Dr Bruno Cortez

Dr Bruno Cortez Pediatra com pós-graduação em neuropediatria.

Fim de ano costuma juntar tudo o que uma criança neurodivergente mais sente dificuldade de processar ao mesmo tempo: mud...
29/12/2025

Fim de ano costuma juntar tudo o que uma criança neurodivergente mais sente dificuldade de processar ao mesmo tempo: mudança de rotina, barulho, pessoas novas, cheiros diferentes, horários quebrados, expectativas altas de que ela “se comporte bem” em todos os lugares.

Pra muita família, isso aparece assim:
• mais crises em festas e encontros de família
• recusa para sair de casa ou para f**ar no ambiente cheio
• choro “do nada”, birras mais intensas, agressividade ou total retraimento
• sono bagunçado e cansaço extremo, mesmo “só” depois de um passeio em família

Não é frescura, nem falta de educação. É um cérebro que precisa de previsibilidade tentando sobreviver em dias cheios de imprevistos.

Alguns ajustes fazem diferença, como por exemplo, explicar antes o que vai acontecer, levar um objeto de segurança
garantir um cantinho mais calmo, não forçar interação quando a criança já está no limite, aceitar sair mais cedo, se for preciso.

Fim de ano não precisa ser perfeito, precisa ser possível para a criança e para a família.

👉 E aí na sua casa: o que mais pesa nessa época, a mudança de rotina, o barulho, as festas ou os comentários da família?

Fim de ano costuma ser intenso pra todo mundo, ainda mais pra quem tem criança em casa. Entre festa, expectativa, rotina...
25/12/2025

Fim de ano costuma ser intenso pra todo mundo, ainda mais pra quem tem criança em casa. Entre festa, expectativa, rotina quebrada e coração cansado, às vezes o que a família mais precisa é de calma, colo e um pouco menos de cobrança.

Meu desejo de Natal é que vocês consigam viver esse tempo com mais presença do que perfeição. Que dê pra rir junto, descansar quando possível e lembrar que desenvolvimento também passa pelos vínculos que a gente constrói no dia a dia.

Um abraço e um Feliz Natal,
Dr. Bruno Cortez 🎄

Nas férias, quase toda família solta um pouco a rotina, e o tempo de tela sobe mesmo, isso é parte da realidade atual. A...
23/12/2025

Nas férias, quase toda família solta um pouco a rotina, e o tempo de tela sobe mesmo, isso é parte da realidade atual. A questão não é demonizar a tela, mas entender o que ela ocupa no dia dessa criança e o que ela está deixando de viver por causa disso.

Quando o dia gira quase todo em torno de vídeo rápido, desenho, joguinho e estímulo constante, sobra pouco espaço para tédio criativo, brincadeira livre, movimento, frustração saudável e convivência real, que são justamente as experiências que ajudam o cérebro a amadurecer.

Eu não penso em tela como vilã única, penso em equilíbrio
Se a criança tem momentos de brincar sem tela, convive com outras pessoas, participa da rotina da casa, corre, inventa, se entedia um pouco e também tem seus momentos de desenho preferido, a balança tende a f**ar mais saudável.

O problema maior aparece quando a tela vira babá, calmante, prêmio, castigo e única fonte de prazer ao mesmo tempo. Aí são o sono, o humor, a atenção e o comportamento que começam a cobrar a conta.

👉 E na sua casa, nas férias, a tela está ocupando qual lugar: companhia moderada, protagonista da história ou quase um integrante da família?

Me conta nos comentários como tem sido esse equilíbrio por aí?

Você m***a a cena, compra os brinquedos certos, chama os amigos. Mas, no fim, ele está sempre no canto, focado em alinha...
19/12/2025

Você m***a a cena, compra os brinquedos certos, chama os amigos. Mas, no fim, ele está sempre no canto, focado em alinhar os carrinhos, girar a mesma roda ou empilhar blocos sem um enredo. Ele não entra na fantasia do “faz de conta” com outras crianças.

Essa preferência pelo brincar solitário e repetitivo não é, na maioria das vezes, timidez. É um sinal de como o cérebro dele organiza o mundo. Para ele, a previsibilidade de alinhar objetos pode ser mais segura e interessante do que a imprevisibilidade de uma interação social.

