04/02/2026
Carta aberta dessa travessia vivendo o crossfit que também é abrigo 🤍
A gestação mexe com lugares muito profundos da mulher. É como se a vida estivesse, aos poucos, se despedindo de quem eu fui até aqui, e isso assusta.
Existe uma insegurança silenciosa, uma sensação real de que nada será exatamente como antes. E não vai. Reconhecer isso não me faz menos grata, me faz honesta.
Tudo f**a mais intenso. O corpo, as emoções, os pensamentos. A vulnerabilidade aparece sem pedir licença, o medo também.
Medo de não dar conta, de errar, de não ser suficiente.
Perguntas que não têm resposta imediata começam a ecoar: vou ser uma boa mãe? Meu filho vai gostar de mim? Vou saber educar, acolher, entender o que ele precisa quando nem ele souber explicar?
Existe um conflito interno que pouca gente fala, um certo egoísmo que surge mesmo quando a gente ama profundamente.
É a consciência de que uma parte da minha vida, do meu tempo, da minha liberdade, muda para sempre.
Eu pedi muito a Deus por esse momento. Sou imensamente grata por viver essa promessa e estou muito feliz.
Eu sinto o Breno mexer e, ainda assim, às vezes parece mentira que ele está chegando para mim, que ele é meu, que em poucos meses seremos nós três.
Existe culpa misturada com amor, expectativa misturada com medo, fé misturada com insegurança. É uma transição interna enorme, silenciosa, que acontece enquanto o mundo continua exigindo produtividade, respostas e força.
A vida vai mudar, o trabalho vai mudar, eu vou mudar. E isso dói e emociona ao mesmo tempo.
É a sensação clara de que algo novo está chegando... algo que não cabe em frases prontas nem em fotos bonitas. É profundo, é confuso, é real.
O que eu peço agora não é perfeição. É condução 🕊️🤍✨