Existe um cansaço que não vem apenas do que vivemos, mas da resistência ao que é. Da tentativa silenciosa de ajustar o outro, o tempo, a vida… como se só então fosse possível sentir paz. Mas essa paz, quase sempre, escapa.
Na minha própria vida, às vezes me pego pensando: “eu achei que agora seria um pouco diferente…” e algo imprevisto acontece (e, sim, às vezes dá até um leve sorriso de reconhecimento).
Com o tempo, sinto que a maturidade emocional e a regulação que vamos desenvolvendo não eliminam a dor, mas nos ajudam a não transformá-la em sofrimento. A lidar melhor, a sustentar, a seguir em contato. E, cada vez mais, percebo: isso não é só teoria, é prática de vida.
Muitos de nós crescemos aprendendo, de formas sutis ou explícitas, a imaginar como a vida deveria ser. Criamos expectativas, narrativas, ideais… e, por vezes, nos afastamos dos fatos que se apresentam. Não porque somos frágeis, mas porque somos humanos — e nossa mente faz exatamente isso: constrói histórias.
O ponto não é deixar de sonhar, mas desenvolver flexibilidade suficiente para não ficar presa apenas às histórias que contamos.
Aceitar não é se conformar. É parar de lutar com a realidade para, então, escolher como queremos agir dentro dela.
Talvez a pergunta não seja o que a vida deveria ser… mas como você escolhe se relacionar com o que já é.
💡Aceitação é um longo processo de trabalho e investimento interno.
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.
19/03/2026
A compaixão costuma parecer bonita quando a gente pensa nela. Mas, na prática, ela aparece em lugares e situações nada confortáveis.
Quando o outro insiste.
Quando você já está no limite.
Quando a relação exige mais do que você gostaria de dar naquele momento.
E talvez seja aí que ela realmente começa.
Não como algo leve ou automático,
mas como uma escolha possível,
mesmo no meio do cansaço.
Compaixão não é ausência de limite.
É a forma como você sustenta a relação dentro dele.
É escolher antes de tudo entender que o outro também tem seus processos, sua história, seu momento de desenvolvimento neurológico (no caso de ser uma relação com criança).
Compaixão também é aceitar que nem tudo estará bem com o outro, sempre.
Observe como você tem se posicionado em momentos difíceis das suas relações🤎.
Todos nós desejamos ser amados e compreendidos em fases não agradáveis da vida.
Com carinho,
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.
16/03/2026
Muitos casais chegam à terapia vivendo um processo de desligamento emocional.
E alguns casamentos não atravessam mudanças em uma grande conversa. A transformação pode começar em silêncio. Outros passam por muitas tentativas, conversas e pedidos de mudança...mas vamos percebendo que insistir da mesma forma já não faz mais sentido. E aí algo muda:
Falar menos.
Explicar menos ou
Parar de fugir dos problemas que se apresentam pode representar um parar de carregar sozinha (o) o peso de uma relação amorosa.
Nem sempre uma crise é o fim de uma relação. A crise representa uma dinâmica que não funciona mais. E a partir daí, duas pessoas podem começar ou não a construir uma nova forma de estarem juntas.
Processos silenciosos também fazem parte da maturidade nas relações.
Salve este post se quiser revisitá-lo em outro momento🤎.
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos & casais.
15/03/2026
Nem toda diferença em um relacionamento desaparece com o tempo.
Muitas fazem parte da história, da personalidade e da forma como cada pessoa aprendeu a viver.
Parte da maturidade relacional envolve aprender a lidar com certas diferenças sem transformar tudo em tentativa constante de correção.
Nem toda diferença precisa ser resolvida. Algumas precisam primeiro ser compreendidas.
E para você, quais diferenças em um relacionamento são mais difíceis de atravessar?
12/03/2026
Grande parte do sofrimento humano nasce da tentativa de fazer a vida caber em um ideal que muitas vezes não foi, ou não está sendo, concretizado. Existe uma dificuldade muito humana em enxergar valor ou beleza naquilo que não saiu como imaginávamos. E o fato é que a maioria de nós não foi ensinada a lidar com as próprias frustrações, com situações difíceis, com a decepção sobre si mesmo, sobre as coisas ou sobre o outro. Fomos muito mais treinados a seguir regras, cumprir expectativas e buscar certos resultados, do que a compreender o sentido dessas regras ou a desenvolver recursos internos para lidar quando a realidade não corresponde ao que esperávamos.
