19/10/2023
Como sempre o jornalismo procura notícias pontuais e catastróficas para chamar a sua atenção.
Você já ouviu falar o que é uso racional de medicação ou auto eficácia?
O uso racional procura adequar as estratégias terapêuticas às reais indicações e suas quantidades.
O estudo da auto eficácia em saúde procura entender como as pessoas desenvolvem as habilidades necessárias para que decidam o uso racional para si e para seus familiares. Quanto melhor o conhecimento da população, mais resultados e menos efeitos colaterais pelo uso excessivo de medicamentos.
Se você tem algum problema de saúde, principalmente algo que acontece com recorrência, é sim a sua responsabilidade aprender cada dia mais sobre o seu caso e suas ferramentas de melhora. Terceirizar a tomada de decisão completamente não é o melhor caminho.
Vale lembrar que tanto a formação dos profissionais, bem como as informações circulantes, na maioria dos casos não são neutras e centradas em SUAS PRÓPRIAS PARTICULARIDADES.
Um exemplo disso, que você já pode ter passado, são os recortes das especialidades. Você vai no ortopedista, ele faz determinados exames e recomenda medicações de sua especialidade, no reumatologista, outros exames e outros remédios para o mesmo sintoma, no neurologista o mesmo…
Cabe a você aprender, testar e buscar soluções que geram o máximo de resultados com o mínimo de efeitos colaterais.
Por último, o que temos respaldo nas evidências de qualidade é que o movimento tem efeito potencial de melhora para praticamente todas as patologias, resta saber como fazê-lo e como ensinar a conquista de auto eficácia por meio deste.
Pode parecer jargão mas não é: Em linhas gerais, o movimento apresenta igual ou maior efeito terapêutico do que a vasta maioria de estratégias exógenas (estratégias de fora do corpo como fármacos e procedimentos cirúrgicos).