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Existe uma frase que escuto com muita frequência no consultório:“Ah, doutora, isso é da idade mesmo.”Só que no quase sem...
27/02/2026

Existe uma frase que escuto com muita frequência no consultório:
“Ah, doutora, isso é da idade mesmo.”

Só que no quase sempre esse “isso” significa pequenos escapes ao tossir, ao rir, ao correr para atravessar a rua ou aquela urgência repentina de ir ao banheiro e não conseguir segurar.

Com o passar dos anos, o corpo realmente muda. Há redução hormonal, perda natural de massa muscular, alterações na qualidade do colágeno e, muitas vezes, um histórico acumulado de partos, cirurgias, constipação crônica ou atividades de alto impacto.

Mas mudança não é sinônimo de perda inevitável de função. O assoalho pélvico é musculatura. Assim, como qualquer músculo do corpo, ele responde a sobrecarga, desuso, tensão excessiva ou falta de coordenação. Se nunca foi avaliado ou treinado adequadamente, pode começar a falhar.

O problema é que muitas mulheres passam anos adaptando a rotina:
– mapeiam todos os banheiros do shopping
– evitam viagens longas
– deixam de praticar exercício
– usam absorvente diariamente
– acordam várias vezes à noite

Tudo isso vai sendo naturalizado como parte do envelhecimento.

Mas não é.

Incontinência urinária é um sintoma e sintoma é informação de que algo não está funcionando como deveria. Em muitos casos, o tratamento não envolve cirurgia nem medicação. Envolve reeducação muscular, ajuste de padrão respiratório, melhora da coordenação e fortalecimento específico.

Envelhecer faz parte da vida. Perder qualidade de vida não deveria fazer. Se isso já impacta sua rotina, talvez não seja “coisa boba”. Talvez seja apenas algo que ainda não foi cuidado.

Dor pélvica crônica é caracterizada por dor persistente na região pélvica por um período prolongado, geralmente superior...
24/02/2026

Dor pélvica crônica é caracterizada por dor persistente na região pélvica por um período prolongado, geralmente superior a seis meses. Diferente de uma dor pontual, ela tende a se manter ao longo do tempo, podendo variar de intensidade, mas impactando significativamente a qualidade de vida, o sono, a disposição para atividades físicas, a vida sexual e o bem-estar emocional.

Em muitos casos, essa dor não está relacionada apenas a uma lesão estrutural ativa, mas a um processo de sensibilização do sistema nervoso. O corpo passa a interpretar estímulos comuns como ameaça, mantendo padrões de tensão muscular, proteção excessiva e aumento da percepção dolorosa. Isso cria um ciclo em que a dor se perpetua mesmo após a resolução do fator inicial que a desencadeou.

A abordagem fisioterapêutica na dor pélvica crônica envolve avaliação detalhada da musculatura do assoalho pélvico, do padrão respiratório, da postura e da forma como o corpo responde ao movimento. O tratamento busca reduzir a hipersensibilidade, normalizar o tônus muscular, restaurar padrões de movimento mais seguros e reeducar o sistema nervoso para que ele volte a interpretar estímulos de forma adequada.

Dor pélvica crônica não deve ser normalizada como parte inevitável da vida. Ela é um sinal de que o corpo precisa de cuidado especializado e de uma abordagem que considere tanto os aspectos físicos quanto os neurofisiológicos da dor.

O período pós-parto é marcado por alterações significativas na musculatura abdominal, no assoalho pélvico e na organizaç...
22/02/2026

O período pós-parto é marcado por alterações significativas na musculatura abdominal, no assoalho pélvico e na organização postural do corpo. Mesmo quando não há dor evidente, o parto impõe sobrecargas importantes às estruturas pélvicas, que precisam de tempo e estímulos adequados para se reorganizar funcionalmente.

Esperar o surgimento de dor, perda urinária ou sensação de peso para iniciar o cuidado com o assoalho pélvico costuma atrasar a recuperação e pode favorecer o desenvolvimento de disfunções ao longo do tempo. O acompanhamento precoce permite avaliar como essas estruturas estão respondendo ao puerpério e orientar exercícios e adaptações específicas para cada mulher, respeitando seu tipo de parto, histórico corporal e demandas da rotina com o bebê.

A fisioterapia pélvica no pós-parto não tem como objetivo apenas tratar sintomas, mas principalmente prevenir disfunções futuras, melhorar a funcionalidade do corpo e facilitar o retorno seguro às atividades físicas e à vida cotidiana. O cuidado precoce contribui para uma recuperação mais eficiente e para a preservação da saúde pélvica a longo prazo.

Em quadros de dor pélvica, é comum que a pessoa passe a evitar movimentos por medo de piorar os sintomas. No entanto, a ...
20/02/2026

Em quadros de dor pélvica, é comum que a pessoa passe a evitar movimentos por medo de piorar os sintomas. No entanto, a evitação prolongada do movimento nem sempre protege o corpo. Pelo contrário, pode contribuir para o aumento da rigidez muscular, da perda de mobilidade e da sensibilização do sistema nervoso, mantendo o ciclo da dor.