O brincar é a linguagem da criança. Quando ele é rígido e isolado, é um sinal de que a comunicação e a flexibilidade cognitiva podem precisar de um estímulo direcionado. Não se trata de forçar a interação, mas de construir pontes para o mundo da fantasia compartilhada.

Quer entender a diferença entre o brincar focado e um sinal de alerta para o desenvolvimento? Vamos conversar.

Algumas crianças reagem de forma intensa a sons que parecem inofensivos, não por frescura ou “manha”, mas porque seu sis...
17/12/2025

Algumas crianças reagem de forma intensa a sons que parecem inofensivos, não por frescura ou “manha”, mas porque seu sistema auditivo processa os sons de maneira diferente.

Sons que mais disparam essa reação:
• Objetos caindo, como brinquedos e talheres.
• Sons agudos e repentinos, como gritos, balões e sirenes.
• Barulhos metálicos, como tampas de panela.

Por que isso acontece?
O cérebro da criança pode ter uma sensibilidade sensorial maior, o que o faz reagir ao susto antes mesmo de conseguir identif**ar a fonte do barulho

Quando merece atenção? ⚠️
Observe se a criança tampa os ouvidos várias vezes ao dia, evita lugares barulhentos, irrita-se com sons comuns ou f**a desorganizada após um barulho alto.

O que ajuda:
• Acolha, não invalide: “Eu sei, foi um barulho forte.”
• Dê tempo: Permita que ela se reorganize em silêncio.
• Antecipe: “Agora a mamãe vai ligar o liquidif**ador, vai fazer barulho, ok?”.

Não é birra. É sensorial.

15/12/2025

A audição é uma das primeiras portas de entrada do mundo no cérebro do bebê. Mesmo sem entender as palavras, ele percebe o ritmo, a melodia, a intenção da voz.

Por isso, quando você conversa, canta, embala e responde aos sons que ele faz, não está “só interagindo”: está ajudando o cérebro a criar conexões importantes para linguagem, vínculo e desenvolvimento emocional.

Ao longo do dia, vale observar como o bebê reage quando escuta sua voz, quando escuta um barulho diferente, quando ouve uma música que se repete sempre em casa.

Se algo chama atenção ou se você sente que ele responde pouco aos sons, traga isso para a consulta. Podemos pensar juntos no que é esperado para a idade e no que merece um olhar mais cuidadoso.

Salva esse conteúdo para lembrar de usar a sua voz como aliada no desenvolvimento do seu filho.

Quando falamos em desenvolvimento infantil, muitos pais f**am na dúvida sobre o que é “normal da idade” e o que pode ser...
10/12/2025

Quando falamos em desenvolvimento infantil, muitos pais f**am na dúvida sobre o que é “normal da idade” e o que pode ser sinal de um funcionamento neurológico diferente.
E é normal essa dúvida existir, porque a maior parte dos sinais é leve, discreta e aparece no dia a dia, nao em grandes episódios.

Algumas coisas chamam atencao na consulta, principalmente quando se repetem:

• quando a criança tem dificuldade de manter troca social
• quando entende o que você fala, mas demora para responder
• quando prefere brincar sozinha em vez de participar com outras crianças
• quando se prende muito aos detalhes, objetos pequenos ou movimentos repetitivos
• quando parece “desligar” em ambientes com muito estímulo
• quando barulhos, texturas ou mudanças simples geram irritação maior do que o esperado
• quando a flexibilidade é muito baixa para a idade

Esses sinais podem aparecer em crianças com atraso de desenvolvimento, dificuldades de linguagem, TEA leve, diferenças sensoriais ou processamento mais lento.
E nao tem relação com falta de interesse, falta de educacao ou “manha”.

Tem relação com a forma como o cérebro organiza o mundo ao redor.

Neurodivergência nao é doença, nao é falha e nao é limitaçao.

É um jeito diferente de funcionar, que precisa ser entendido para que a criança receba apoio adequado no tempo certo.