O trabalho, a maternidade, as relações e tantos outros aspectos da vida raramente acontecem exatamente da forma que imaginamos quando pensávamos sobre eles. A vida cotidiana é mais complexa, mais imperfeita e também mais imprevisível do que os roteiros que criamos na nossa mente. Talvez parte da maturidade emocional esteja justamente em reconhecer isso, aceitar a imperfeição, reconhecer a impermanência das coisas e aprender, pouco a pouco, a desenvolver formas internas mais saudáveis de lidar com as frustrações que inevitavelmente fazem parte de estar vivo.
Eu gosto muito dessa ideia de viver como se pode, aceitando cada detalhe de si mesmo, do outro e também das situações inesperadas que surgem no caminho. Talvez seja nesse encontro mais honesto com a realidade, imperfeita e transitória, que também possamos encontrar um pouco mais de espaço para viver com menos rigidez, um pouco mais de presença e, quem sabe, até com mais gentileza diante daquilo que a vida não organizou exatamente como imaginávamos.
A vida é imperfeita e impermanente. Talvez maturidade emocional seja aprender a viver dentro dessa condição.
Com carinho,
Cris.
26/02/2026
Ruminação é tentativa de controle e de proteção. É um comportamento aprendido e que muitas vezes tem/teve sentido.
Quanto mais você discute com um pensamento,
mais ele ganha status de verdade.
Quando você se funde ao conteúdo da mente, você acaba sem perceber se tornando ele.
E acredite: não se muda pensamento. O que conseguimos fazer é observa-los e não se fundir com eles.
Quando você observa o pensamento como evento
e não como sua identidade algo muda.
Você não precisa silenciar a mente.
Precisa aprender a se relacionar diferente com ela.
E quando você de fato não é o seu pensamento,
você pode agir apesar dele.
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.
23/02/2026
As vozes que nos moldaram também nos marcaram. Algumas com delicadeza, outras com dureza. Talvez tenha sido como precisou, com o que deu, da forma que era possível. Só que nem toda voz que ecoa dentro de nós é nossa, algumas são heranças.
Existe uma diferença entre ter pensamentos e ser esses pensamentos. A maturidade emocional começa quando identificamos isso e percebemos que: Eu não sou a voz, eu sou quem escuta, apenas isso.
Muitas vezes essas vozes que nos impedem de ir além parecem ser as mesmas que nos protegem, pois elas podem ter nascido com uma tentativa de proteção:
Somos feitos das palavras que nos disseram (de forma direta ou indireta) e das que escolhemos manter.
Entenda que nem tudo que carregamos foi escolhido, foi simplesmente aprendido.
Crescer e amadurecer não é silenciar as vozes. É aprender a não obedecer todas elas.
Lembre-se sempre:
🌱Você pode ter aprendido uma forma de amar, de se proteger...até de viver. Mas ainda assim pode escolher outra.
Com carinho,
Cris.
Psicóloga de adultos e casais.
CRP:12/17922.
18/02/2026
Existe uma romantização do autoconhecimento.
Como se bastasse compreender a própria história
para que tudo se reorganizasse.
Mas comportamento é aprendido em contexto.
E só se transforma em contexto.
Mudar exige:
– exposição
– repetição
– novas consequências
– desconforto
A mente pode entender.
Mas é o corpo, na situação real, que consolida a mudança.
Autoconhecimento é mapa.
A prática é caminho.
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.
CRP: 12/17922.
Atendimento online e presencial.
15/02/2026
O que seria existir melhor pra você?
Tome nota✍️
Bom dimingo🤌
04/02/2026
Sigo aprendendo a habitar mais a própria vida, do jeito que ela é, com menos pressa e mais presença.
Sou grata pelo que construí e, sobretudo, por quem caminha comigo: a família, o lar e o trabalho de guiar corações em suas próprias criações. Neste espaço-tempo que habito, sinto-me inteira. E isso basta.
🌬Mais um ano de vida: com amor🎂🤎.
01/02/2026
Quando amar exige abandono de si, o corpo costuma pagar a conta.
O amar saudável não custa a saude fisica e emocional de ninguém🤎.
24/01/2026
Permita-se expandir.
Em todos nós existe uma verdade única, e é ela que se torna fonte de evolução. Quando estamos adoecidos, seja física ou emocionalmente, sempre há algo a ser aprendido. O sintoma, embora muitas vezes não pareça, é mais uma oportunidade da vida para acessarmos nossa verdade e nossa sabedoria interna.
Essa sabedoria funciona como uma bússola que nos guia para o caminho que queremos seguir, livre de certo e errado, livre de regras que nos foram impostas desde muito pequenos e que, muitas vezes, já não nos servem, apenas criam barreiras para viver a leveza de ser.
