18/09/2025
Aos 30 e poucos, a gente cai inocência de achar que já viveu muito. Já sabemos como o algoritmo funciona e qual a melhor luz pra um selfie ideal.
Mas a vida, mesmo, é o que acontece quando a gente desliga a câmera e se permite viver.
Fui pra balada em Bogotá. Sozinho. Uma das maiores da Am Latina. Desde a fila para entrar, todos os grupos das mais variadas idades já me olhavam com estranheza. Entrei, peguei uma bebida e me joguei curtindo as minhas músicas favoritas. Um brasileiro, barbudo e sozinho chama MUITO mais atenção do que eu gostaria em uma balada LGBT+ na Colômbia 🤣
De repente, eu sentei por motivos de 30+ e um local se aproximou, Arturo. Ele chegou perguntando de onde eu era e de onde eu tirava a “coragem” de ir sozinho a uma festa. Dali trocamos uma infinidade de ideias sobre a vida, sobre medos e sonhos, como se ao nosso lado não existissem mais de 15 pistas de dança cheias de gente bebendo e dançando 🤣. Foram algo entre 10 e 15 minutos. Eu nunca mais vou ver Arturo, e ele nunca mais vai me ver.
O que ficou não foi uma foto perfeita ou uma prova social. Ficou a certeza de que a gente não vive de rede social, a gente vive de momentos.
De encontros que não estavam no roteiro. E, principalmente, de conversas que valem mais que qualquer curtida. Ouvir um pouco da vida de Arturo e a admiração dele ao pouco que contei sobre mim, era exatamente o que eu precisava naquela noite.