Maira Engelmann

Maira Engelmann "Quando a dor de não estar vivendo for maior que o medo da mudança, a pessoa muda." ( Freud )

“A gente só existe porque a terra deixa a gente viver.” — Ailton KrenakMãe Terra não é metáfora poética. É reconheciment...
26/01/2026

“A gente só existe porque a terra deixa a gente viver.” — Ailton Krenak

Mãe Terra não é metáfora poética. É reconhecimento de que somos filhos de um corpo que nos sustenta.

E há algo que a psicanálise e a sabedoria indígena concordam: o patriarcado é, no fundo, ódio ao feminino — aquilo que gera, que nutre, que sustenta. Quando matamos as mulheres, matamos a Terra. Quando negamos o aspecto selvagem e criativo do feminino em todos nós,
negamos a própria possibilidade de cura.

Por isso o meu trabalho com as Lobas é trabalho de restauração. E por isso o meu trabalho com os Homens é trabalho de semeadura.
Porque homens e mulheres que recuperam o feminino sagrado em si — aquela força que protege, que gera, que ama sem dominar —
se tornam guardiões da Mãe.

E quando muitos se tornam guardiões, a floresta respira de novo. A cura pessoal é cura coletiva. A cura do feminino é cura do planeta.

🐺TRIBO DAS LOBAS — Grupo Terapêutico para Mulheres ( Ciclo Mulher Esqueleto começa dia 11/02)

🍎PONTE ENTRE MUNDOS — Grupo Terapêutico Para homens ( Começa no final de Fevereiro )

Psicanalista | Contoterapia | Enteógenos | Floresta
Se você sente esse chamado — de ser semente, de ser guardiã — me envia uma mensagem.
Links para entrar nesses grupos está na Bio.💚

Tenho receio de acreditar demais, mas também acredito que recear demais me faria incapaz. Então acredito. Em mim e em vo...
26/01/2026

Tenho receio de acreditar demais, mas também acredito que recear demais me faria incapaz. Então acredito. Em mim e em você.

26/01/2026

Eu sonho com o dia em que esse vídeo nem precise existir.
Mas enquanto a confusão persiste, vamos direto:
feminismo não é o contrário de machismo.
O machismo prega a superioridade dos homens.
O feminismo luta por igualdade de gênero.
São coisas completamente diferentes.
E, sinceramente, custa acreditar que alguém discorde da luta por justiça.
Imagina um menino e uma menina de cinco anos estudando na mesma sala.
Quem acha justo que, no futuro, a menina tenha salários mais baixos, mais barreiras profissionais e ainda seja responsável pela maior parte do trabalho doméstico?
Se a gente não acha isso correto…
então, no fundo, a gente já concorda com o feminismo.
O feminismo se baseia em duas palavras: igualdade e liberdade.
Liberdade de escolha.
Não manda nenhuma mulher trabalhar fora.
Não manda casar.
Não manda ter filhos.
Também não manda o contrário.
Se uma mulher escolhe se dedicar à casa e aos filhos — ótimo.
Se é escolha dela, isso é feminismo.
Se outra decide não casar, não ter filhos, focar na carreira — ótimo também.
Se é escolha dela, isso é feminismo.
Feminismo é liberdade para cada mulher ser o que quiser.
Não o que o marido quer.
Não o que a sociedade espera.
Não o que a cultura manda.
Dentro do feminismo existem muitas vertentes — neoliberal, marxista, radical.
É natural: grandes mudanças exigem vários caminhos.
Mas existe uma que é indispensável:
o feminismo interseccional.
Ele diz que não dá para falar de igualdade olhando só para as mulheres brancas e privilegiadas.
A luta precisa incluir as mulheres negras, indígenas, periféricas, mulheres LGBTQIA+.
Todas.
A luta feminista — e a luta antimachista — são constantes.
São cansativas, desgastam, exigem coragem diária.
Mas no final das contas, é uma escolha ética:
Diante de um mundo injusto, você vai simplesmente aceitar?
Ou vai combater, mesmo que um pouquinho, todos os dias?
Que essa badalada te lembre:
feminismo não é o oposto de nada. É o caminho para todos respirarem melhor.

