22/12/2025
29 anos, mãe de uma menina de 1 ano e 4 meses fruto de uma gestação espontânea que aconteceu radidamente e cheia de vontade de ter o segundo filho.
Essa era a Jociane em dezembro de 2011, quando estava no início das suas tentativas.
Loucos para aumentar a nossa família, meu marido e eu resolvemos que era a hora de ir atrás de respostas. Então fizemos o nosso primeiro exame, o Antimülleriano.
E o resultado logo veio: alguns dias antes do Natal, descobri que, na flor da idade, minha reserva ovariana era baixíssima.
Meu mundo caiu.
Sentindo uma tristeza e um desespero profundos, eu não podia me isolar e lamber minhas feridas sozinha. Eu tinha uma criança pequena e uma família que estavam me esperando para celebrar o nascimento de Jesus, compartilhar a ceia e esperar o Papai Noel.
Então coloquei a minha dor “numa sacolinha” e me juntei aos meus fingindo que estava tudo bem.
E mais 3 Natais foram assim.
Mas eu continuei tentando. Eu caía, vivia meu luto, mas me levantava novamente.
E em 2015, após tantos anos de angústias e frustrações, finalmente passei um Natal feliz e completo: meu Antônio estava na barriga, crescendo forte e saudável.
Talvez você esteja vivendo este momento do ano como a Jociane lá de 2011, 2012, 2013, 2014, e eu sei o quanto isso parte o coração, mas como uma mulher que já esteve no seu lugar, eu queria que você soubesse destas 3 coisas:
- Procure dividir a sua dor com quem te entende, sejam amigos, pessoas da família, grupos de tentantes. Não guarde a tristeza e angústia pra si. ser forte, às vezes, é mostrar que você também é vulnerável.
- Dê limites. Sim, compartilhe a sua dor com quem você confia, mas não deixe que as pessoas invadam o seu espaço e a sua intimidade. Nem todo mundo precisa saber da sua vida.
- Saiba que você não está sozinha. Você pode contar comigo.
- Jamais perca a fé e a esperança.
Que seu Natal possa ser lindo e cheio de significado, mesmo diante dos obstáculos.