18/12/2025
Vontade de doce: falta de força de vontade ou ajuste nutricional?
A recorrência da vontade por alimentos doces não deve ser interpretada como falha comportamental isolada, mas como uma resposta fisiológica adaptativa.
Do ponto de vista metabólico, longos períodos em jejum, ingestão insuficiente de proteína e refeições com baixa densidade nutricional favorecem oscilações glicêmicas. A queda da glicose plasmática ativa mecanismos contrarregulatórios, com aumento da liberação de glucagon, adrenalina e cortisol, estimulando a busca por fontes rápidas de energia, especialmente carboidratos simples.
Além disso, o estresse crônico e a privação de sono elevam os níveis basais de cortisol, interferem na sensibilidade à insulina e alteram a sinalização de hormônios reguladores do apetite, como leptina e grelina, contribuindo para maior desejo por alimentos altamente palatáveis.
É importante destacar que estratégias de restrição alimentar excessiva potencializam esse cenário ao reduzir a disponibilidade energética e aumentar a ativação do sistema de recompensa, o que favorece episódios de consumo compensatório.
Portanto, a vontade frequente por doces reflete, em grande parte, um desajuste na homeostase energética, e não simplesmente falta de autocontrole.
A intervenção nutricional eficaz deve priorizar:
• distribuição adequada de proteínas ao longo do dia
• refeições completas com carboidratos complexos e fibras
• intervalos regulares entre as refeições
• manejo do estresse e qualidade do sono
Quando a fisiologia metabólica está bem regulada, observa-se melhora da saciedade, maior estabilidade glicêmica e redução espontânea do desejo por doces.
Se você busca uma abordagem nutricional baseada em fisiologia, evidência científica e individualização, o acompanhamento profissional é fundamental.
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