Aline Boschini

Aline Boschini Endocrinologista infantil Medicina e Saúde

O despertador toca. ⏰Seu filho levanta atrasado.Não sente fome.“Depois eu como alguma coisa”.Mas esse “depois” cobra um ...
06/03/2026

O despertador toca. ⏰
Seu filho levanta atrasado.
Não sente fome.
“Depois eu como alguma coisa”.

Mas esse “depois” cobra um preço.

O corpo acorda esperando energia. O cérebro, principalmente, precisa de glicose para funcionar bem. Quando o café da manhã é pulado, o organismo entra em modo de economia, não de eficiência.

E aí o que acontece, na vida real:

➡️ 9h30: dificuldade de concentração
➡️ 10h15: fome intensa
➡️ 10h17: qualquer comida serve
➡️ 11h: queda de energia
➡️ 11h30: irritação, cansaço, dificuldade de raciocinar

Adolescentes que f**am muitas horas em jejum têm mais dificuldade de concentração e maior tendência a compensar com alimentos mais calóricos e menos nutritivos ao longo do dia, simplesmente porque o cérebro prioriza sobreviver, não escolher “o mais saudável”.

🍎 O café da manhã ajuda a:

• melhorar a atenção e a memória

• estabilizar a energia ao longo do dia

• reduzir episódios de fome exagerada

• melhorar a qualidade das escolhas alimentares

E não precisa ser elaborado. Precisa ser possível! Um iogurte, uma fruta acompanhada de alguma fonte de proteína, um pão com queijo ou ovo, ou uma vitamina já são opções simples e suficientes para começar o dia oferecendo energia ao organismo.

O erro metabólico não está no pão, no leite ou no carboidrato. Está em começar o dia sem oferecer nenhuma energia ao corpo.

Que tal melhorar essa rotina em casa?









Seu filho come salsicha, presunto ou bacon com frequência? Isso merece atenção. A OMS (Organização Mundial da Saúde) inc...
03/03/2026

Seu filho come salsicha, presunto ou bacon com frequência? Isso merece atenção. A OMS (Organização Mundial da Saúde) incluiu carnes processadas na lista de alimentos cancerígenos, com evidências científ**as sólidas de que o consumo frequente aumenta o risco de câncer ao longo da vida.

O ponto central não é o consumo ocasional, porém o hábito, uma vez que cerca de 50g por dia já são suficientes para aumentar o risco. Esses alimentos passam por processos como cura, defumação e adição de conservantes, que podem formar compostos potencialmente cancerígenos.

A adolescência é a fase em que muitos hábitos se consolidam, e nós sabemos que a alimentação faz parte disso. Não é sobre terrorismo alimentar, é sobre consciência, pois quanto menos frequente for o consumo de embutidos e maior for a presença de alimentos naturais, melhor para a saúde hoje e no futuro.

Me conta nos comentários: como é o consumo de embutidos na casa de vocês?









Fevereiro não é o mês do “projeto verão”. É o mês em que a vida real começa a rodar de novo.O ano letivo engrena, a roti...
27/02/2026

Fevereiro não é o mês do “projeto verão”. É o mês em que a vida real começa a rodar de novo.

O ano letivo engrena, a rotina volta… e é aqui que os hábitos se consolidam — ou se perdem. Este mês não tem nada de especial. O que faz diferença é a repetição diária, não a motivação passageira.

Para os adolescentes, as mudanças duradouras quase nunca vêm de metas radicais, mas sim de ajustes pequenos, possíveis e consistentes dentro de casa.

Vou citar alguns exemplos que realmente funcionam:

✔️ Dormir um pouco mais cedo na maior parte da semana, mesmo sem perfeição

✔️ Comer melhor durante o dia para evitar exageros à noite

✔️ Ter comida de verdade disponível, mesmo nos dias corridos

✔️ Reduzir ultraprocessados gradualmente, sem proibições extremas

✔️ Criar uma rotina antes de cobrar desempenho

Fevereiro é curto. Mas é exatamente por isso que ele é estratégico, com menos pressão, mais realidade e maior chance de durar o ano inteiro.

Quando esse caminho é feito com orientação, ele f**a mais leve.









Um estudo com mais de 10 mil adolescentes, acompanhados por dois anos, constatou que ter celular antes dos 12 anos aumen...
24/02/2026

Um estudo com mais de 10 mil adolescentes, acompanhados por dois anos, constatou que ter celular antes dos 12 anos aumenta os riscos para o sono ruim, o aumento de peso e problemas de saúde mental.

Aos 12 anos, quem já tinha smartphone apresentou:

▪️ 62% mais chance de dormir menos de 9h/noite

▪️ 40% mais risco de obesidade

▪️ 31% mais risco de depressão

O levantamento excluiu o uso abusivo de telas. Ou seja, não é só o excesso, a própria posse do celular já impacta no sono, na alimentação e no comportamento.

