas em que a criança se sente segura para explorar, escolher e parar quando quiser.

Você confia no seu filho para comer?

Seu filho passa o tempo todo pedindo a sua atenção e apresenta dificuldade para br**car sozinho?Na primeira infância, es...
25/01/2026

Seu filho passa o tempo todo pedindo a sua atenção e apresenta dificuldade para br**car sozinho?

Na primeira infância, esse movimento pode indicar busca por regulação emocional, o cérebro imaturo depende do adulto para organizar seus estados internos, e quando a presença chega de forma fragmentada, o sistema nervoso permanece em alerta e continua solicitando contato.

Experiências repetidas de atenção exclusivas fortalecem os circuitos de apego, a criança se sente vista por inteiro, sem competir com telas, tarefas ou comandos.

Poucos minutos de presença plena, em que o adulto observa, escuta e acompanha a iniciativa da criança, produz maior efeito regulador do que longos períodos de convivência com atenção dividida.

Observar o comportamento do seu filho também convida a observar a rotina, muitas vezes pequenos ajustes na forma de estar junto, fazem modif**ações signif**ativas na necessidade constante de solicitação.

Escolha um momento possível do dia, coloque na agenda, suspenda distrações e apresente presença inteira, depois observe o que se transforma na relação.

23/01/2026

Quando o bebê quer mamar e acompanhar a fofoca 😂

O sono do bebê é uma função biológica em maturação, regulada pelo sistema nervoso, pelo ritmo circadiano ainda imaturo e...
23/01/2026

O sono do bebê é uma função biológica em maturação, regulada pelo sistema nervoso, pelo ritmo circadiano ainda imaturo e, principalmente, pela sensação de segurança no ambiente em que ele adormece.

Nos primeiros meses e anos, o cérebro infantil não se desliga sozinho, ele desacelera em relação, o corpo relaxa quando encontra previsibilidade, contato e um adulto disponível, por isso o sono acontece com mais facilidade no colo, no peito, ao som da respiração de quem cuida.

O sono se torna um problema quando a expectativa adulta ultrapassa a capacidade neurológica disponível da criança para autorregulação, esse desencontro entre maturação biológica e exigência externa costuma ser interpretado como dificuldade de sono.

Protocolos prometem controle, porém o que organiza de fato é o ambiente, a reprodução de experiências seguras, respostas consistentes, presença emocional e uma rotina compatível com a fase de desenvolvimento.

O bebê não dorme melhor por aprender uma técnica, ele pode inclusive acordar e voltar a dormir sozinho e ainda assim permanecer em estado de estresse, com aumento do cortisol.

Talvez o convite seja esse, observar menos o relógio e mais o bebê, reduzir as instruções, ampliar a segurança, ajustar a rotina do adulto, buscar apoio, e permitir que o sono se organize o suficiente na medida que houver maturidade.

21/01/2026

A fórmula foi criada para situações em que a amamentação não foi possível, nesses casos cumpre a função de alimentação do bebê, e isso não define competência materna.

O problema começa quando o marketing transforma exceção em regra, a fome vira “leite fraco”, os despertares noturnos viram “necessidade” de mamadeira, e a indústria vende a ideia de substituição direta do leite materno. Biologicamente eles não são equivalentes, porque o leite humano é um tecido vivo, com células, enzimas, anticorpos e variação conforme a necessidade do bebê.

A partir dos 6 meses, mesmo para bebês que usam fórmula, o foco precisa mudar para comida de verdade, ocorre maturação neuromotora e digestiva que permite explorar texturas, cheiros e sabores, aprender a mastigar e engolir, manter a fórmula como base após essa fase sustenta uma lógica que não favorece o desenvolvimento alimentar, conforme o bebê passa a comer bem, não existe indicação biológica para manter a fórmula, a comida ocupa esse lugar.

Sobre a amamentação, a recomendação científ**a segue clara, dois anos ou mais, porque o leite materno continua oferecendo fatores imunológicos, reguladores metabólicos e suporte emocional, algo que não se replica em produto industrial.