PRÓXIMOS PASSOS
A série Pílulas Antimachismo continua toda segunda, às 11h.
Estamos construindo uma conversa que toca homens, mulheres e todas as pessoas que desejam compreender essas estruturas para transformá-las.
Em fevereiro

Olhe para esta imagem. Uma mulher no centro. Homens ao redor. O que você sentiu quando viu essa imagem? Se te incomodou,...
25/01/2026

Olhe para esta imagem. Uma mulher no centro. Homens ao redor. O que você sentiu quando viu essa imagem? Se te incomodou, ótimo. Se chegou pra você como um convite, ótimo também. A reação que veio antes do pensamento já diz muito sobre você.

Ela revela:
• como você se relaciona com mulheres
• como lida com poder e vulnerabilidade
• como se move (ou se retrai) diante da mudança
• quais padrões repete sem perceber

E então chegamos à pergunta que guia este trabalho: o que signif**a ser um homem “melhor” hoje — sem deixar de ser você?

🍎 A maçã, como nosso símbolo guia, aponta uma direção. A maçã aqui não fala de pecado, mas de integração: quando homens e mulheres trocam saber, em vez de disputar poder. Um convite para sentir sem culpa, para existir sem vergonha. A maçã, pra nós, simboliza amor e libertação para todos.

PODE SER PRA VOCÊ, SE VOCÊ…

• perde a paciência porque não sabe comunicar o que sente
• quer relações melhores, mas não sabe onde ajustar
• já percebeu que frieza ou agressividade não resolvem
• busca clareza, maturidade e ferramentas reais

📍 Online via Zoom
🗓️ 1 encontro mensal
⏰ Domingo • 9h30–11h
📅 Primeira data: 22/02 ou 01/03
💰 R$30 por encontro
👥 7 a 30 homens

Se fizer sentido, preencha o FORMULÁRIO DE INTENÇÃO no link da Bio. E compartilhe com um homem que está tentando — mas ainda não encontrou uma referência que fale com ele de verdade.

Te encontro na travessia.🍎 E, qualquer dúvida sobre esses encontros, me chama!

Há algo em você que foi jogado no fundo do mar.Ossos que ainda respiram. Uma parte que sabe que amar exige coragem — não...
21/01/2026

Há algo em você que foi jogado no fundo do mar.
Ossos que ainda respiram. Uma parte que sabe que amar exige coragem — não a coragem de quem ataca, mas a de quem desce.

Este ciclo é um chamado para mulheres que sentem essa profundidade. Para quem sabe que fugir do amor já não é possível. Para quem está pronta para encarar a Morte na casa do amor e renascer disso.

Inspirado no conto “Mulher‑Esqueleto”, da obra “Mulheres Que Correm Com Os Lobos” de Clarissa Pinkola Estés, exploraremos juntas esse território interno com intuição, afeto, verdade e o verdadeiro desejo de amar e ser amada.

📅 11 de fevereiro
🔄 4 encontros · Quartas · 19h30–21h
🌐 Zoom
💰 R$80 · material incluso
👯‍♀️ 30 vagas

Se esse chamado toca algo que você já conhece — aquela parte que foi deixada no fundo do mar — talvez seja hora de trazer ela de volta à vida.

Você aceita? Então me envia mensagem DM pra se inscrever.🐺

Nossa Tribo das Lobas vai adorar te receber!😍

Acharam que não teria o conteúdo de terça sobre Psicanálise no dia-a-dia? Temos, mas hoje preciso compartilhar minhas pe...
14/01/2026

Acharam que não teria o conteúdo de terça sobre Psicanálise no dia-a-dia? Temos, mas hoje preciso compartilhar minhas percepções com uma experiência pessoal.

Postei essa foto de corpo inteiro em um outro perfil — raridade! — e magicamente:
🔥 +386% curtidas
🔥 +20x comentários
🔥 Algoritmo sorrindo como um bebê no espelho de Lacan

(Enquanto minhas lives profundas sobre recalque libidinal… bem, vocês sabem).

A psicanálise explica:
Freud diria que o olhar busca o corpo antes da mente — e as redes são nossa neurose coletiva projetada.
Lacan riria: “O signif**ante ‘corpo’ sempre sobrepõe o sujeito do desejo, querida”.

E eu? Fico aqui pensando:
• Passei 6h escrevendo sobre a libido → 37 interações
• Postei meu umbigo num stories → 82 DM’s

MORAL DA HISTÓRIA HIPERMODERNA:
Podemos decorar Kant, dominar Winnicott, citar Butler…
Mas o algoritmo é um id pulsante que grita:
“ME MOSTRE OS QUADRIS!”

