05/03/2026
Eu não comecei a treinar para mudar o meu corpo. Comecei porque, em algum lugar silencioso dentro de mim, eu sabia que precisava me reencontrar.
No meio dos treinos, entre um dia bom e outro arrastado, fui entendendo que aquilo ia muito além da aparência. Era uma escolha diária de permanecer, principalmente nos dias em que tudo em mim queria desistir. Cada treino virou um lembrete de que eu podia continuar, mesmo cansada, mesmo insegura.
A atividade física organizou pensamentos quando minha mente estava barulhenta demais. Me trouxe uma sensação de segurança que eu não percebia que estava faltando. Aos poucos, fui ocupando espaços com mais firmeza, falando com mais clareza, respirando com mais calma. Aquela inquietude difícil de explicar começou a encontrar lugar.
Claro que ainda existem dias de preguiça, dias em que a vontade simplesmente não aparece. Nesses momentos, eu lembro da sensação depois: a mente mais leve, o corpo desperto, a dignidade de ter feito algo por mim. Isso costuma ser mais forte do que qualquer desânimo passageiro.
Com o tempo, o corpo passa a pedir esse cuidado. Ele reconhece quando é ouvido. E algo muda na forma como a gente se trata.
Sempre digo às mulheres que chegam até mim que não esperem o cenário perfeito. Não é preciso motivação ideal, roupa ideal, segunda-feira estratégica. É só dar o primeiro passo, ainda que pequeno, ainda que imperfeito.
Porque lá na frente você percebe que nunca foi apenas sobre transformar o corpo. Foi sobre voltar para si, lembrar quem você é e escolher não se abandonar.
Quero saber de você: o que hoje está pedindo um começo? ✨