Um dado histórico, a fórmula surgida no final do século XIX, à base de leite de vaca diluído, açúcar e farinha, em um contexto de alta mortalidade infantil, as fórmulas tipo 1 surgiram nas décadas de 1950 e 60, as tipo 2 nos anos 80, e as tipo 3 apenas nos anos 2000, acompanhando estratégias de mercado, sem base científ**a forte que sustenta essa necessidade.

O discurso mudou, ganhou marketing, criou-se a ideia de continuidade eterna, quando o corpo do bebê pede diversidade e ambiente alimentar organizado.

A fórmula precisa ter começo, meio e fim, como qualquer intervenção em saúde.

Quero saber, como isso acontece aí na sua casa?

Nunca tivemos acesso a tantos dados sobre bebês, e ao mesmo tempo nunca vi tantos adultos inseguros no cuidado cotidiano...
19/01/2026

Nunca tivemos acesso a tantos dados sobre bebês, e ao mesmo tempo nunca vi tantos adultos inseguros no cuidado cotidiano, questionando a própria percepção diante de gráficos, alertas e comparações constantes.

A tecnologia prometeu facilitar o cuidado, e em muitos casos acabou deslocando o centro da relação, o olhar saiu do bebê real e foi para a tela, para checar horários, validar decisões e comparar padrões, algo que aparece com frequência no consultório quando a mãe passa a forçar o filho a se encaixar em rotinas, marcos ou expectativas com a intenção de ensinar, corrigir ou moldar, mesmo quando os sinais do bebê apontam outra necessidade.

Esses sistemas não consideram contexto, variabilidade nem maturação neurológica, e ignoram que o desenvolvimento infantil não segue linhas retas nem repetições exatas.

O cérebro do bebê não funciona em lógica linear, ele se organiza em ondas, estados e aproximações sucessivas, em um dia dorme mais, no outro menos, as mamadas variam, a necessidade de colo muda ao longo do dia, e tudo isso faz parte da fisiologia de um sistema nervoso ainda imaturo, em processo contínuo de integração.

No consultório, encontro mães e pais que reconhecem com precisão o que o bebê está sinalizando, e ainda assim aprendem a desconfiar dessa leitura quando algum dado, regra ou expectativa externa aponta outra direção, tentando encaixar a experiência do bebê em parâmetros rígidos que não sustentam o cuidado real.

O que o desenvolvimento pede são adultos disponíveis, capazes de observar com atenção, responder com presença e ajustar o ambiente conforme o bebê se organiza.
Dados podem servir como referência ampla quando ocupam um lugar secundário, mas perdem sentido quando substituem a escuta, a observação direta e a confiança na relação.

Em que momentos você sente que os números estão falando mais alto do que o seu próprio olhar no cuidado com o seu bebê?

18/01/2026

Quando uma mãe termina o dia exausta e se pergunta se poderia ter feito melhor, costuma esquecer algo fundamental: o cérebro infantil não está buscando a perfeição dos pais.

A memória emocional prioriza experiências com carga afetiva intensa, principalmente aquelas em que houve conflito seguido de reparação. É nesse movimento que o sistema nervoso da criança aprende segurança, previsibilidade e confiança na relação.

Relações positivas moldam os circuitos de apego que a pessoa leva para a vida adulta. Isso acontece principalmente quando ela recebe presença constante de um adulto que a co-regule e cuide.

Por isso a criança do vídeo fala das brigas com naturalidade, pois no fim o que f**a é o amor e cuidado que recebe.

Vídeo:

Durante o puerpério, a atividade física envolve adaptação de um corpo que atravessou uma das maiores demandas fisiológic...
16/01/2026

Durante o puerpério, a atividade física envolve adaptação de um corpo que atravessou uma das maiores demandas fisiológicas da vida, com reorganização hormonal, muscular e postural ainda em curso.

Após o parto ocorre queda abrupta de estrogênio e progesterona, o que impacta humor, sono e percepção de energia, movimentos leves e regulares ajudam a modular esse eixo hormonal, favorecendo maior estabilidade emocional.

