02/02/2026
Encerramos as atividades alusivas à campanha do Janeiro Branco reforçando a importância do cuidado contínuo com a saúde mental. Durante todo o mês, promovemos junto aos pacientes da Unidade de saúde Mental, oficinas e grupos com intuito de dialogar e conscientizar sobre o compromisso diário em cuidar da saúde da mente.
As ações do Janeiro Branco reforçam que informar, acolher e prevenir são passos fundamentais para a construção de uma vida mais saudável e equilibrada ao longo de todo o ano.
A dinâmica de queimar medos é uma atividade simbólica e reflexiva que convida as pessoas a reconhecer, expressar e ressignificar seus medos. Ela parte da ideia de que, ao dar nome ao que nos assusta, deixamos de lutar contra algo invisível e passamos a lidar com isso de forma mais consciente. O ato de escrever o medo em um papel já é, por si só, um exercício de coragem: exige honestidade, vulnerabilidade e autoconhecimento.
Quando o papel é queimado, o fogo assume um papel simbólico de transformação, não se trata de negar o medo ou fingir que ele não existe, mas de afirmar que ele não precisa mais controlar decisões, sonhos ou atitudes. O fogo representa a possibilidade de mudança, de encerramento de ciclos e de renovação. Nesse momento, muitas pessoas sentem alívio, leveza ou até emoção, pois o gesto concreto ajuda o cérebro a compreender que algo foi deixado para trás.
Mais do que o ritual em si, a força dessa dinâmica está na reflexão que a acompanha. Queimar medos é um convite para assumir responsabilidade sobre a própria história, fortalecendo a confiança e a autoestima. Ao final, a mensagem central permanece: o medo pode até existir, mas não define quem somos nem até onde podemos chegar.