09/12/2025

Quando seu filho não responde quando você chama, mas vem correndo quando ouve o pacote de biscoito, nem sempre é “falta de educação”. Muitas vezes isso tem a ver com imaturidade de atenção, processamento auditivo mais lento ou até sinais de TDAH e autismo infantil, que interferem na forma como a criança percebe e responde ao que escuta

Se isso acontece muitas vezes ao dia, em qualquer ambiente, vale observar com carinho, anotar exemplos e conversar com o pediatra ou neuropediatra. Assim, você diferencia o “meu filho não me escuta” típico da idade de algo que merece avaliação no desenvolvimento infantil

Salve este vídeo para lembrar depois e compartilhe com quem também vive essa dúvida 🧠✨

Algumas crianças mergulham tanto no que estão fazendo que parecem “fora do mundo”. Elas não respondem na hora, não entra...
05/12/2025

Algumas crianças mergulham tanto no que estão fazendo que parecem “fora do mundo”. Elas não respondem na hora, não entram nas brincadeiras, não percebem o ambiente e f**am presas em detalhes que só elas enxergam.

Isso pode acontecer por diferentes motivos:

🧠 IMATURIDADE
Crianças pequenas têm foco estreito.
Quando estão envolvidas em algo, é realmente difícil “sair” rápido.

🧠 PROCESSAMENTO MAIS LENTO
A criança escuta, mas demora para entender, organizar a resposta e mudar de foco.
Ela responde só que fora do tempo.

🧠 NEURODIVERGÊNCIA
Quando esse padrão é intenso, frequente e aparece junto de: • pouca troca de olhares
• pouca reciprocidade social
• brincar repetitivo
• dificuldade de entrar nas brincadeiras dos pares
• preferir objetos a interação
• respostas demoradas ou ausentes
• interesse excessivo em detalhes

… aí vale investigar sinais de TEA leve, dificuldades de linguagem social ou processamento sensorial. Isso não é preguiça, não é falta de interesse, é o cérebro funcionando de um jeito diferente.

TBT porque esse congresso foi daqueles dias que passam rápido, mas deixam a cabeça cheia. Teve correria, aprendizado, re...
04/12/2025

TBT porque esse congresso foi daqueles dias que passam rápido, mas deixam a cabeça cheia. Teve correria, aprendizado, reencontro com colegas, pausa pra saúde e vários insights pra trazer pro consultório. A rotina volta, mas com um olhar mais alinhado e atualizado.

01/12/2025

Toda criança se distrai.
Mas quando a distração começa a atrapalhar a rotina, a aprendizagem e a convivência, vale olhar com mais atenção.

O TDAH não é falta de vontade nem de limites, é uma forma diferente de o cérebro funcionar.
E quanto mais cedo a gente entende isso, mais leve f**a a vida da criança e da família.

Observar não é rotular.
É cuidar.

💬 Você já teve essa dúvida aí na sua casa?

Tem dias que parece que nada dá certo, né?A roupa incomoda, o brinquedo quebra, o copo vira no chão…E, de repente, a cas...
24/11/2025

Tem dias que parece que nada dá certo, né?
A roupa incomoda, o brinquedo quebra, o copo vira no chão…
E, de repente, a casa inteira parece explodir junto com a criança.

É grito, choro, desespero, e no fundo, um adulto tentando entender o que está acontecendo aqui?
A gente chama de birra.
Mas a verdade é que a birra é só o jeito da criança dizer: ‘eu não sei lidar com isso ainda’.

O cérebro dela ainda está aprendendo a colocar cada emoção no lugar. E esse aprendizado não vem com castigo, vem com exemplo. Ela aprende observando.

Aprende quando o adulto respira, quando fala baixo, quando mantém o olhar firme, mas acolhedor. Aprende que o mundo pode estar caindo, mas que ela não precisa cair junto.

E quando isso acontece, a birra deixa de ser guerra… e vira construção. Vira vínculo. Vira aprendizado emocional. Então, da próxima vez que seu filho explodir, tenta olhar por outro ângulo: ele não está te desafiando.

Ele está pedindo ajuda pra se organizar por dentro. E é nesse momento que o adulto mostra o que é calma de verdade.

Endereço

Avenida Bernardo Sayão, 3650
Imperatriz, MA
65903-075

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 08:00 - 18:00
Terça-feira 08:00 - 18:00
Quarta-feira 08:00 - 18:00
Quinta-feira 08:00 - 18:00
Sexta-feira 08:00 - 18:00

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