Dra Tadiane Luiza Ficagna

Dra Tadiane Luiza Ficagna Médica Psiquiatra
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Ano novo começou assim:chuva fina, cedo, sem aviso.E ele rindo.Enquanto muitos de nós aprendemos, com o tempo, a fugir d...
01/01/2026

Ano novo começou assim:
chuva fina, cedo, sem aviso.
E ele rindo.

Enquanto muitos de nós aprendemos, com o tempo, a fugir do desconforto, o Bernardo entrou inteiro na experiência. Molhou o cabelo, a roupa, o chão. E ficou feliz.

Crianças não perguntam se é o cenário ideal.
Elas sentem.
E respondem ao que está vivo no momento.

Talvez o ano que começa não venha ensolarado todos os dias.
Talvez traga ajustes, improvisos, pequenas molhações fora do script.

Existe algo profundamente regulador em permitir-se sentir o que vem, em vez de lutar contra cada gota.

Que em 2026 a gente consiga, ao menos algumas vezes, fazer como ele.
Estar presente, mesmo quando não está perfeito.
E descobrir que alegria não depende de controle…

2025, muita coisa sobre saúde mental viralizou.Nem tudo que viraliza é comprovado — e isso é perigoso.Algumas ideias par...
30/12/2025

2025, muita coisa sobre saúde mental viralizou.
Nem tudo que viraliza é comprovado — e isso é perigoso.

Algumas ideias parecem modernas, libertadoras, até acolhedoras.
Mas quando chegam no consultório, não sustentam tratamento, não reduzem recaídas e, às vezes, atrasam o cuidado.

Questionar modas também é proteger pacientes.
E fazer psiquiatria com critério nunca sai de moda.

👉 Faltou algum “hype” aí?
Conta nos comentários o que você mais tem visto — ou ouvido — por aí.

Nas festas de fim de ano, o álcool costuma aparecer como algo automático.Quase um detalhe da celebração.Mas para algumas...
24/12/2025

Nas festas de fim de ano, o álcool costuma aparecer como algo automático.
Quase um detalhe da celebração.

Mas para algumas pessoas, ele não é inofensivo.

Para quem tem ou já teve dependência química, não existe consumo seguro. Mesmo pequenas quantidades podem reativar circuitos cerebrais ligados à recaída.

E para quem usa medicações psicotrópicas, o álcool pode potencializar sedação, aumentar o risco de acidentes, piorar sintomas e desorganizar um tratamento que vinha funcionando bem.

Muitas vezes, a piora clínica não vem do remédio. Vem da interação com o álcool.

Cuidar da saúde mental também passa por escolhas difíceis, especialmente em ambientes sociais. Dizer não pode ser um ato de proteção, não de fragilidade.

Se isso toca você, converse com seu médico. Seu tratamento merece atravessar as festas em segurança.

O Natal costuma vir carregado de expectativas: harmonia, gratidão, alegria, presença, união.Mas nem todo mundo chega nes...
23/12/2025

O Natal costuma vir carregado de expectativas: harmonia, gratidão, alegria, presença, união.

Mas nem todo mundo chega nessa data com o coração leve. E isso não é um fracasso, nem um sinal de que você está vivendo errado.

Há Natais atravessados em silêncio, na saudade, na adaptação, fazendo o possível para se manter de pé emocionalmente.

Se esse for o seu caso, eu queria te dizer com carinho: não há nada a ser consertado em você agora. Você está fazendo o melhor que pode com o que tem, no tempo que é possível.

Que você se permita diminuir a cobrança e aumentar o cuidado consigo. Que respeite seus limites, seus tempos, seus sentimentos, mesmo aqueles que não combinam com a imagem idealizada dessa época.

Se fizer sentido, fique. Se precisar, vá. Se doer, respeite. Você não deve presença, explicações ou alegria a ninguém.

Eu desejo que, neste Natal, você consiga acolher seus vazios, suas dores, suas fragilidades e suas vulnerabilidades sem se julgar por isso. Que possa se tratar com a mesma gentileza que costuma oferecer aos outros.

Quando o primeiro antidepressivo não funciona, isso costuma gerar frustração, dúvida e, muitas vezes, a sensação de que ...
19/12/2025

Quando o primeiro antidepressivo não funciona, isso costuma gerar frustração, dúvida e, muitas vezes, a sensação de que algo deu errado.
Mas os dados mostram que essa experiência é comum.

