08/12/2025
A família é nosso ponto de partida.
Um ponto de partida que a gente não escolhe, e que nos marca pra toda a vida.
É na infância e adolescência, educados por esta família que não escolhemos, que se desenvolvem nossos “Esquemas Precoces Desadaptativos (EPDs)”, segundo Jeffrey Young nos ensina, a partir da Terapia de Esquemas.
Estes esquemas são padrões emocionais e cognitivos profundos, enraizados na infância, que ficam ativos ao longo da vida e influenciam como a pessoa pensa, sente e se comporta — especialmente nos relacionamentos.
Na infância (0–11 anos), se forma a maioria dos esquemas. Essa fase é crítica porque nosso cérebro é altamente plástico, a criança está construindo noções de segurança, valor próprio e identidade e os pais/cuidadores são a principal fonte de reforço e formação emocional. A partir das nossas experiências repetitivas com nosso pais, vamos formando esses padrões.
Na adolescência (11–18 anos), estes esquemas se fortalecem, se consolidam, se conectam a novas relações (com amigos, parceiros, escola, entre outros) e eles começam a influenciar nossas escolhas e comportamentos sociais, servindo como “roteiros de vida”. A esta altura, começamos a “reproduzir” padrões de relação aprendidos na nossa infância.
Já na vida adulta, a gente só ativa, confirma ou compensa os esquemas que já existiam, ou seja, eles apenas se revelam.
Os esquemas desadaptativos advém das nossas necessidades emocionais básicas não são atendidas. Young destaca 5 necessidades universais: vínculo, limites, identidade, expressão emocional e espontaneidade.
É por isso que algumas vezes passamos a vida sofrendo sem entender por que repetimos, negamos ou buscamos desesperadamente fazer o extremo oposto dos esquemas que tanto nos incomodam e fazem sofrer, mas não nos damos conta de como eles surgiram e como podemos lidar com eles a partir de agora.
Por que é importante falar de esquemas e de saúde emocional na família?
Por que se nós, pais e mães, não entendermos o que nos afeta, dificilmente poderemos ajudar nossos filhos e vivenciar uma relação familiar saudável, satisfatória e feliz.