13/03/2026
Competir exige ir ao limite. Recuperar exige inteligência.
A prova passou. E a Mari voltou para o tapete.
Depois da intensidade, da adrenalina e da exigência da competição, o corpo começa a revelar o que ficou acumulado.
Hoje foi o pescoço, um TORCICOLO.
Nada incomum.
Quando o corpo é exigido ao limite, algumas regiões acabam compensando mais do que deveriam.
E foi a partir daí que conduzimos a prática de hoje.
Se antes da prova o trabalho foi organizar o sistema nervoso para lidar com o desafio, hoje o foco foi outro: RESTAURAR.
Movimentos lentos.
Atenção ao pescoço e aos ombros.
Respiração para liberar o excesso de tensão que ainda permanecia no corpo.
Competir exige muito do organismo.
Mas tão importante quanto saber exigir é saber devolver ao corpo condições de se reorganizar.
O yoga entra justamente nesse lugar.
Não como alongamento apenas.
Mas como um espaço onde o corpo pode voltar a escutar a si mesmo.
Hoje buscamos espaço.
Espaço entre as vértebras.
Espaço na respiração.
Espaço no sistema nervoso.
Porque o ciclo da prática não termina na prova. Ele continua no cuidado com o que o corpo viveu.
Talvez maturidade no treino também seja isso:
não só saber ir ao limite, mas saber voltar dele.