Cristini Barreto

Gosto de fins de ano.E gosto dos começos também.Eles carregam um simbolismo bonito: nos convidam a pausar, olhar para a ...
31/12/2025

Gosto de fins de ano.
E gosto dos começos também.
Eles carregam um simbolismo bonito: nos convidam a pausar, olhar para a vida e sair, ainda que por instantes, do automático que tantas vezes nos engole.
Há algum tempo, decidi trazer para o meu dia a dia os “hábitos” que costumamos reservar apenas para o fim do ano.
Este ano, consegui praticá-los quase diariamente.
E, escrevendo agora, percebo o quanto isso tem valor.
A proposta é simples e profunda:
revisar o dia vivido.
Não como forma de cobrança, culpa ou ruminação,
mas como um gesto de presença, clareza e aprendizado.

Um olhar honesto sobre o cotidiano, não para se punir,
mas para evoluir — um pouco, todos os dias.
Por isso, te faço um convite:
aproveite o clima de fim de ano e transforme essa revisão em uma intenção diária.
Porque quase tudo o que muda na vida começa assim:
com uma intenção clara — às vezes atravessada por dor, às vezes por desejo de viver diferente.

E aqui vai outro convite importante:
não coloque o foco em metas ou objetivos rígidos.
Eles não são o eixo central da vida.
Pergunte-se, com gentileza:
de que forma eu gostaria de viver?
De um jeito coerente com a realidade possível, com quem eu sou hoje.
Para começar, experimente se perguntar:
O que vivi este ano — mesmo que por breves momentos — que gostaria que fizesse morada?
Quais experiências, grandes ou pequenas, simples e cotidianas, você deseja que estejam mais presentes na sua vida?
Talvez o que aparecer aí tenha menos a ver com feitos e mais a ver com valores.
Com aquilo que realmente importa.

Se quiser aprofundar, experimente responder, dia após dia:
O que aprendi hoje (sobre mim, sobre o outro, sobre a vida)?
Em que sinto que posso evoluir, com mais consciência?
O que me trouxe alegria, ainda que discreta?
Pelo que sou grata hoje?

Um lembrete:
não busque dias perfeitos.
Busque dias vividos.
Alguns tortos, outros incompletos, muitos simples —
mas verdadeiros, possíveis e cheios de sentido.

Com carinho,
Cris.

O nascimento pede persistênciaEntre tantos signif**ados, o Natal representa nascimento. Nascimento de alguém que veio pa...
25/12/2025

O nascimento pede persistência
Entre tantos signif**ados, o Natal representa nascimento. Nascimento de alguém que veio para nos lembrar do essencial. Jesus, Albert Einstein e Darwin, cada um à sua maneira, nos mostraram que existe algo maior, que não somos o centro e, principalmente, que vivemos em relação — ao tempo, aos outros, ao mundo. Jesus nos lembrou do amor que rompe o ego, da compaixão e da humildade. Darwin nos mostrou que somos parte de um processo maior, em constante adaptação, transformação e aprendizado. Einstein nos apontou que nada está isolado: tudo está em relação, em movimento, interligado.
Talvez o que todos, de formas diferentes, nos ensinem é que nada nasce pronto. Nem ideias, nem relações, nem novos jeitos de viver. Todo nascimento pede persistência. Um novo comportamento não nasce de um ato grandioso, mas de pequenas tentativas repetidas, sustentadas por um ambiente que não as destrua ao tentar existir. O novo só permanece quando encontra espaço, cuidado e menos punição. Nascer, seja biologicamente, emocionalmente ou relacionalmente, é sempre um processo. E todo processo exige tempo, relação e responsabilidade com o que escolhemos alimentar.
Hoje é Natal. E, como terapeuta das relações, não posso desejar perfeição. Desejo nascimento. O nascimento de gestos mais conscientes, de respostas menos automáticas, de relações que encontrem espaço para errar, reparar e continuar. Que neste Natal possamos lembrar: o novo não nasce no controle, nasce na presença. Não nasce da exigência, nasce do cuidado. Que cada um de nós possa ser um pouco mais ambiente seguro — para si, para o outro, para aquilo que ainda está aprendendo a existir. Feliz Natal. Que o que nascer em você hoje encontre condições para permanecer.

Com carinho,
Cris- Psicóloga Clínica de adultos e casais.
Terapeuta das relações- atendimento online e presencial.

