Psicóloga: Geísa Marques

Psicóloga: Geísa Marques Te ajudo a conhecer seu lado de dentro com acolhimento!

Existe um tipo de dor que nasce quando passamos a vida inteira sendo mal interpretados.Durante muito tempo eu ouvi que e...
04/03/2026

Existe um tipo de dor que nasce quando passamos a vida inteira sendo mal interpretados.

Durante muito tempo eu ouvi que eu era fraca, sensível demais, complicada.

E eu tentei mudar.
Tentei ser diferente.
Tentei aguentar.

Até que investigando o diagnóstico do meu filho, em novembro de 2025, descobri algo que mudou completamente a forma como eu me enxergo.

Eu sou autista.

E pela primeira vez muitas peças da minha história começaram a fazer sentido.

O diagnóstico não foi um rótulo.
Foi uma libertação.

Foi como tirar das costas uma mochila cheia de pedras que eu carregava acreditando que eram minhas.

Hoje eu sei como meu cérebro funciona.
Sei o que me regula, o que me sobrecarrega e como posso me cuidar.

E talvez por isso eu também consiga enxergar em outras pessoas dores que muitas vezes foram tratadas apenas como “fraqueza”.

Quantas vezes você foi julgada por ser quem você é?

Às vezes não existe nada errado com você.

Às vezes você só foi mal compreendida.

Se esse texto tocou algo em você, me conta aqui:
em que momento da vida você sentiu que as pessoas não entendiam quem você realmente era?

Essa semana meu filho está mais sensível.Um dente específico está nascendo, a gengiva incha, ele f**a nervoso.Somado à g...
03/03/2026

Essa semana meu filho está mais sensível.
Um dente específico está nascendo, a gengiva incha, ele f**a nervoso.
Somado à gripe e febre, imagina o stress do corpo pequeno dele.

Eu sei o que é.
Ele não sabe.

E eu não posso exigir que ele entenda.

Ele não tem maturidade emocional nem cognitiva para explicar o que sente.
Ele só sente.

E isso me fez pensar em quantas mulheres adultas eu atendo
que estão em processos dolorosos
e se exigem entender tudo imediatamente.

Mas entender não é pré-requisito para sentir.
E sentir não é sinal de fraqueza.

Às vezes você está vivendo um “dente nascendo” na sua vida.
Está inflamado.
Está sensível.
Está febril por dentro.

E talvez não seja hora de entender.
Talvez seja hora de cuidar.

🧡

Na Gestalt-terapia, a forma como enxergamos o mundo nunca é neutra.Ela passa pela lente do corpo, das emoções, da energi...
10/02/2026

Na Gestalt-terapia, a forma como enxergamos o mundo nunca é neutra.
Ela passa pela lente do corpo, das emoções, da energia disponível no agora.

Quando estamos exaustas, a lente embaça.
E o que muda não é o outro,
é a figura que se forma no nosso campo.

O diálogo perde contorno.
O afeto f**a fora de foco.
Pequenas situações ocupam um espaço grande demais.

Não porque são grandes,
mas porque o organismo está sobrecarregado.

Na Gestalt, entendemos que ninguém se relaciona bem em estado de exaustão.
O contato vira defesa.
A presença vira esforço.
E a relação deixa de ser encontro.

Por isso, antes de “resolver” conflitos,
é preciso restaurar o contato consigo.

Perceber o cansaço.
Reconhecer os limites.
Nomear o que pesa.

Descansar, aqui, não é desistir do vínculo.
É cuidar da qualidade do contato.

Porque só com a lente limpa
é possível ver o outro como ele é
e não como o cansaço o distorce.

Eu cresci vendo minha avó servir o prato do meu avô.Depois, dos filhos homens.E só então, quando todos estavam sentados,...
09/02/2026

Eu cresci vendo minha avó servir o prato do meu avô.
Depois, dos filhos homens.
E só então, quando todos estavam sentados, ela comia.

Após o almoço, os homens iam dormir.
As mulheres f**avam.
Lavavam a louça. Arrumavam a cozinha.
Cuidavam do que sobrou.

