12/10/2025
Dia 10/10 foi o Dia da Saúde Mental e quero fomentar você a pensar um pouco sobre isso.
Os brasileiros ocupam a terceira posição no ranking mundial de pessoas que mais se preocupam com esse tema.
No ano passado, foram registrados mais de 472 mil afastamentos por transtornos mentais, o maior número da história do país. Muitos ainda argumentam que esses transtornos “não existem”, que seriam invenções da indústria ou apenas fenômenos espirituais a serem tratados apenas no aconselhamento pastoral.
Mas a realidade é outra: são transtornos reais, descritos há séculos, com bases biológicas bem estabelecidas (ainda que o cérebro humano continue a ser um grande mistério) e que precisam ser tratados com seriedade.
Sei que as Escrituras não são um tratado de psiquiatria. Ainda assim, é interessante notar que, desde tempos antigos, muitos profetas e servos de Deus, tomados pela
“doença da alma”, pensaram em desistir. Às vezes, esse desejo vinha como em Elias, que em 1 Reis
19 clamou: “Toma logo a minha vida.” Em outros momentos, a dor aparecia como em Jeremias (cap.
20), que lamentou ter nascido, dizendo que viver era apenas ver dores e aflições.
Nesses últimos anos, percebo uma forma mais camuflada do sofrimento entre cristãos: não é o desejo de morrer, mas o de que Jesus volte logo. Não falo apenas da esperança escatológica da nova ordem, da parousia ardente, mas daquele clamor que brota de uma alma cansada, para quem o mundo se tornou tão angustiante que a única oração possível é: “Maranata! Vem, Senhor Jesus.”
Não sei como está sua mente, nem sua saúde mental. Mas se esses pensamentos rondam suas orações, sua fé ou sua esperança, é hora de buscar ajuda e conversar abertamente sobre sua saúde emocional. Cuide-se.
A vida não é uma corrida de 5 km, é uma maratona e você não precisa correr sozinho. Pense sobre isso!
Desejo que você tenha uma semana incrível!