26/02/2026
Eu não te conheço.
Mas eu te vejo.
Eu vejo em você a força que nasce quando a vida é colocada à prova.
Não foi apenas o corpo que resistiu — foi a alma que permaneceu.
Ali, abraçada àquele poste, você não estava parada.
Você estava sustentando a própria existência.
Talvez orando.
Talvez pedindo força.
Talvez entregando.
Talvez nem fosse só por você.
Talvez fosse pelos que ficaram em casa, pelos que você ama,
mesmo sem saber se ainda estariam lá quando tudo passasse.
Você ficou na incerteza.
Mas não soltou.
E isso também é fé.
Você nos ensinou que a vontade de viver atravessa o medo, o cansaço,
os limites físicos, emocionais, mentais e espirituais.
Nos mostrou que a verdadeira força não é ausência de dor,
é presença mesmo dentro dela.
E eu me pergunto…
Quantas vezes nós desistimos por tão pouco?
Quantas vezes deixamos pequenas tempestades nos afundarem,
quando o que enfrentamos nem chega perto do que você enfrentou?
Hoje, você nos lembra do essencial:
da humildade diante da vida,
da força que existe no coletivo,
da coragem silenciosa que muitas mulheres carregam
em nome do amor, da família, do sistema ao qual pertencem.
Eu não te conheço, MULHER.
Mas eu te vejo.
E honro a sua força.
Minhas orações e minha melhor energia vão para você,
para sua família
e para toda a população de Minas Gerais.
Vocês pertencem.
Vocês são sustentados.
Vocês têm força. 🤍
espiritualidade