07/01/2026
Era janeiro, início…
E lá estavam, a tristeza e a indiferença outra vez.
As duas conversavam, discorriam e visitavam aquela menina.
A menina sonhadora desde pequena, sempre buscara um lugar bonito, colorido e cheio de sonhos, mas às vezes era tomada pela tristeza e pelo medo, embora tivesse de ser forte.
A menina de saia xadrez dançava pela sala para seu pai e sua mãe. Queria ser olhada. Não como “menina”, mas como uma criança cheia de sonhos, apenas.
O desejo era de presença e de poder estar inteira.
Mas desde cedo teve de aprender sobre a indiferença, teve de ser forte para buscar seus sonhos, embora não desistira, ela sempre revisita.
Com a janela entreaberta, num dia sem sol, a menina põe sua saia xadrez em busca de coragem outra vez.
Hoje eu a acolho, não por ter dançado sozinha, mas pela coragem de ser “menina” e não desistir daqueles “sonhos” ainda tão vivos.
e rastros de uma infância
Mira Franciele Caparelli
CRP 06/125073