O fim de ano costuma trazer uma expectativa silenciosa:“agora vai”, “ano novo, relação nova”.Mas relações reais não func...
21/12/2025

O fim de ano costuma trazer uma expectativa silenciosa:
“agora vai”, “ano novo, relação nova”.

Mas relações reais não funcionam assim.
Amar é reconhecer as marcas do tempo e ainda assim escolher cuidar do que existe.
Reconectar não é eliminar dor,
é aprender a agir com presença, valores e responsabilidade emocional, mesmo quando sentimentos difíceis aparecem.

Talvez a reconexão que você procura
não esteja em grandes viagens, jantares ou promessas,
mas em pequenas escolhas cotidianas de presença.
🤍 Menos idealização.
Mais verdade.
Mais cuidado possível.

✍️Para ler e praticat juntos.
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.

Sobre encontros, pessoas e amizades.Tenho refletido muito sobre encontros, sobre pessoas e amizades. A consciência faz i...
14/12/2025

Sobre encontros, pessoas e amizades.

Tenho refletido muito sobre encontros, sobre pessoas e amizades. A consciência faz isso com a gente. Ela nos convida a ir além das coisas como são ou como nos colocam — não por intenção, mas pelo processo que cada um está vivendo e pelo nosso fluxo cotidiano de se perceber com mais presença e clareza. Refletimos para escolher.

Assim acontece com todo tipo de relação. Houve um tempo em que eu acreditava que o encontro com um amigo existia por afinidades, coisas em comum e por um tempo compartilhado de convivência. Hoje percebo que ele nasce de algo muito além: da capacidade de enxergar o outro separado de si.

É essa separação saudável — que não signif**a afastamento, mas reconhecimento da diferença — que sustenta a chamada conexão, o afeto e a proximidade possível.

O fato é que nem toda relação precisa ter conexão. E nem teria como. Enxergar o outro para além de si, além dos próprios achismos e das regras internas sobre como as coisas deveriam ser, é um processo que não é para qualquer um. E quando isso não é mútuo, não há encontro. Não há conexão real.

Há pessoas que passam uma vida inteira sem experimentar essa graça. Acredite.

Tudo começa em você. À medida que você trabalha a si, esse movimento começa a aparecer nas relações antigas e nas atuais. Algumas se transformam. Outras se perdem — ou precisamos deixá-las ir, com leveza e responsabilidade. Você aprende a se afastar ou a se envolver com mais consciência. Percebe quem e o que te faz bem. E, independentemente do outro, aprende a escolher.

💡Quais relações pedem presença — e quais pedem distância consciente?

Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.
Terapeuta das Relações.
Atendimento online e presencial.

Tenho escrito pouco aqui.Mas o fato é que escrevemos diariamente a nossa vida, e também tenho escrito para outros contex...
08/12/2025

Tenho escrito pouco aqui.
Mas o fato é que escrevemos diariamente a nossa vida, e também tenho escrito para outros contextos.
De uns anos para cá, respeitar mais meus ritmos tem me feito não manter constância em alguns papéis. Meus escritos por aqui não são marketing; são uma forma de contribuir com o despertar da consciência… uma pausa para ler, silenciar o piloto automático e voltar um pouco mais a atenção para a voz do coração.

Cada pausa e cada freio são momentos de voltar-se para si e nutrir-se.
E é nesse ritmo — mais calmo, mais íntimo, mais meu — que sigo aparecendo por aqui de vez em quando.

Desejo que continues por aqui; ora ou outra voltarei a escrever — e te deixo esta mensagem que escrevi há um tempo:

Não te abales com o brilho forçado de quem precisa parecer feliz.
Todo ser humano carrega uma dor ainda aberta, um canto sensível que lateja.
Encarar-se sem filtros é um ato de coragem.
E coragem é um percurso discreto, sem luzes voltadas para si, sem grandes exibições.
Quando chegamos mais perto, tudo e todos nos ensinam algo novo — e confirmam que a alegria e a felicidade genuínas são silenciosas.

Cris Barreto- Psicóloga Clínica.
Terapeuta de adultos e casais.

Uma das coisas mais difíceis da vida é escolher — e, para escolher, quase sempre precisamos deixar ir.Tenho percebido ca...
04/12/2025

Uma das coisas mais difíceis da vida é escolher — e, para escolher, quase sempre precisamos deixar ir.