O movimento, quando bem orientado, atua como um estímulo terapêutico. Ele ajuda a reintroduzir padrões de movimento seguros, melhora a circulação local, promove organização do sistema neuromuscular e contribui para a dessensibilização da região dolorosa. Isso significa que o corpo aprende, gradualmente, que é possível se mover sem que isso represente ameaça.

Na fisioterapia pélvica, o movimento é utilizado de forma progressiva e individualizada, respeitando limites e fases do processo de recuperação. O objetivo não é forçar o corpo, mas reconstruir a confiança no movimento e reduzir a resposta de proteção exagerada que mantém a dor ativa.

Mover-se, nesse contexto, não é apenas exercício físico. É parte fundamental do processo terapêutico para recuperar funcionalidade e reduzir a persistência da dor.

Durante a menopausa, o corpo passa por alterações hormonais que modificam a resposta dos tecidos e da musculatura aos es...
18/02/2026

Durante a menopausa, o corpo passa por alterações hormonais que modificam a resposta dos tecidos e da musculatura aos esforços diários. Atividades que antes eram realizadas sem impacto significativo podem passar a gerar desconfortos, sensação de peso pélvico ou perda de controle urinário, especialmente quando associadas a padrões inadequados de movimento.

Pequenas mudanças de rotina têm impacto relevante nesse contexto. Ajustes na forma de sentar, levantar, carregar peso, realizar exercícios físicos e até na maneira de evacuar contribuem para reduzir a pressão excessiva sobre o assoalho pélvico. Além disso, a forma como você contrai o abdômen durante esforços e como organiza sua respiração interfere diretamente na distribuição de carga sobre a região pélvica.

Essas adaptações não exigem mudanças radicais na vida, mas sim consciência corporal e orientação adequada. A fisioterapia pélvica ensina como utilizar o corpo de forma mais eficiente, protegendo estruturas que, nessa fase, estão mais suscetíveis a sobrecargas.

Cuidar do assoalho pélvico na menopausa é, sobretudo, aprender a adaptar o movimento ao novo funcionamento do corpo, prevenindo sintomas e mantendo qualidade de vida.

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A menopausa provoca uma queda importante nos níveis de estrogênio, e esse hormônio não atua apenas na pele, nos cabelos ...
17/02/2026

A menopausa provoca uma queda importante nos níveis de estrogênio, e esse hormônio não atua apenas na pele, nos cabelos ou no ciclo menstrual. Ele tem papel direto na manutenção da qualidade dos tecidos, da elasticidade muscular e da saúde das mucosas, incluindo as estruturas que compõem o assoalho pélvico.

Com essa alteração hormonal, é comum que os músculos do assoalho pélvico percam parte da força e da capacidade de resposta aos esforços do dia a dia. Além disso, os tecidos ficam mais sensíveis e menos hidratados, o que pode gerar desconforto, sensação de peso na região pélvica, maior propensão à perda urinária e impacto na função sexual.

Essas mudanças não significam que o corpo “entrou em declínio irreversível”, mas indicam que o corpo passou a funcionar de forma diferente e, por isso, precisa de estratégias de cuidado específicas. A fisioterapia pélvica atua justamente na avaliação dessas alterações, na reeducação muscular, na melhora da consciência corporal e na adaptação do corpo às novas demandas dessa fase da vida.

O acompanhamento adequado permite reduzir sintomas, melhorar a funcionalidade da musculatura pélvica e preservar autonomia e qualidade de vida durante a menopausa. Não se trata de aceitar desconfortos como algo inevitável, mas de compreender o que mudou no corpo e intervir de forma direcionada e segura.

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O assoalho pélvico faz parte de um sistema integrado que envolve respiração, postura e controle de pressão intra-abdomin...
13/02/2026

O assoalho pélvico faz parte de um sistema integrado que envolve respiração, postura e controle de pressão intra-abdominal. Ele não funciona de forma isolada. Cada vez que você respira, se movimenta, se inclina, carrega peso ou realiza esforços do dia a dia, esse conjunto de estruturas trabalha em conjunto para manter estabilidade, continência urinária e suporte dos órgãos pélvicos.

Quando a respiração é superficial, quando há excesso de tensão no abdômen ou quando a postura se mantém desalinhada por longos períodos, a distribuição de pressão dentro do corpo se altera. Esse desequilíbrio pode gerar sobrecarga no assoalho pélvico, contribuindo para sintomas como perda urinária, sensação de peso na pelve, desconforto durante atividades físicas ou até dor pélvica.

Por isso, o cuidado com o assoalho pélvico vai além de exercícios isolados. Envolve reeducação respiratória, ajustes posturais e consciência de como o corpo se organiza nos movimentos do cotidiano. A fisioterapia pélvica trabalha essa integração, ajudando a restabelecer padrões mais eficientes de movimento e respiração, o que reduz sobrecargas e melhora a funcionalidade da musculatura profunda.

Cuidar da postura e da respiração não é um detalhe estético. É uma estratégia terapêutica fundamental para proteger o assoalho pélvico ao longo da rotina.

