02/03/2020
Nós brasileiros, somos um povo que possui uma relação muito interessante com a religião. Temos em nosso país uma imensidão de povos e as mais diversas manifestações religiosas possíveis e é importante que o terapeuta tenha o conhecimento, não de todas essas religiosidades, mas pelo menos das mais comuns em sua região de atuação. Além de ter esse conhecimento, é importante quem um bom terapeuta mantenha a sua própria religião separada da religião do seu paciente. Se manter isolado da religião do paciente não é ignorá-las, mas sim permitir que o paciente tenha a sua fé, sem questionar, e podemos ir mais além... Um bom terapeuta deve incentivar um paciente a exercer a sua religiosidade, se for saudável para o processo terapêutico, é claro.
Atendo em meu consultório os mais diversos tipos de pacientes e cada um com a sua fé e a sua crença, inclusive a crença de não acreditar em Deus. É preciso respeitar, sempre. Para aqueles que são religiosos, eu costumo trazer para o processo terapêutico a sua vivência dentro da religião, pois na prática da fé, temos recursos que por si só são terapêuticos, como a crença em um propósito maior, disciplina, cumprimento de regras, entendimento do seu espaço interno e externo, respeito a si mesmo e aos próximos. Essas são algumas características que as pessoas mais religiosas trazem dentro de si, independente de qual segmento religioso.
Algumas pessoas ao buscar um terapeuta se limitam a profissionais da sua religião, talvez com receio de que um outro terapeuta possa não entender a sua vivência ou até que discorde das suas crenças. Quando você buscar um terapeuta, procure um profissional que acima de tudo tenha as qualidades técnicas e profissionais para atender a sua demanda, e claro, que te faça se sentir confortável. Só não deixe de fazer terapia :)