01/01/2026
Todos os dias a gente escolhe o que nasce e o que morre dentro da gente. Todos os dias acordamos, vivemos e, sem perceber, estamos determinando grande parte do nosso futuro.
A gente decide o tempo todo, mesmo sem saber, sobre os hábitos que escolhe ter, sobre as pessoas que entram e saem da nossa vida, sobre o estilo de vida que sustenta ( ou sabota ) a vida que deseja viver.
Cada escolha cotidiana, por menor que pareça, deixa marcas. O que comemos hoje conversa diretamente com a saúde que teremos amanhã. O quanto descansamos, nos movimentamos e cuidamos das nossas emoções constrói, silenciosamente, o corpo que nos acompanhará ao longo dos anos.
Na profissão, não são apenas grandes decisões que moldam o caminho, mas a constância: o quanto nos dedicamos, o quanto estudamos, o quanto respeitamos nossos limites e valores. Escolher crescer sem se adoecer também é uma escolha diária.
Nos relacionamentos, escolhemos todos os dias como amar, como ouvir, como falar e como nos posicionar. Escolhemos permanecer, ajustar ou partir. E essas escolhas definem a qualidade das conexões que nos cercam e a paz ( ou o conflito ) que levamos para casa.
Na família, o tempo que oferecemos, a presença real, o exemplo silencioso, tudo isso constrói memórias, vínculos e histórias que ecoam muito além do agora.
No fim das contas, a vida que queremos ter não nasce de um grande acontecimento, mas da soma de pequenas decisões feitas com consciência. Escolher com mais presença hoje é um ato de cuidado com quem seremos amanhã. Porque o futuro não é um lugar distante. Ele está sendo construído agora, em cada escolha que fazemos sem perceber ou com coragem de perceber.
Que em 2026 a gente escolha viver de forma mais consciente. Que as decisões não sejam apenas respostas ao cansaço, à pressa ou ao medo, mas escolhas alinhadas com a vida que desejamos sustentar no tempo.