Outro dado que chama atenção é que a idade média para ganhar o primeiro celular foi de 11 anos. Para cada ano mais cedo que o aparelho chega:

- O risco de obesidade aumenta 9%

- O risco de sono insuficiente sobe 8%

E o impacto aparece rápido. Adolescentes que ganharam o celular aos 13 anos, após não terem aos 12, apresentaram em apenas um ano:

- 50% mais risco de sono insuficiente

- 57% mais risco de sintomas clínicos de sofrimento psíquico

O estudo não aponta um único fator, mas indica efeitos claros, como mais sedentarismo, atenção fragmentada, menos atividades ao ar livre e prejuízos ao sono e à alimentação. Dar um celular não é apenas uma decisão social — é uma escolha de saúde.

E a orientação é direta: quanto mais tarde, melhor. Sempre com diálogo, limites e o exemplo dos adultos!









Um relatório recente do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostra que o consumo de ultraprocessados aument...
19/02/2026

Um relatório recente do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância) mostra que o consumo de ultraprocessados aumentou de forma consistente nas últimas décadas — e esse avanço caminha lado a lado com o aumento do sobrepeso e da obesidade infantil.

No Brasil, as compras desses alimentos quase triplicaram em menos de 30 anos, e isso já se reflete no prato das crianças: em algumas faixas etárias, esses produtos chegam a representar até 30% das calorias consumidas ao longo do dia.

Esse padrão alimentar acompanha um cenário global preocupante, no qual o número de crianças e adolescentes com sobrepeso ou obesidade dobrou entre 2000 e 2022.

Não é exagero, pois a ciência já associa o consumo frequente de ultraprocessados a:

▪ ganho de peso

▪ alterações metabólicas

▪ pior qualidade nutricional da dieta

▪ impactos no desenvolvimento cognitivo e na saúde mental

Eles são baratos, práticos, palatáveis — e pobres em comida de verdade.

➡️ Como reduzir isso na rotina da sua casa?

• Se vem pronto, colorido e dura meses na prateleira, desconfie

• Quanto menor a lista de ingredientes, melhor

• Deixe frutas, ovos, arroz, feijão e iogurte natural mais acessíveis que biscoitos e bebidas açucaradas

📌 Lembre-se: a frequência pesa mais que a proibição

O corpo do seu filho cresce todos os dias. A pergunta é: com que combustível? 😉









No Carnaval, a rotina muda e o corpo do seu filho responde. Em poucos dias, aumentam doces, refrigerantes e sucos adoçad...
16/02/2026

No Carnaval, a rotina muda e o corpo do seu filho responde. Em poucos dias, aumentam doces, refrigerantes e sucos adoçados, as refeições f**am desorganizadas e o sono encurta. Você sabia que essa combinação provoca picos repetidos de glicose no sangue, seguidos de quedas rápidas, que estimulam mais fome, irritação, cansaço e dificuldade de concentração?

O efeito costuma aparecer depois da festa. No pós-Carnaval, muitos pais percebem o filho mais indisposto, sem energia e com apetite desregulado. Não é falta de limite nem “manha”. É o organismo tentando se reorganizar após dias de excesso, pouco descanso e alimentos ultraprocessados, que aumentam processos inflamatórios e dificultam a recuperação do corpo.

Não se trata de proibir, mas de equilibrar. Manter refeições de verdade, incentivar a hidratação e retomar a rotina de sono logo após o feriado ajuda a reduzir o impacto e facilita a volta ao ritmo normal.

O Carnaval passa, mas o cuidado com o corpo precisa continuar!









Você olha para seu filho e pensa: “Ele está sempre irritado, vive com fome e não consegue se concentrar.” Mas e se isso ...
13/02/2026

Você olha para seu filho e pensa: “Ele está sempre irritado, vive com fome e não consegue se concentrar.” Mas e se isso não fosse comportamento - e sim o corpo tentando dar conta do dia?

Muitos jovens começam a manhã sem comer direito, passam horas só “beliscando”, dormem pouco e exigem do corpo atenção, aprendizado e autocontrole o tempo todo. Cansaço, impaciência, fome frequente e dificuldade de foco são os resultados que não demoram a aparecer.

O corpo não funciona no improviso. Ele responde à qualidade da alimentação, aos horários, ao sono e à organização da rotina. Infelizmente, quando esses pilares falham, o comportamento muda, não por escolha, mas por necessidade.

Sendo assim, antes de rotular o seu filho, vale a tentativa de ajustar o básico. Porque, muitas vezes, o que parece atitude é apenas um corpo mal abastecido tentando sobreviver à rotina.

Que tal aproveitar esse começo de ano para agendar uma visita ao meu consultório e conversarmos melhor sobre isso?

Contatos na bio.









Você sabia que, nos dias muito quentes, o corpo trabalha no limite — e isso pode impactar mais do que parece? ➡️ Desidra...
10/02/2026

Você sabia que, nos dias muito quentes, o corpo trabalha no limite — e isso pode impactar mais do que parece?

➡️ Desidratação
Com o calor, perdemos mais líquidos pelo suor. Mesmo uma desidratação leve pode causar dor de cabeça, cansaço, tontura e dificuldade de concentração.

➡️ Apetite menor
O calor costuma reduzir a fome. Pular refeições ou comer menos do que o necessário pode levar a queda da glicemia, principalmente em adolescentes que já têm tendência a hipoglicemia ou diabetes.

