26/01/2026
Há notícias que doem mais do que outras.
Não apenas pela violência em si, mas pelo que elas revelam sobre o quanto nos afastamos daquilo que nos torna humanos.
Um animal brutalmente assassinado não é apenas uma vida interrompida.
É o retrato de uma desconexão profunda — da empatia, do cuidado, do respeito pelo outro ser vivo.
Os animais nos oferecem algo que o ser humano, muitas vezes, desaprendeu a dar:
presença sem interesse, amor sem exigência , lealdade sem condição.
Eles acolhem. Eles sentem. Eles curam.
Não é por acaso que hoje falamos tanto sobre os benefícios dos animais na saúde física e mental:
eles reduzem ansiedade, aliviam dores emocionais, ajudam em tratamentos de depressão, traumas, solidão.
Mas, acima de tudo, ensinam — em silêncio — o que é vínculo verdadeiro.
Quando alguém é capaz de ferir um animal, não é força.
É ausência.
Ausência de sensibilidade, de consciência, de conexão com a vida.
Ainda assim, escolho manter esperança.
Esperança de que possamos, como humanidade, reaprender a sentir.
A respeitar os animais, a natureza, o planeta — porque somos parte do mesmo ecossistema.
Tudo se integra. Tudo se conecta. Tudo sente.
É triste saber que existem pessoas que nunca experimentarão esse amor genuíno ao lado de um animal.
Não sabem o quanto estão deixando de aprender sobre cuidado, limite, entrega e compaixão.
Que histórias como essa não nos endureçam —
mas nos tornem mais conscientes, mais atentos e mais responsáveis pelo mundo que estamos construindo.
Cuidar dos animais é cuidar da própria humanidade.