12/10/2025
Entre tantos objetos no quarto, foi o avental pendurado que me tocou e me lembrou que há histórias que continuam sendo contadas, mesmo em silêncio.
Artista e contadora de histórias, ela vestia o avental para dar vida às narrativas das crianças. Agora vive um outro capítulo: mais íntimo, mais lento, mas ainda cheio de sentido.
O brincar e o narrar são modos de elaborar o vivido. Há algo que ainda insiste em criar: um gesto, uma lembrança, uma cor, uma história, um objeto que resiste ao tempo.
Talvez seja isso que o avental diga em silêncio: que a vida não se encerra, se transforma em linguagem.
E que nós, profissionais, pacientes e humanos, não deixemos escapar a nossa capacidade de imaginar e sonhar como as crianças, preservando também a ternura com que elas olham o mundo, pois é nesse espaço de fantasia e delicadeza que, por instantes, tocamos o real da vida.
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