Nesse período, o foco naturalmente recai sobre o cuidado com o bebê, por isso, após uma organização inicial da rotina, vale planejar movimentos possíveis dentro do dia a dia, comece caminhando com o bebê no carrinho ou no sling, procure profissionais ou espaços que acolham a presença do seu filho, transforme o cuidado cotidiano em oportunidade de movimento.

Muitas mulheres desejam resgatar um tempo exclusivo ou idealizam um nível de atividade semelhante ao de antes do nascimento, porém esse corpo vive outra fase, e o bebê nos primeiros meses demanda presença intensa, ajustar expectativas protege a saúde mental e física.

A atividade física precisa caber na sua nova vida, observe o que se torna possível hoje, sustente pequenas inclusões na rotina, e permita que o movimento funcione como apoio para o corpo que sustenta outro corpo todos os dias.

14/01/2026

Quando a temperatura do corpo sobe o sistema imunológico se ativa, o calor dificulta a multiplicação de vírus e bactérias, enquanto estimula células de defesa a atuarem com mais eficácia.

Durante a infância cada febre ensina o corpo a reagir e, com o tempo, a ajustar a intensidade da resposta. A pressa em baixar toda febre impede essa aprendizagem fisiológica.

O que guia a conduta não é o número no termômetro, mas o estado da criança. Quando ela br**ca entre os picos, se alimenta, responde e mantém hidratação, há sinais de equilíbrio, o antitérmico serve para conforto.

Alguns sinais merecem atenção imediata: sonolência excessiva, respiração difícil, recusa alimentar persistente ou irritabilidade que não cede após queda da temperatura. Nessas situações, a avaliação médica é indispensável.

Nem toda febre pede intervenção imediata, mas toda criança com febre precisa de um olhar presente e criterioso. Para quem deseja compreender o corpo do bebê sob a lente da fisiologia, continue aqui.

O córtex pré frontal, responsável por inibição, planejamento e controle emocional, só começa a amadurecer de forma mais ...
12/01/2026

O córtex pré frontal, responsável por inibição, planejamento e controle emocional, só começa a amadurecer de forma mais consistente após os cinco anos, e segue em desenvolvimento até a vida adulta, por isso esperar autorregulação plena de uma criança pequena é biologicamente incompatível com a maturidade do cérebro dela.

Um dado importante, crianças que crescem em ambientes com presença emocional previsível apresentam níveis basais mais baixos de cortisol ao longo do dia, o que se associa a melhor organização emocional e menor reatividade ao estresse, o corpo aprende segurança antes de aprender comportamento.

Isso muda o olhar sobre as crises, não são falhas educativas, são pedidos de suporte neurológico, o adulto funciona como organizador externo enquanto o cérebro ainda está em construção.

Observe o seu papel nesse processo, menos cobrança de autocontrole, mais oferta de estabilidade, porque o que sustenta hoje vira estrutura interna amanhã.

Endereço

Rua Sidney Nocetti 62, Sala 401
Florianópolis, SC
88025-320

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 19:00
Terça-feira 08:00 - 19:00
Quarta-feira 08:00 - 19:00
Quinta-feira 08:00 - 19:00
Sexta-feira 08:00 - 19:00

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Dra. Fernanda Lima.

Durante a faculdade de medicina, me apaixonei pela pediatria e, mais especif**amente, pela puericultura. Apesar da carga horária do curso, fiz muitas horas extras no ambulatório, pois simplesmente f**ava encantada e amava estar perto de tudo aquilo.

Nesta época, ganhei o apelido carinhoso de Felícia (Personagem do desenho animado Tiny Toons, conhecida pela frase: Eu vou te abraçar, te beijar e te apertar até seus olhos pularem para fora e eu destruir todos seus ossinhos), pois minha vontade era de realmente cuidar, dar carinho e ajudar os bebês e crianças que passavam por mim com dedicação plena o tempo todo.

Com todas as experiências que vivi, entendi que para verdadeiramente cuidar destas pequenas pessoinhas, é necessário também conhecer e atender a família, para conhecer o ambiente e situações que os rodeiam.