Ninguém chamava isso de injustiça.
Chamavam de amor.
De família.
De “é assim mesmo”.

E foi assim que muitas de nós aprendemos, sem perceber,
que o outro vem primeiro,
que descansar não é para nós,
que cuidar de si é luxo — ou egoísmo.

Hoje, essa herança aparece de formas mais sutis.
Na culpa por usar um tempo para si
em vez de organizar a agenda do filho.
Na sensação de que deveria preparar algo especial
para o marido, em vez de simplesmente parar.
Ou até na ideia silenciosa de que
não deveríamos sair sozinhas para treinar,
porque “ele já não tem tempo… então eu não deveria ter”.

Na clínica, escuto isso o tempo todo.
Mulheres competentes, amorosas, presentes —
mas profundamente cansadas.
Mulheres que não sabem mais o que gostam.
Que sentem culpa ao descansar.
Que se ressentem, adoecem, se perdem
tentando sustentar tudo sozinhas.

Isso não é falta de amor.
É autoabandono aprendido.

Ninguém consegue cuidar genuinamente do outro
vivendo em pedaços.
Sempre vai faltar reconhecimento suficiente,
colo suficiente, validação suficiente —
porque ninguém pode nos preencher
no lugar que é nosso.

Cuidar de si não é egoísmo.
É responsabilidade emocional.
É o que devolve inteireza às relações
e verdade à própria vida.

✨ Venha descobrir o que signif**a
viver uma vida com propósito —
sem desaparecer de si.

Nem tudo que se chama de ansiedade é, de fato, ansiedade.Às vezes é um sistema nervoso em alerta constante.Às vezes é ex...
03/02/2026

Nem tudo que se chama de ansiedade é, de fato, ansiedade.

Às vezes é um sistema nervoso em alerta constante.
Às vezes é excesso de percepção em um mundo que exige pressa.
Às vezes é alguém que aprendeu cedo demais a se adaptar — e nunca pôde parar.

No meu trabalho, alguns pontos são inegociáveis.

Eu não reduzo pessoas a sintomas.
Eu não acelero processos para caber em expectativas.
Eu não trato funcionamento emocional com respostas prontas.

A clínica exige escuta fina, presença real e responsabilidade.

Sensibilidade não é fragilidade.
É informação.

E quando bem compreendida, deixa de adoecer — e passa a organizar.

Você não se tornou assim do nada.Você se organizou emocionalmentea partir do que estava disponível.Na Gestalt-terapia, c...
29/01/2026

Você não se tornou assim do nada.
Você se organizou emocionalmente
a partir do que estava disponível.

Na Gestalt-terapia, chamamos isso de ajuste criativo:
uma forma inteligente de sobreviver quando o ambiente falha.

O problema começa quando o ajuste vira identidade.
Quando você continua se fechando
mesmo em relações que poderiam acolher você.

Curar não é se culpar pelo que fez para sobreviver.
É perceber que hoje você pode viver diferente.

Se esse texto te atravessou, talvez seja hora
de olhar para isso com mais cuidado.



👉 Salve para reler com calma.
👉 Se quiser aprofundar, o acompanhamento terapêutico é um caminho possível.

Nem toda mudança começa com movimento.Algumas começam com regulação.Tem dias em que a gente não precisa pensar mais,nem ...
20/01/2026

Nem toda mudança começa com movimento.
Algumas começam com regulação.

Tem dias em que a gente não precisa pensar mais,
nem buscar mais respostas,
nem se aprofundar em grandes reflexões.

Tem dias em que o que nos salva
é voltar ao básico.

A rotina simples.
O caminho conhecido.
O horário previsível.
O café tomado com presença.
O corpo sabendo o que vem depois.

Em um mundo instável, acelerado e imprevisível,
regular o sistema nervoso começa por aquilo que é repetido, comum e possível.

Muita gente tenta meditar, se conhecer, se curar,
sem antes oferecer ao próprio corpo
o mínimo de segurança.

E sem segurança,
nenhuma ferramenta emocional sustenta.

Pausa não é parar tudo.
Pausa é voltar para si pelo que ancora.

