01/01/2026
Ano novo começou assim:
chuva fina, cedo, sem aviso.
E ele rindo.
Enquanto muitos de nós aprendemos, com o tempo, a fugir do desconforto, o Bernardo entrou inteiro na experiência. Molhou o cabelo, a roupa, o chão. E ficou feliz.
Crianças não perguntam se é o cenário ideal.
Elas sentem.
E respondem ao que está vivo no momento.
Talvez o ano que começa não venha ensolarado todos os dias.
Talvez traga ajustes, improvisos, pequenas molhações fora do script.
Existe algo profundamente regulador em permitir-se sentir o que vem, em vez de lutar contra cada gota.
Que em 2026 a gente consiga, ao menos algumas vezes, fazer como ele.
Estar presente, mesmo quando não está perfeito.
E descobrir que alegria não depende de controle…