Não julgo quem joga o jogo.
Mas rio da sociedade que:
🗣️ Exige “conteúdo de valor”
👁️ Engaja com a capa do livro (não com as páginas)

PSICANÁLISE DO ENGAGEMENT:
Talvez seja um lembrete cáustico:
Estamos todos famintos por corpos porque vivemos dissociados dos nossos.

E aí?
👉🏻 Eu continuo postando textos densos nas terças
👉🏻 E vocês continuam salvando as fotos de sábado

(Afinal, até Freud tinha seus complexos).

🐺 | COMENTE:
“Eu sou time corpo” ou “time ideias”?
(Prometo não rir… muito)

Não existe vão.
13/01/2026

Não existe vão.

A pulsão de vida aquece aquilo que a pulsão de morte tenta esfriar. É no equilíbrio entre viver e morrer que eu busco o ...
11/01/2026

A pulsão de vida aquece aquilo que a pulsão de morte tenta esfriar. É no equilíbrio entre viver e morrer que eu busco o que me aquece. Quando a vida f**a morna eu crio a faísca.

10/01/2026

Por quê será que a gente ama?
O bolo cresce porque tem fermento.
Qual é o fermento do amor?
Ou é o amor o fermento da vida?

Por quê será que juntaram amor com beijo na boca?
Por quê será que juntaram amor com casamento?
Por quê será que juntaram amor com orgasmo?
Por quê será que juntaram amor com filhos?
Por quê será que juntaram amor com casa?
Por quê será que juntaram amor com paixão?
Por quê será que juntaram amor com separação?

Às vezes eu digo que amo.
Às vezes eu digo que amei.
Mas muitas vezes eu não sei.

Será que a gente ama mesmo?
Será que o amor é algo que a gente faz?
Será que o amor é algo que a gente constrói?
Será que o amor é uma entidade que ama através de nós?

Será que o amor acaba quando alguém vai embora?
Será que o amor acaba quando alguém morre?
Será que o amor acaba quando uma relação se encerra?

Se o amor é uma entidade, então não acaba.
Acho que a gente não tolera essa verdade.
Acho que a gente não tolera saber que o amor mora na eternidade.
Ele não mora nas nossas relações.
Ele só é passageiro que às vezes gosta daquela viagem e f**a mais tempo.

Que tal a gente parar de querer parar o amor?
Que tal a gente parar de querer colonizar o amor?
Que tal a gente só ceder um assento pra amar?

Não, o amor tem que ser nosso.
Não, o amor não tem o direito de ir embora.
Não, o amor não pode amar.

Talvez a gente só ame quando deixa o amor viajar
Sem que a gente o proíba de escolher onde f**ar.
Sem que a gente o impeça de escolher quando desembarcar.
Sem que a gente tente o controlar pra que seja como desejamos
Sem que a gente se negue a conduzir esse passageiro pra onde ele precisa estar.
Com a gente ou em qualquer lugar.

O amor com passagem livre sempre embarca de volta.
Deixa o amor viajar.

08/01/2026

A gente fala tanto de amor romântico que, sem perceber, transforma um vaso em destino.
E quando colocamos nossas vidas num vaso — estreito, rígido, idealizado — começamos a murchar.
Chamamos isso de casamento, mas muitas vezes é só contenção:
do desejo, do corpo, da alma que tenta crescer para além do espaço que recebeu.

O problema não é amar.
O problema é acreditar que o amor só existe se couber num único formato — o do casal fechado, isolado, centrado, que perde tudo ao redor.
Quando esse núcleo treme, vem o desespero: “se eu perder essa pessoa, eu não tenho nada”.
Mas isso não é falta de amor.
Isso é falta de jardim.

O amor romântico como centro da vida é uma construção sociocultural.
E, como toda construção, pode ser questionada.
Pode ser revista.
Pode ser expandida.

Eu mesma só entendi isso quando percebi que eu estava vivendo como uma bonsai: podada, contida, raramente tocando a própria terra.
Até que um dia plantei todas elas no chão — e percebi que era isso que meu corpo queria fazer comigo:
crescer.
Respirar.
Ser árvore, não miniatura.