Viver com propósito, muitas vezes,
não é fazer mais
é escutar a própria rotina como ferramenta de cuidado.

Na clínica, vejo isso todos os dias:
quando o básico se organiza,
o emocional encontra espaço para respirar.

O que, na sua rotina básica, hoje te regula —
e o que tem te afastado de você?

Tem mulheres que chegam dizendo:“Eu não sei o que está acontecendo,mas sinto uma ansiedade constante.E, em algum lugar d...
12/01/2026

Tem mulheres que chegam dizendo:
“Eu não sei o que está acontecendo,
mas sinto uma ansiedade constante.
E, em algum lugar do caminho, eu me perdi de mim.”

Quase sempre são mulheres cansadas de ser fortes.
Já tentaram academia, meditação, devocional, estudo, autocontrole, casamento.
Já deram conta de muita coisa.
Sozinhas.

Elas não querem mais viver exaustas.
Não querem carregar tudo.
Não querem crises de ansiedade.
Não querem mais sobreviver ao próprio dia.

Meu trabalho não é oferecer um caminho produtivo, instagramável ou raso.
Não trabalho com frases prontas, positivismo tóxico
nem com a ideia de uma vida perfeita que nunca existiu.

Também não trabalho com receitas rápidas
ou mudanças comportamentais sem profundidade.

Aqui, eu não forço decisões.
Não empurro reconciliações.
Não acelero processos.
Não sustento permanências sem desejo real.

Ser minha paciente é ser acompanhada de perto, sem ser empurrada.
É ser vista inteira, sem julgamento, sem pressão.
É ser acolhida no que é frágil
e reconhecida no que é forte, belo e vivo.

O que eu sustento na clínica é o que muitos evitam:
o silêncio, a espera, a dor, o tempo do outro,
a contradição e a verdade.

Esse retorno aos atendimentos marca uma seleção.
Meu tempo mudou.
Meu olhar mudou.
E quem caminhar comigo este ano receberá o meu melhor.

Aprendi, inclusive, que meu modo de funcionamento
me faz mais atenta, mais sensível, mais precisa.
E isso muda tudo no cuidado.

Eu trabalho com mulheres sensíveis, fortes, inteligentes, gentis.
Mulheres grandes por dentro, mesmo quando cansadas.

Não trabalho com quem não quer se conhecer,
não valoriza a psicologia
ou não está disposta a se implicar no próprio processo.

Aqui, o processo começa quando alguém decide
que vai mudar a própria história.

A vida pode parecer comum.
Mas é exatamente aí que o propósito se revela.
E quando isso acontece, tudo muda.

Atendimentos retomados.
Com intenção: equilíbrio.

Eu não apareço aqui para sustentar uma imagem.Nem para cumprir frequência.Nem para provar que dou conta de tudo.A minha ...
06/01/2026

Eu não apareço aqui para sustentar uma imagem.
Nem para cumprir frequência.
Nem para provar que dou conta de tudo.

A minha escolha é outra.

Escolho presença quando há presença.
Silêncio quando é silêncio.
Palavra quando ela nasce inteira.

Não acredito em uma vida perfeita
nem em uma terapia feita de frases prontas.
Acredito no que é vivido, sentido e sustentado com responsabilidade.

Aqui não existe espetáculo da dor
nem positividade que invalida o cansaço.
Existe humanidade com contorno.
Limite. Ética. Verdade.

Meu trabalho não é acelerar processos,
é acompanhar encontros.
Com o que dói, com o que falta
e com o que ainda não tem nome.

Se você busca alguém que te conserte,
talvez não seja aqui.
Mas se você busca um espaço seguro
para existir como é
e construir, aos poucos, o que pode ser,
então seja bem-vinda.

Humana, apenas.
E inteira nisso.

Manifesto — Antes que o ano acabeEste ano me ensinou coisas que eu não aprenderia de outra forma.Não foi um ano leve.Foi...
30/12/2025

Manifesto — Antes que o ano acabe

Este ano me ensinou coisas que eu não aprenderia de outra forma.
Não foi um ano leve.
Foi um ano verdadeiro.