Vamos conversar melhor sobre esse tema? Nem toda contração significa força, assim como, nem todo exercício serve para to...
12/02/2026

Vamos conversar melhor sobre esse tema? Nem toda contração significa força, assim como, nem todo exercício serve para todo corpo e nem todo fortalecimento melhora o quadro.

A fisioterapia pélvica definitivamente não é receita pronta. O que vejo com frequência no consultório são mulheres que chegam pior depois de “fazer exercícios” sozinhas (sabe os vídeos do YouTube?).

Contraindo mais um assoalho pélvico que já estava em excesso de tensão. Repetindo comandos genéricos que não consideram o funcionamento individual de cada corpo.

Assoalho pélvico não é só força. Trabalhamos com a coordenação, capacidade de contrair, relaxar e principalmente, entendendo quando ativar e quando soltar.

Em muitos casos, o problema não é fraqueza, tem ali um excesso de tensão. Apenas “fortalecer”, sem avaliar pode aumentar dor, desconforto e disfunções.

Por isso, fisioterapia pélvica começa com avaliação, com entendimento do que aquele corpo precisa e só depois com a conduta adequada. Não existe exercício universal.

Tratar sem avaliar, é sim um erro. Na fisioterapia pélvica, isso faz toda a diferença.Vejo com frequência pessoas fortal...
11/02/2026

Tratar sem avaliar, é sim um erro. Na fisioterapia pélvica, isso faz toda a diferença.

Vejo com frequência pessoas fortalecendo sem saber como o assoalho pélvico funciona naquele corpo. Sem saber se há fraqueza, excesso de tensão ou falta de coordenação. Quando isso acontece, o tratamento deixa de ajudar e pode piorar o quadro.

Você não fortalece o que não conhece e não corrige o que não foi avaliado, entende?

O Assoalho Pélvico não responde a protocolos prontos. Cada corpo tem uma história, uma demanda e um padrão de funcionamento diferente.

Por isso, a avaliação é sempre o primeiro passo. Ela orienta a conduta, evita erros e direciona o tratamento certo.

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Controle urinário, ereção, ejaculação e dor não são coisas separadas. Tudo isso passa pelo assoalho pélvico.O problema é...
07/02/2026

Controle urinário, ereção, ejaculação e dor não são coisas separadas. Tudo isso passa pelo assoalho pélvico.

O problema é que muitos homens só descobrem isso quando algo deixa de funcionar. Quando surge a dor, o controle urinário falha ou quando a resposta sexual muda. Até ali, quase ninguém presta atenção.

No consultório, é comum ouvir que “nunca imaginei que isso tivesse relação”. Mas tem e muita. O assoalho pélvico masculino participa ativamente da função urinária, sexual e do controle da dor. Quando esses músculos não funcionam bem, por fraqueza, tensão excessiva ou falta de coordenação,os sintomas aparecem.

Isso não é só idade, nem algo que se resolve ignorando ou esperando passar. Fisioterapia pélvica masculina avalia, trata e reeduca essa musculatura de forma específica, com foco em função, não só em sintoma.

Cuidar do assoalho pélvico não é exceção, faz parte da saúde do homem.

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Nem toda dor aparece em exame. Isso inclusive, é algo comum na prática clínica.Dor ao sentar, dor durante a relação e um...
05/02/2026

Nem toda dor aparece em exame. Isso inclusive, é algo comum na prática clínica.

Dor ao sentar, dor durante a relação e um desconforto constante costumam vir acompanhados de exames normais. Nesse momento, muitas mulheres começam a duvidar do que sentem. Passam a achar que é tensão, estresse ou ansiedade.

Esses fatores influenciam, mas nem sempre explicam o quadro. Em muitos casos, o problema está no assoalho pélvico. Músculos em tensão contínua, com dificuldade de relaxamento, geram dor e limitação funcional.

Isso não é raro e não é algo que deva ser ignorado. A fisioterapia pélvica avalia o funcionamento desses músculos e trata a causa do problema, não apenas o sintoma. Com abordagem individual e baseada em técnica.

Sentir dor não é normal, mesmo quando o exame está normal.

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Ardência, dor na penetração, dor profunda, desconforto persistente ou medo de sentir dor não fazem parte de uma vida sex...
01/02/2026

Ardência, dor na penetração, dor profunda, desconforto persistente ou medo de sentir dor não fazem parte de uma vida sexual saudável, mesmo que isso tenha sido normalizado por anos.

Esses sintomas podem estar ligados a:
• tensão excessiva do assoalho pélvico
• alterações hormonais
• cicatrizes de parto ou cirurgias
• disfunções musculares
• experiências traumáticas
• vaginismo ou dor pélvica crônica

Muitas mulheres aprendem a “aguentar”, a evitar o s**o ou a acreditar que o problema é psicológico quando, na verdade, o corpo está pedindo ajuda.

A fisioterapia pélvica atua diretamente na causa do problema, devolvendo mobilidade, função, conforto e autonomia. S**o não deve doer e você não precisa conviver com isso em silêncio.

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