Nem todo mundo está num vaso por escolha.
Muita gente está porque herdou um modelo.
Porque aprendeu que amor é controle, que casamento é função, que desejar é proibido.
Mas o corpo sabe.
E quando a alma grita, não é frescura — é vida pedindo horizonte.

Sim, é possível expandir dentro de um relacionamento.
Sim, é possível reinventar arranjos amorosos, renunciar aos eixos de posse, questionar papéis, desfazer roteiros sociais.
Mas nada disso acontece só “pensando”.
Pensar sozinho só nos coloca para girar no labirinto dos padrões que já existem.
A expansão exige análise, exige escuta, exige coragem de tocar o que está no inconsciente.

Se esse tema te atravessa, segue por aqui.
Toda quinta eu compartilho trechos comentados da obra “Relacionamentos”, da The School of Life, para te ajudar a reconstruir a forma como você ama.

E se você está vivendo confusões, restrições ou dores no seu relacionamento, posso te acompanhar de perto — no atendimento individual ou no meu trabalho com casais, no qual atuo há mais de dez anos.
Me chama por mensagem para conversarmos.

Você está num jardim — ou num vaso?

06/01/2026

Libido não é s**o.
Libido é vida.

É a energia que sustenta o desejo, o movimento, a criação.
É o que faz a vida circular no corpo.

Vivemos numa cultura que nega o corpo —
e depois adoece nele.

O corpo sente o que a alma não consegue dizer.
Mostra onde houve silêncio, repressão, violência contra si.

Na psicanálise, sexualidade não é genitalidade.
É a forma como você existe no mundo.

Depressão é queda de vitalidade.
É libido sem caminho.
Energia presa.

E a pergunta permanece:
a sua libido está viva
ou ficou congelada no medo, no trauma, no passado?

Porque não existe liberdade da alma
sem liberdade do corpo. 🦋

Nos próximos episódios, vou aprofundar como essa energia se manifesta em diferentes áreas da vida e como liberá-la.

Se você é homem e quer explorar essas questões de forma profunda e segura, te convido para o grupo terapêutico "Ponte Entre Mundos" que começa em fevereiro — um espaço de transformação de masculinidades.

Quer saber mais sobre os workshops online e presenciais? Manda uma mensagem. Estou aqui. 💚

05/01/2026

EPISÓDIO 4 - O que é o patriarcado?
Patriarcado não é uma opinião.
É uma estrutura histórica, legislativa, cultural.

A palavra patriarca signif**a literalmente "chefe da família" — e durante séculos, esse chefe foi sempre um homem.
Isso moldou sociedades inteiras.

No Brasil, nosso Código Civil falava em "pátrio poder" — o poder de decisão pertencia ao pai.
A mãe só decidia na ausência dele.
Foi só em 2002 que mudamos para "poder familiar", reconhecendo que mãe e pai têm autoridade equivalente.

Dois mil e dois.
Isso é ontem.

Quando entendemos que o patriarcado não é opinião — é fato histórico — começamos a compreender por que o machismo permeia tudo: relações, leis, corpos, desejos, silenciamentos.

E é aqui que entra a sabedoria da Mafalda.
Quando um homem bate na porta e pergunta "o chefe da família está?", ela responde:
"Nessa família não há chefes, somos uma cooperativa."

Essa é a resposta.
Não é guerra.
É reorganização.
É reconhecer que poder compartilhado, responsabilidade distribuída e respeito mútuo criam relações mais vivas.

A pergunta que f**a para hoje é:
Onde você ainda vê a lógica do "chefe" atuando — em você, na sua família, no seu trabalho?
No próximo episódio, vamos falar sobre algo essencial:
o machismo não é um problema apenas para as mulheres.
Ele adoece homens, limita vínculos, corta afetos e empobrece todas as relações.
Vamos abrir esse tema com coragem — e com cuidado — para entender como essa estrutura atravessa todos nós.
Se essa conversa te atravessa, segue acompanhando a série Pílulas Antimachismo — toda segunda, às 11h.

Em fevereiro começa meu grupo online para homens, Ponte Entre Mundos, um espaço seguro para quem deseja compreender seus vínculos, seus afetos e seus papéis com mais consciência.
Se quiser saber mais, me chama por mensagem.

Endereço

Jundiaí, SP
13212-246

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
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