23/12/2025
Jornal centro oeste regional
Entre Tarifas e Diálogo: Avanço Diplomático Entre Brasil e EUA Coloca Hash na Retirada Parcial dos 40%
Por João Álvares Otero Pontes jornalista
MTB 33.349
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Na quinta-feira (20/11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma nova ordem executiva que remove parte das tarifas adicionais de 40% sobre produtos agrícolas brasileiros — uma medida imposta originalmente em julho sob alegações políticas.
Entre os itens beneficiados estão produtos como carne bovina, café, frutas tropicais, cacau, especiarias, tomates, bananas, laranjas e fertilizantes. A tarifa extra de 40% deixará de incidir sobre esses bens a partir de 13 de novembro (horário da costa leste dos EUA), e importadores que já pagaram poderão pedir reembolso à Alfândega americana.
Por que Trump recuou?
Segundo o texto oficial da Casa Branca, a flexibilização decorre de “progresso inicial” nas negociações bilaterais com o Brasil, iniciadas após uma ligação entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 6 de outubro. De acordo com a ordem executiva, conselheiros de alto escalão dos EUA argumentaram que certas importações agrícolas não deveriam mais estar sujeitas à sobretaxa, justamente por esse andamento das conversas.
Como o Brasil reagiu:
O governo brasileiro celebrou a medida. Em nota, o Itamaraty afirmou que a retirada parcial da tarifa reflete um “diálogo construtivo” e reiterou a disposição de continuar as negociações para eliminar outras taxações restantes. O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, avaliou a medida como “positiva e na direção correta”, destacando que o suco de laranja foi um dos principais beneficiados. Já o presidente Lula, em vídeo, disse que a decisão é um “sinal importante”, embora ainda não resolva tudo que o Brasil pretende.
Motivações por trás das negociações – há teorias mais profundas:
Ainda que os governos não tenham confirmado, há especulações consideráveis de observadores e analistas sobre o real intuito político por trás dessa reversão parcial. Alguns pontos que alimentam as teorias:
Pressão política interna nos EUA: A Casa Branca justificou a redução das tarifas como uma forma de aliviar os preços dos alimentos nos EUA — especialmente relevante para o eleitorado americano.
Negociação bilaterial estratégica: A menção oficial ao “avanço inicial” nas negociações com o Brasil abre margem para supostas concessões mais amplas — analistas levantam a possibilidade de que Trump e Lula tenham discutido temas mais sensíveis, como a famosa anistia ampla e irrestrita que vem sendo especulada em bastidores. Embora nenhum dos governos tenha confirmado oficialmente essa hipótese, muitos observadores veem coerência política entre a retirada das tarifas e uma trégua diplomática mais ampla.
Manutenção do estado de emergência: A ordem de Trump mantém declarado o “estado de emergência” que justificou a imposição original das tarifas, bem como a maior parte das taxas vigentes. Isso sugere que a manobra não é simplesmente econômica, mas também simbólica — mantendo instrumentos de pressão caso seja necessário voltar a endurecer.
O que ainda não está resolvido:
Nem todos os produtos foram desonerados: algumas tarifas adicionais permanecem.
O diálogo continua: segundo Alckmin, o Brasil seguirá trabalhando para que a taxação seja totalmente eliminada.
A possibilidade de reembolso existe, mas dependerá de comprovações por parte de importadores.
A questão da “anistia ampla e irrestrita” f**a, até agora, no campo das especulações políticas: não há confirmação oficial, mas os analistas continuam de olho nas negociações.
João Álvares Otero Pontes é jornalista especializado em Política da América Latina influenciador digital e diretor do jornal centro oeste regional
Foto internet/ arquivo: Analistas levantam a possibilidade de que Trump e Lula tenham discutido temas mais sensíveis, como a famosa anistia ampla e irrestrita que vem sendo especulada em bastidores. Nas fotos vice-presidente Geraldo Alckmin com Jornalista João Álvares Otero Pontes. Trump e Bolsonaro.
O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, avaliou a medida como “positiva e na direção correta”.
Foto arquivo