02/11/2021
A Síndrome da Pedrada é uma dor súbita e forte na perna (panturrilha), proveniente de uma lesão muscular, em sua grande maioria por ruptura, acompanhada de edema (inchaço) e equimose (mancha roxa). Relacionada quando de esforços, corridas, subir ou descer degraus, atividades físicas sem adequada orientação ou aquecimento. É mais comum do que se imagina em corredores recreacionais e profissionais.
É bem confundida com a Trombose Venosa Profunda aguda de membro inferior- TVPa, a Síndrome da Pedrada avaliada pelo Cirurgião Vascular ou Angiologista, muitas vezes com a necessidade de utilização do ecocolordoppler venoso – ultrasom vascular. Descartado a TVPa saber da extensão do comprometimento muscular e grupo musculares afetados, tipo de lesão para o adequado tratamento junto com a plena recuperação muscular para volta as atividades.
Além da melhora da lesão e sintomas, o tratamento fisioterapêutico tem como objetivo o retorno à corrida sem riscos de recidivas (nova lesão).
Numa fase inicial de lesão, o objetivo é minimizar a lesão tecidual com a utilização de ultra-som e gelo numa posição alongada do músculo da panturrilha, ou seja, com o tornozelo dobrado (dedos em direção à "canela").
Numa fase intermediária, é indicada a utilização de ultra-som e laser para estimular a síntese de colágeno e cicatrização. Um alongamento suave dos músculos da panturrilha contribuirá para o realinhamento das fibras de colágeno e deve ser seguido pela aplicação de gelo numa posição alongada do tendão.
Já a fase final do tratamento visa melhorar a cicatrização da lesão e fortalecer os músculos. Deve-se aplicar o gelo no final dos exercícios com objetivo de diminuir a dor e prevenir possíveis reações inflamatórias.
A aplicação de técnicas de massagem também auxiliará na melhora das aderências e contribuirá para a reorganização das fibras do tendão, além de ajudar no deslizamento da camada que o recobre.
Saiba mais: http://ortopedia.facafisioterapia.net/2021/10/fisioterapia-na-sindrome-da-pedrada-em.html