26/03/2026
Quando a experiência não é sentida, elaborada ou integrada, o corpo segue carregando aquilo que foi interrompido. A dissociação rompe o fluxo dialógico com as sensações físicas e emocionais, e com isso perdemos a referência interna que orienta nossas respostas ao mundo.
O sintoma não surge de forma súbita. Ele é o desfecho de uma história que se desenvolveu ao longo do tempo, marcada por silenciamentos, interrupções e pela impossibilidade de reconhecer o que foi vivido como experiência emocional.
O que não pôde ser levado como palavra, afeto ou expressão, é levado como sintoma. Em vez da raiva, do choro ou do impulso contido, chega o bruxismo, a dor, a disfunção, o adoecimento que passa a falar pelo corpo.
O corpo registra aquilo que foi dissociado. E aquilo que não encontra caminho de integração retorna como expressão somática de uma experiência não processada.
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