Apenas uma parte das pessoas atinge remissão completa logo na primeira tentativa. Para a maioria, o tratamento inicial melhora alguns sintomas, mas não resolve o quadro por completo. E, a cada nova tentativa isolada, a chance de resposta tende a diminuir.

Isso não significa que o tratamento não funcione.
Significa que a depressão não é uma condição única, simples ou linear.

Existem diferentes tipos de depressão, diferentes circuitos envolvidos no cérebro e fatores que influenciam diretamente a resposta, como sintomas ansiosos, mistos, alterações do sono, comorbidades clínicas e o próprio histórico da doença.

Por isso, após algumas tentativas sem resposta adequada, o tratamento precisa mudar de lógica. Em vez de apenas trocar medicações, passa a ser necessário ajustar a estratégia, combinando abordagens, potencializando o tratamento e, muitas vezes, revisando o próprio diagnóstico.

Depressão resistente não é exceção rara.
É um cenário conhecido, estudado e que exige um cuidado mais preciso, individualizado e contínuo.

Se você está nesse caminho, isso não diz sobre falta de resposta ao tratamento, mas sobre a necessidade de um plano mais adequado ao seu quadro específico.

Hoje completo 14 anos de formada em Medicina.Em 14 anos, aprendi que escutar de verdade exige presença.Que sofrimento nã...
18/12/2025

Hoje completo 14 anos de formada em Medicina.

Em 14 anos, aprendi que escutar de verdade exige presença.
Que sofrimento não cabe em protocolos simples.
Que nem tudo melhora rápido.
E que o cérebro também adoece, mesmo quando o resto do corpo parece funcionar.

Escolhi a psiquiatria porque sempre me incomodou a forma como a dor psíquica é minimizada.
Como se fosse falta de força.
Como se fosse escolha.
Como se pudesse ser resolvida sem cuidado contínuo.

A prática foi me ensinando que não existe tratamento responsável sem vínculo.
Que não existe medicação segura sem acompanhamento.
Que não existe diagnóstico sério sem tempo, escuta e revisão constante.

Hoje sou uma médica mais cautelosa.
Mais crítica com o que prescrevo.
Mais consciente dos limites da técnica.
E profundamente envolvida com aquilo que faço.

Porque atender pessoas não é um ato neutro.
É ouvir histórias difíceis.
É sustentar silêncios.
É carregar, muitas vezes em silêncio, partes do sofrimento que me confiam.

Se cheguei até aqui, foi porque muitos pacientes me ensinaram a ser médica todos os dias.
E porque sigo escolhendo exercer a medicina com responsabilidade, ética e entrega.

Esse caso escancara o fracasso das políticas de saúde mental no Brasil. Há anos se repete o discurso antimanicomial roma...
02/12/2025

Esse caso escancara o fracasso das políticas de saúde mental no Brasil. Há anos se repete o discurso antimanicomial romantizado, que usa o argumento histórico dos “antigos manicômios” como desculpa para não investir em estruturas modernas, humanizadas e eficazes de internação e cuidado a longo prazo. O resultado é um sistema que fecha leitos, desmonta equipes, sucateia serviços e joga pacientes graves para as ruas, prisões, delegacias ou — como neste caso — para a morte.

Não se cuida de pacientes com esquizofrenia grave apenas com “acolhimento territorial”. É impossível tratar delírios e psicoses com panfleto ideológico e frase de efeito. Pessoas que precisam de proteção, supervisão e continuidade terapêutica foram transformadas em símbolos de uma utopia que só funciona no PowerPoint de gestor.

Enquanto o legislador posa de progressista e o discurso encanta plateia universitária, quem sofre na prática é o paciente, a família, a comunidade. Esse jovem não morreu por “irresponsabilidade”. Ele morreu pela soma fatal de abandono familiar, falha assistencial e negligência estatal.

Cuidar exige investimento, equipe qualificada, acompanhamento contínuo, acesso a internações quando necessário e políticas baseadas em evidência — não em ideologia. Esse caso não é exceção: é consequência. E quem trabalha em psiquiatria sabe disso diariamente.

A escetamina transformou nosso entendimento sobre depressão resistente. Ela não atua “elevando serotonina”, mas sim favo...
24/11/2025

A escetamina transformou nosso entendimento sobre depressão resistente. Ela não atua “elevando serotonina”, mas sim favorecendo a reorganização de redes neurais por meio da modulação do glutamato, da ativação de receptores AMPA e do aumento de BDNF, que promove maior plasticidade sináptica. Essa reconfiguração cerebral abre espaço para recuperação de função afetiva, motivacional e cognitiva, permitindo que o paciente volte a sentir prazer e envolvimento com a vida. Em muitos casos, a redução de ideação suicida ocorre de forma rápida, o que representa um avanço imenso no cuidado clínico.