Carreguei um cansaço que quase ninguém via.
A maternidade atípica tem esse lugar invisível:
ela cansa, exige, atravessa e ainda assim é julgada, incompreendida, silenciada.

Houve dias em que o fim do dia não fazia sentido.
Não porque faltava amor,
mas porque eu já tinha dado tudo
e ainda era cobrada a dar mais.

Continuei.
Levei meu filho às terapias.
Brinquei. Dirigi. Sorri.
Não por força heroica,
mas porque a vida não pausa para o nosso choro e meu filho precisava de mim presente.

Este ano também teve crises.
Ansiedade. Corpo adoecido.
E a morte de versões idealizadas:
da mãe perfeita, do filho ideal,
da maternidade que eu imaginava.Morrem expectativas quando a vida pede verdade.

Eu precisei enterrar a ideia
de que estaria sempre feliz, sempre grata, sempre disponível.
Que o casamento estaria sempre no centro,
que o trabalho seguiria no mesmo ritmo,
que imprevistos não chegariam.

Chegaram.

E eu demorei a colocar limites.
Nos atendimentos.
No tempo para mim.
No casamento, me defendendo como pessoa.
O preço foi alto: adoeci, deprimei, colapsei.

Minha fé também foi provada.
Vieram diagnósticos. Limitações. Medos.
E eu precisei escolher onde buscar esperança:
em pessoas, na igreja, em lugares,
e principalmente na oração.

Foi no silêncio que Deus me ensinou
que a exigência não sustentava mais nada.
Que a simplicidade da fé produzia pequenos milagres diários, até uma vaga de estacionamento
se tornou sinal de cuidado.

Algumas relações ressignif**aram.
Com minha mãe, minha irmã, meu pai.
Mas também fui profundamente vista:
na terapia, na amizade, no olhar do meu filho
e na presença constante de Deus.

Aprendi a amar sem me anular.
Sem me forçar.
Sem dar o que eu não tinha.

Meu corpo falou e eu precisei escutar.
Cansaço, tensão, dor, excesso de peso, tremores, dores de cabeça.
Houve momentos em que engoli o choro
e descontei na comida.

Essa versão eu não levo comigo.

O que permaneceu foi a fé.
A busca.
O reencontro com o sentido.
A vontade de aprender e crescer.
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Antes que o ano acabe,eu quero lembrar que nosso Natal não foi perfeito.Teve cansaço.Teve estrada longa.Teve corpo pedin...
29/12/2025

Antes que o ano acabe,
eu quero lembrar que nosso Natal não foi perfeito.

Teve cansaço.
Teve estrada longa.
Teve corpo pedindo pausa.

Mas teve algo que escolhemos preservar:
a presença sem cobrança.

Não foi sobre dar conta.
Não foi sobre agradar.
Não foi sobre cumprir expectativas.

Foi sobre estar com quem está.
Sobre respeitar limites.
Sobre valorizar cada pequeno momento
sem transformar o amor em peso.

O Natal que faz sentido pra mim
não nasce da perfeição,
nasce da verdade.

E talvez seja isso que leve com a gente
para o próximo ano:
menos exigência,
mais presença.

Se o seu Natal foi diferente do ideal,
que ele ainda assim tenha sido humano.

E isso já é muito.

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SOMOS O QUE NOS FORMA E FORMAMOS O QUE SOMOS!

Você já se perguntou para que serve a psicologia? Para que serve um psicólogo? Muitas vezes nos deparamos com esse nome, PSICÓLOGO, e geralmente, ele se liga a imagem de doente mental. A pergunta é: até que ponto isso é verdade? A psicologia trabalha sim com doenças mentais, mas pode envolver muito mais que isso. Eu como psicóloga prefiro dizer que trabalhamos a saúde mental, afinal, ninguém é, ou melhor, está, por inteiro doente. É preferível conhecer e trabalhar a saúde de uma pessoa, pois, mesmo que essa pessoas esteja em algum aspecto adoecida, ela não é feita apenas de um aspecto. O ser é feito de infinitas possibilidades de ser, e parece até, um tanto quanto redundante, mas é proposital, no sentido de que, somos o que nos forma e formamos o que somos! Autora: Geísa Marques