Muitas pessoas me procuram acreditando que o outro pode ser sua fonte de felicidade ou de infelicidade. Não exatamente com essas palavras, mas dentro desse contexto. E o fato é que o outro é apenas uma parte do nosso ambiente. É como em uma obra de arte: o outro é o fundo do quadro, e você é a figura principal.
As ações ou não ações do outro têm, sim, relação com quem estamos sendo. E é aí que surge mais uma oportunidade de expansão, tornarmo-nos observadores de nós mesmos e das nossas relações, ir além, sem nos implicarmos totalmente com pessoas, dores e situações que nos rodeiam. E isso, por si só, já produz uma grande mudança em qualquer relação.
O começo da evolução é sempre por nós. Sempre.
Com carinho,
Cris.
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Imagina viver uma vida integral em que você consiga estabelecer relações mais saudáveis, ter consciência de seus sentimentos e atitudes, desenvolver-se, descobrir e fazer aquilo que ama e que tem mais sentido para você.
Trabalhando muito tempo como psicoterapeuta e conhecendo as pessoas em seu íntimo, eu cheguei à conclusão de que elas são muito capazes e poderosas, mas frequentemente tornam-se desconhecidas de si mesmas, alienadas de seus verdadeiros anseios, vivendo um dia de cada vez sem aproveitar o melhor da vida.
Percebi também que o trabalho ocupa um espaço enorme em nossas existências, e quando não estamos satisfeitos ou alinhados com a ocupação atual, seja por desmotivação, falta de identificação, mudança de visão de vida ou até uma necessidade de reescolha profissional, simplesmente sofremos. Esse sofrimento pode trazer amadurecimento, mas não precisa perdurar e ser constante em nossa vida. Ele apenas indica que algo precisa ser feito. Nem sempre o ambiente profissional no qual estamos vivendo é aquele em que queremos estar a vida inteira.
Compreendi isso em minha própria trajetória profissional e com isso aprendi que não precisamos fazer a mesma coisa para sempre. Ouso dizer que, por medo, por falta de autoconhecimento e de autoconsciência e até mesmo por comodismo, acabamos não agindo e ficamos na mesmice da insatisfação.
Como psicóloga, especialista em carreira, comportamento e marketing, minha missão também abrange auxiliar profissionais liberais ou empreendedores a reconhecerem seu potencial, sua identidade e desenvolverem seu projeto ou negócio, desde aspectos comportamentais até o desenvolvimento de um plano de negócios, planejamento estratégico, estruturação e marketing dos seus produtos e/ou serviços.
No trabalho com empresas, eu contribuo para o desenvolvimento de líderes, reestruturação da identidade da empresa e desenvolvimento de equipes.
Tudo isso traz resultados que vão além do crescimento e desenvolvimento profissional ou empresarial; os benefícios incluem mais foco naquilo que realmente importa, possibilidade de viver uma vida digna, sustentável, consciente e satisfatória.
Mas quem sou eu?
Sou psicóloga CRP 08/20838, de Florianópolis/SC, formada pela Universidade Estácio de Sá Santa Catarina. Especialista em Psicologia Clínica e Empresarial pela Lócus Psicodrama (Florianópolis). Possuo formação em Coaching Psychology pela Academia do Psicólogo. Formação em Empreendedorismo Criativo pelo SEBRAE Santa Catarina e pela Espaçonave São Paulo. Atualmente, curso Especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV Curitiba).
Atuação Profissional
Psicóloga consultora de empreendedores, trabalho com foco na criação e desenvolvimento de serviços e projetos, identidade profissional, plano de negócios e planejamento estratégico de marketing.
Psicóloga consultora de profissionais, serviços de orientação/ reorientação profissional, coaching de carreira, desenvolvimento de liderança e competências comportamentais.
Psicóloga consultora de empresas da área de prestação de serviços com foco em identidade empresarial, planejamento estratégico de marketing, pesquisa de mercado, gestão de crises e conflitos, desenvolvimento de equipes, desenvolvimento de líderes, palestras treinamentos.
Psicóloga consultora na área educacional, trabalho com foco no treinamento de inteligência emocional e habilidades socioemocionais para professores e alunos de escolas e universidades.
Facilitadora de Grupos e Oficinas de Desenvolvimento Pessoal e Profissional.
Empreendedora e Palestrante.
Mentora do Centro Sapiens - Cocreation Lab Florianópolis, mentoria para os selecionados pelo projeto que tem como objetivo propiciar o desenvolvimento de empreendimentos em Economia Criativa nas áreas de tecnologia, artes, arquitetura, Design e Gastronomia.