06/10/2025
Por volta do sétimo mês da gestação da Maria Clara, minha filha mais nova, eu precisei parar de dar aula de yoga.
Nos últimos meses da gestação até o nascimento dela, passei a sentir fortes dores no quadril.
Depois do nascimento da pequena, a dor desapareceu, mas a rotina já era outra.
As mudanças, as transformações, um mundo novo.
E ontem, 5 de outubro de 2025, depois de praticamente um ano e meio, eu voltei.
Primeira vez que conduzi uma prática de yoga completa após o parto.
Talvez, do ponto de vista teórico e prático, não tenha sido a aula mais perfeita do mundo.
Eu sou outra, meu corpo é outro.
Mas, do ponto de vista da entrega, da alma, eu tenho certeza de que foi o melhor que eu poderia ser.
Agradeço a cada um que esteve lá e me proporcionou viver esse momento.
Relembrar minha essência.
Relembrar o que eu amo.
Relembrar, talvez, um propósito maior:
fazer com que as pessoas se conectem com seu corpo, sua respiração, seus pensamentos e seus sentimentos.
E principalmente, me relembrar e poder compartilhar que yoga é modo de vida.
O verdadeiro yoga acontece na rotina, em cada pensamento, em cada passo, em cada momento de presença.
Pude relembrar também que, por trás de cada pessoa, de cada “persona”, existe um universo de histórias, memórias e vivências.
E, com isso, concluo que, ao menos para mim, a única busca verdadeira na vida, de forma consciente ou inconsciente, seja o AMOR.
Que a gente possa ser fonte de amor, empatia e compaixão.
Que a gente possa viver o yoga, o verdadeiro yoga, dentro e fora do tapete, o tempo todo.