27/01/2026
Tem gente que jura que está “vivendo a própria vida”…
mas, na prática, está funcionando igual plantação de café em monocultura: sozinho, repetitivo, exausto e sem defesa contra nenhum “clima emocional”.
E sabe qual é a parte mais engraçada (e trágica)?
A natureza já resolveu esse dilema há séculos:
quando plantas crescem juntas, elas ficam mais fortes.
Quando crescem isoladas, elas quebram na primeira crise climática.
Mas nós, seres humanos ultra-modernos, iluminados e terapêuticos,
insistimos no modelo mais falido da civilização: a monocultura psíquica.
O eu me basto.
O autossuficiente que não depende de ninguém.
A independência que não sustenta nenhuma estação do ano.
Aí depois a pessoa não entende por que está triste, solitária, estagnada, sem vitalidade…
Mas tenta sobreviver num terreno afetivo tão pobre quanto solo esgotado.
E ainda chama isso de “força”.
O agricultor da história que ouvi dizia que seus pés de café prosperaram
“porque eles não estavam sozinhos”.
E me deu vontade de responder:
Pois é. Nós também não fomos feitos pra ficar sozinhos — por mais que o individualismo tente nos convencer disso.
A verdade é simples e dolorosa:
Você pode até ser forte sozinho… mas jamais será fértil.
E fertilidade psíquica — desejo, criatividade, vitalidade — só existe onde há convivência, mistura, diversidade, troca.
Emocionalmente falando, ninguém aguenta viver como monocultura.
E ninguém floresce sem agrofloresta afetiva.
∞ Psicanálise individual e de casal
🐺 Círculo das Lobas — grupo terapêutico para mulheres
♂️ Ponte Entre Mundos — grupo masculino online que começa em fevereiro
Workshops online e presenciais
Se quiser entender qual “solo psicológico” você está cultivando, me chama na mensagem.