Tenho percebido cada vez mais forte essa necessidade. E confesso: ainda sinto dificuldade. Durante muito tempo vivi no piloto automático, entrando em projetos, relações e movimentos conforme o vento soprava. Na época, foi importante: uma fase de experimentar para depois conseguir selecionar.
E havia outro detalhe: 50% do meu tempo não era atravessado pela maternidade.

Com a chegada de um filho, somos convocados — de forma muito real — a sair do automático. Ou não. Porque existe o risco de mergulhar ainda mais nele quando estamos sobrecarregados.
Mas entenda: nunca é tarde para recomeçar.

Nesse enredo entre escolher e deixar ir, minha vida tem se tornado mais alegre, valorosa e simples. É um exercício constante, que exige mudanças e escolhas que nem sempre sabemos onde vão dar. Mas, sinceramente, do jeito que estava… já não funcionava mais.

Talvez eu esteja me tornando antifrágil — aprendendo a surfar a volatilidade da vida.
De vez em quando escorrego de volta para o automático. São marcas de um matriarcado forte, de décadas de tentativas de fazer tudo e ainda sustentar expectativas de perfeição.

Teve um dia em que minha filha olhou para mim e disse:
“Tadinha da mamãe.”
As crianças têm uma sabedoria que não sabemos explicar. Talvez a glândula pineal delas seja mesmo mais conectada com o universo. Talvez seja só a pureza de quem sente antes de entender.
Mas uma coisa é certa: elas nos enviam sinais. E, no mar de responsabilidades, é muito fácil se perder.

Queridos que me leem até aqui: com tanta tecnologia, estímulos e possibilidades, o foco no momento presente é uma das melhores habilidades que podemos desenvolver.
O silêncio consigo mesma.
A pausa verdadeira.
A quietude de simplesmente ser.

É nesse espaço que conseguimos escolher com consciência e sabedoria — e deixar ir o que já cumpriu seu papel, abrindo espaço para o que o universo pode estar trazendo.

Estou pensando em criar um grupo de meditação, silêncio e pausa.
Se você tiver interesse, comente aqui ou me envie uma msg no privado.
Vou adorar te receber nesse movimento tão parecido com o meu.
Bj.

A sensação de que o tempo está “acelerado” não é ilusão, é o resultado de uma vida cada vez mais cheia, automática e can...
29/11/2025

A sensação de que o tempo está “acelerado” não é ilusão, é o resultado de uma vida cada vez mais cheia, automática e cansada.

Mas é possível desacelerar por dentro.
Momentos curtos de presença reorganizam a percepção, clareiam a mente e devolvem a sensação de estar vivendo e não apenas passando pelos dias.

Qual parte desse carrossel mais falou contigo?

Você tem essa sensação de aceleração do tempo?
Cristini Barreto- Psicóloga de adultos e casais.
Atendimento online e presencial.

26/11/2025

Muito dos nossos comportamentos é fruto das nossas internações e da forma que nos relacionamentos com o meio.

Uma mãe consciente pode potencializar um filho na aquisição de habilidades necessárias para a vida ou priva-lo de um pleno desenvolvimento.

Não existem regras, nem receita, mas sim a possibilidade de considerar as necessidades do outro além das suas próprias necessidades e dificuldades emocionais.

Mãe! Não existe perfeição, trabalhe-se, conheça e aprimore suas ações constantemente.
Esse é o maior patrimônio que deixamos para os nossos filhos🤎.

Com carinho,
Cris.
Psicóloga Clínica de adultos e casais.
CRP: 12/17922
Atendimento online e Presencial.

Em certos momentos, me pego querendo que a vida fique parada em uma fotografia — daquelas que a gente escolhe a dedo. Go...
22/11/2025

Em certos momentos, me pego querendo que a vida fique parada em uma fotografia — daquelas que a gente escolhe a dedo. Gostaria que aquela imagem, e as sensações que ela carrega, permanecessem estáticas, sem nada mudar ou se alterar. É preciso um esforço para aceitar que aquele instante passou e permitir que os próximos venham; nem sempre como desejaríamos.

E assim segue a vida real, com nossas irritações, feiuras, desprazeres e imperfeições. Quando amadurecemos emocionalmente (porque nem sempre isso tem relação com idade), abrimos espaço para os movimentos necessários da vida e deixamos de exigir dela a paralisação de um momento. Não há problema em desejar algo fixo — podemos. O desafio é aprender a viver para além do desejo, segurando nossas ilusões e impulsos infantis, e caminhando em direção à maturidade dos valores reais, aqueles que verdadeiramente importam na nossa vida.