➡️ Glicemia em desequilíbrio
Pouca ingestão de líquidos e alimentação irregular resultam em maior risco de variações da glicemia, com sintomas como fraqueza, irritabilidade e mal-estar.

➡️ Disposição e bem-estar
Calor excessivo sobrecarrega o organismo, favorecendo fadiga, dor de cabeça e queda de rendimento físico e mental.

✔️ O que ajuda no dia a dia?

• Ingestão frequente de água

• Manter refeições leves e regulares

• Atenção aos sinais do corpo, especialmente em dias muito quentes

Cuidar da hidratação e da alimentação também é um cuidado hormonal! 😉

Dúvidas? Estou sempre à disposição para ajudar 😍









Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oregon e da Universidade Estadual de Nova York (Upstate) mostro...
05/02/2026

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Oregon e da Universidade Estadual de Nova York (Upstate) mostrou que adolescentes e jovens de 16 a 24 anos que conseguiram recuperar o sono perdido ao longo da semana dormindo mais nos fins de semana apresentaram 41% menos risco de sintomas de depressão.

A análise usou dados da Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição (2021–2023) e comparou os horários de sono durante a semana e no fim de semana. Quem conseguiu compensar o déficit de sono relatou menos tristeza e sintomas depressivos - um dado relevante numa fase da vida em que dormir pouco é comum e o risco de depressão é maior.

A explicação passa pelo corpo. Na adolescência, o relógio biológico muda, o que dificulta dormir cedo. O padrão natural é adormecer mais tarde e acordar mais tarde, em choque com os horários escolares.

O ideal é dormir 8 a 10 horas por noite, de forma regular. Mas quando isso não acontece, a pesquisa indica que permitir a recuperação do sono no fim de semana pode trazer benefícios reais para o equilíbrio emocional.

Dormir não é preguiça! Na adolescência, é saúde. 😴









Fevereiro costuma ser um mês marcado por queda de energia, sono excessivo, dificuldade de concentração e mais irritabili...
02/02/2026

Fevereiro costuma ser um mês marcado por queda de energia, sono excessivo, dificuldade de concentração e mais irritabilidade em adolescentes — e isso tem uma explicação metabólica.

Durante as férias, é comum ocorrer uma combinação desfavorável: alimentação sem horários definidos, maior consumo de açúcar e alimentos ultraprocessados, longos períodos em jejum - seguidos de exageros e um padrão de sono completamente desregulado. Esse cenário provoca oscilações frequentes da glicemia, sobrecarga do metabolismo e piora da qualidade do sono, mesmo quando o adolescente “dorme muitas horas”.

Quando a rotina escolar retorna de forma abrupta, o corpo ainda está funcionando no ritmo das férias. O resultado é a sensação de cansaço persistente, menor rendimento cognitivo, sonolência ao longo do dia e dificuldade para manter o foco e a disposição. Não é falta de vontade ou preguiça, é o organismo tentando se readaptar a horários, demandas mentais e físicas após semanas de desorganização metabólica.

A regularização dos horários das refeições, a redução do consumo de açúcar, a priorização de alimentos mais naturais e o ajuste progressivo do sono ajudam o metabolismo a recuperar o equilíbrio. Fevereiro não é o mês da falta de energia: é o mês da transição - e o corpo precisa de suporte para atravessá-la.









A puberdade é um capítulo cheio de mudanças — e de mitos que circulam por aí como se fossem verdades absolutas ou como s...
29/01/2026

A puberdade é um capítulo cheio de mudanças — e de mitos que circulam por aí como se fossem verdades absolutas ou como se toda mudança fosse igual para todo mundo. Antes de se preocupar à toa (ou criar expectativas irreais), vale separar a ciência de boatos.

Vamos desmistif**ar juntos? Arraste para o lado:









Quando seu filho se machuca várias vezes em situações de impacto leve, não é “falta de jeito”. Essa fase de crescimento ...
26/01/2026

Quando seu filho se machuca várias vezes em situações de impacto leve, não é “falta de jeito”. Essa fase de crescimento acelerado exige um esforço enorme do corpo para manter a estrutura óssea forte — e isso depende de um metabolismo ósseo funcionando em plena harmonia.

Enquanto os ossos crescem rapidamente, eles precisam de uma combinação fina entre nutrientes (como cálcio, vitamina D e proteínas), atividade física adequada e hormônios produzidos pela hipófise e pelas gônadas. Quando alguma dessas peças falha, o osso não se mineraliza como deveria… e f**a mais vulnerável. Como consequência, as fraturas se repetem, muitas vezes até em situações simples do dia a dia.

Se ele quebrou o mesmo osso mais de uma vez, ou já sofreu múltiplas fraturas com traumas pequenos, vale investigar: a vitamina D está adequada? Há alguma alteração hormonal? A alimentação e o estilo de vida estão acompanhando o ritmo de crescimento?

Crescer é incrível, mas crescer com saúde é ainda melhor! E detectar cedo esses sinais evita problemas maiores lá na frente.









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