Como sempre reforço, a indicação depende de avaliação criteriosa, histórico de tratamentos prévios e contexto clínico global. Não existe solução mágica, mas existe a intervenção certa no momento certo.

Diferenciar TDAH de Transtorno Bipolar é um dos maiores desafios clínicos. Ambos podem envolver impulsividade, agitação,...
18/11/2025

Diferenciar TDAH de Transtorno Bipolar é um dos maiores desafios clínicos. Ambos podem envolver impulsividade, agitação, oscilação emocional e dificuldade de atenção, mas nascem de mecanismos completamente diferentes.

No TDAH, o núcleo está em alterações neurodesenvolvimentais que afetam atenção sustentada, controle inibitório e planejamento. São sintomas crônicos, presentes desde a infância, modulados por demandas e estresse, mas sem mudança qualitativa do humor. A oscilação emocional é reativa: surge diante de frustração ou sobrecarga.

No Bipolar, as mudanças são episódicas. O eixo central é a oscilação do humor e da energia, marcada por alterações circadianas, dopaminérgicas e na sensibilidade ao sistema de recompensa. A desatenção é secundária às fases de depressão ou ativação e tende a melhorar com o humor estabilizado.

A temporalidade ajuda muito: no TDAH, os sintomas acompanham toda a vida; no Bipolar, aparecem em blocos de dias ou semanas, com períodos de maior estabilidade entre eles. O padrão de sono também difere: dificuldade para iniciar o sono e fadiga no TDAH; redução da necessidade de dormir nas fases de ativação bipolar.

A impulsividade também tem origens distintas. No TDAH, é persistente e ligada ao déficit de controle inibitório. No Bipolar, surge durante a aceleração do humor, acompanhada de energia aumentada e maior propensão a riscos.

Essa diferenciação é importante porque os tratamentos são totalmente diferentes. O Bipolar exige estabilização do humor. O TDAH responde a intervenções cognitivas e, quando indicado, estimulantes ou atomoxetina. Confundir um com o outro pode atrasar anos de cuidado adequado.

Os dois podem coexistir, o que torna o quadro mais complexo. Por isso, o diagnóstico preciso é essencial: não como rótulo, mas como ponto de partida para intervenções eficazes e uma vida emocional mais estável.

Quadros depressivos com características mistas são episódios depressivos onde surgem sintomas típicos de aceleração (com...
06/11/2025

Quadros depressivos com características mistas são episódios depressivos onde surgem sintomas típicos de aceleração (como agitação, impulsividade, irritabilidade acentuada, mente acelerada, dificuldade de sono) ao mesmo tempo em que o humor está deprimido.

No carrossel, algumas pistas práticas.

Muitas pessoas acreditam que “não tratar” significa apenas esperar passar.Como se fosse uma pausa difícil.Como se o cére...
05/11/2025

Muitas pessoas acreditam que “não tratar” significa apenas esperar passar.
Como se fosse uma pausa difícil.
Como se o cérebro voltasse igual depois.

Mas a literatura dos últimos anos deixa algo muito claro: permanecer meses ou anos em sofrimento emocional, seja depressão, ansiedade ou instabilidade do humor, não é neutro.

Circuitos ligados a motivação, atenção, tomada de decisão e regulação emocional podem sofrer com o tempo em sintoma.
O cérebro aprende “caminhos” inclusive caminhos de dor e alerta.

É por isso que o tratamento não é apenas “tomar remédio”.
É interromper um ciclo que consome energia, presença, memória, relações e futuro.

Tratar não é perder autonomia.
É recuperar autonomia.
E é, muitas vezes, a forma mais concreta de preservar o que você quer manter da sua vida antes que o sofrimento vá ocupando espaço demais.

Ninguém precisa aceitar viver com um cérebro funcionando sempre no limite e chamando isso de destino.

Se existe sofrimento, existe indicação de cuidado.

A depressão resistente é um lembrete de que o tratamento psiquiátrico é um processo dinâmico, não um evento isolado.Quan...
23/10/2025

A depressão resistente é um lembrete de que o tratamento psiquiátrico é um processo dinâmico, não um evento isolado.

Quanto mais entendemos a trajetória de cada paciente,
mais próximos chegamos da estabilidade verdadeira e não apenas da melhora temporária.

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