Só vivemos bem quando estamos abertos para tudo, independentemente da classif**ação de “bom” ou “ruim”. É assim que abandonamos a rigidez conosco e com os outros ao nosso redor, aquele “deveria” ou “eu faria”… cessamos a busca por uma perfeição que não existe, compreendendo que cada coisa e cada pessoa é o que é — e está exatamente como pode e consegue estar.

A vida é imperfeição e movimento.

Experimente: escolher uma pessoa ou um momento do seu dia e olhar para isso sem o filtro da rigidez.
Sem o “deveria”, sem o “se fosse comigo”, sem tentar ajustar, congelar ou controlar.

Apenas observe como as coisas são — hoje — do jeito que podem ser.
Note o que muda aí dentro quando você deixa de exigir perfeição e abre espaço para o movimento natural da vida.

Bom sábado,
Cri.

Amar não é complicar.É escolher presença, clareza e espaço para o que importa.Hoje, véspera de feriado, talvez o que voc...
19/11/2025

Amar não é complicar.
É escolher presença, clareza e espaço para o que importa.
Hoje, véspera de feriado, talvez o que você precise seja só isso:
um pouco de calma, um pouco de silêncio
e um pouco de você.

E, se quiser trazer isso para o dia de hoje, escolha um gesto simples de amor:
fale com clareza, peça o que você precisa
ou tire um excesso da sua lista.

A simplicidade transforma tudo!

Com carinho,
Cris☕️🤎.

A vida f**a mais clara quando a gente simplif**a.E, ao contrário do que parece, simplif**ar não é “ter menos”.É ter espa...
18/11/2025

A vida f**a mais clara quando a gente simplif**a.
E, ao contrário do que parece, simplif**ar não é “ter menos”.
É ter espaço: para sentir, decidir, respirar e viver o que importa.

Alguns passos pequenos já mudam muita coisa:

• reduzir microdecisões do dia: três jantas fixas, roupa separada à noite, manhã com poucos passos;
• criar pequenas pausas de presença: respirar, alongar, tomar um chá, olhar o céu por um instante;
• tirar excessos emocionais e sensoriais: silenciar um grupo, excluir dez fotos, dizer “não” para uma coisa hoje;
• manter mini rituais que te devolvem para você: café no seu canto favorito, três minutos de escrita, um banho com calma;
• descomplicar as relações: falar claro, reduzir expectativas invisíveis, pedir o que você precisa.

E, no fim, fazer a pergunta que organiza tudo:
“O que realmente importa agora?”

Simplicidade é isso.
É criar espaço para a vida
e para você dentro dela.

Cristini Bareto- Psicóloga Clínica de adultos e casais.

Que o seu domingo tenha espaço, silêncio e um pouco de você.Simplicidade é o início de muita coisa bonita,inclusive da c...
16/11/2025

Que o seu domingo tenha espaço, silêncio e um pouco de você.
Simplicidade é o início de muita coisa bonita,
inclusive da confiança.
Mais tarde, trago caminhos práticos pra quem quer começar a simplif**ar.

Cris☕️🤎.

Endereço

Rua Dos Sabiás, Pedra Branca
Florianópolis, SC
88137-155

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Sobre o meu trabalho...

Imagina viver uma vida integral em que você consiga estabelecer relações mais saudáveis, ter consciência de seus sentimentos e atitudes, desenvolver-se, descobrir e fazer aquilo que ama e que tem mais sentido para você.

Trabalhando muito tempo como psicoterapeuta e conhecendo as pessoas em seu íntimo, eu cheguei à conclusão de que elas são muito capazes e poderosas, mas frequentemente tornam-se desconhecidas de si mesmas, alienadas de seus verdadeiros anseios, vivendo um dia de cada vez sem aproveitar o melhor da vida.

Percebi também que o trabalho ocupa um espaço enorme em nossas existências, e quando não estamos satisfeitos ou alinhados com a ocupação atual, seja por desmotivação, falta de identif**ação, mudança de visão de vida ou até uma necessidade de reescolha profissional, simplesmente sofremos. Esse sofrimento pode trazer amadurecimento, mas não precisa perdurar e ser constante em nossa vida. Ele apenas indica que algo precisa ser feito. Nem sempre o ambiente profissional no qual estamos vivendo é aquele em que queremos estar a vida inteira.