08/01/2026
É previsível que esse vídeo gere comentários sobre educação, limites parentais ou comportamento infantil.
Mas esse não é o meu ponto de enfoque aqui.
O vídeo é apenas um recurso simbólico para chamar atenção a um mecanismo psicológico muito específico, descrito na Terapia do Esquema: a criança rebelde.
Quando, na infância, as necessidades emocionais de limites realistas e autocontrole não são suficientemente atendidas, a criança não aprende a se regular com segurança. Ela aprende a se defender.
A rebeldia, nesse contexto, não é oposição gratuita. É uma tentativa de proteger uma criança vulnerável que não se sentiu segura o bastante.
Na vida adulta, essa parte, muitas vezes , não aparece em discussões externas. Ela se manifesta de forma mais silenciosa e interna: procrastinação, autoabandono, dificuldade de sustentar rotinas de autocuidado, resistência a limites que o próprio adulto tenta impor.
O problema não é a existência da criança rebelde. O problema é quando o adulto saudável, que também nos habita, não consegue exercer a função que faltou lá atrás: educar com firmeza e cuidado ao mesmo tempo.
Limite saudável não é punição. É estrutura emocional.
Se esse olhar te fez pensar em você, salva.
E compartilha com alguém que vive em conflito consigo mesma (achando que é falta de força, quando na verdade é falta de limite bem construído).
Qual a sua opinião sobre esse assunto? Seu modo interno de enfrentamento da vida está funcional ou rebelde?