Dr. Gleison Guimarães Super Sono

Dr. Gleison Guimarães Super Sono 💤 Te ajudo a ter sono
reparador p/ uma vida plena
🔐+50k vidas transformadas
🩺 Médico, prof. univer

Existe uma diferença importante entre atender um paciente e realmente conduzir transformação. A primeira pode durar minu...
22/04/2026

Existe uma diferença importante entre atender um paciente e realmente conduzir transformação. A primeira pode durar minutos. A segunda, muitas vezes, exige tempo, escuta, estratégia e coragem para dizer verdades difíceis.

Na medicina do sono, isso aparece todos os dias. Pessoas chegam exaustas, ansiosas, frustradas, esperando uma solução imediata para anos de hábitos desorganizados, noites ruins e sinais ignorados pelo próprio corpo. Nem sempre o problema começou ontem. E quase nunca termina apenas com uma receita.

Muitos sabem que precisam dormir melhor, reduzir telas, tratar a apneia, rever peso, respeitar horários, desacelerar à noite. Informação, em geral, não falta. O que falta é direção clara, constância e alguém capaz de mostrar que saúde depende de repetição, não de impulso.

O paciente, às vezes, quer uma resposta rápida. Mas o corpo costuma cobrar processos. E processos raramente cabem na pressa moderna.

Por isso, um bom médico nem sempre entrega aquilo que agrada no primeiro momento. Frequentemente entrega o que confronta, organiza e reposiciona a vida.

Dizer que o remédio sozinho não resolverá. Explicar que o cansaço pode nascer da rotina. Mostrar que o exame normal não anula sofrimento. Revelar que dormir mal por anos tem preço metabólico, hormonal e emocional.

Cuidar de alguém é também sustentar conversas que muitos evitam. Porque existem diagnósticos que começam no exame. Mas existem curas que começam na mudança.

No fim, prescrever é parte do trabalho. Transformar comportamento é o que separa conduta comum de medicina de verdade.

💤Uma felicidade enorme poder falar do sono, que me debruço para estudar há mais de 20 anos e Medicina do Estilo de Vida,...
19/04/2026

💤
Uma felicidade enorme poder falar do sono, que me debruço para estudar há mais de 20 anos e Medicina do Estilo de Vida, que mudou minha prática clínica!

Agradeço demais a Comissão Científica do XXIII CONGRESSO PAULISTA DE MEDICINA DO SONO, um encontro fundamental para o ensino, pesquisa e assistência.
Agradeço em especial aos meus amigos e
George Pinheiro, e a todos os membros da comissão: Alexandre Pinto de Azevedo, Andrea Cecilia Toscanini, Mauricio Bagnato e Tatiana de Aguiar Vidigal.
O Paulista de Sono já é um sucesso!

A maioria das pessoas associa jet lag a viagens. Mas existe uma versão silenciosa e diária disso acontecendo na sua roti...
17/04/2026

A maioria das pessoas associa jet lag a viagens. Mas existe uma versão silenciosa e diária disso acontecendo na sua rotina. Dormir e acordar em horários diferentes entre semana e fim de semana cria um desalinhamento entre o relógio biológico e o comportamento social. E isso não é apenas cansaço. É fisiologia sendo desorganizada.

Mais importante do que muitos imaginam, a regularidade do sono costuma ser um dos fatores mais fortes de qualidade do descanso. Além do tempo total dormido, da profundidade e da continuidade, o cérebro valoriza previsibilidade. Horários consistentes ajudam o organismo a sincronizar hormônios, temperatura corporal, vigília e recuperação noturna.

Esse desalinhamento altera a secreção de insulina, cortisol e melatonina. O resultado pode ser piora progressiva da sensibilidade à insulina, maior tendência ao ganho de peso e dificuldade de controle glicêmico, mesmo sem mudança alimentar. O corpo não entende segunda-feira depois de um fim de semana desregulado.

Estudos mostram que o chamado “jet lag social” está associado a maior risco de obesidade, síndrome metabólica e diabetes tipo 2. Não é apenas o excesso de comida isoladamente. Muitas vezes, também é o horário em que você vive fora do seu próprio ritmo biológico.

Na prática clínica, isso ajuda a explicar pacientes que fazem tudo certo durante a semana e ainda assim não evoluem como esperado. O problema pode não estar apenas no que ele faz, mas em quando faz. Seu relógio biológico não negocia. Ele responde.
Referência: Depner CM et al. Circadian misalignment and metabolic dysfunction. Current Biology. 2024.

Muitos pacientes chegam ao consultório descrevendo sintomas que parecem isolados: cansaço constante, dificuldade de conc...
15/04/2026

Muitos pacientes chegam ao consultório descrevendo sintomas que parecem isolados: cansaço constante, dificuldade de concentração, alterações de humor ou até falhas no controle metabólico. O que poucos percebem é que, muitas vezes, esses sinais são apenas a parte visível de um processo que acontece fora da consciência, durante o sono.

Enquanto o paciente dorme, o organismo continua ativo, regulando funções essenciais como respiração, equilíbrio hormonal, atividade neurológica e metabolismo. Alterações nesse período, como fragmentação do sono ou eventos respiratórios, podem desencadear uma cascata de efeitos que se manifestam ao longo do dia, sem que a causa seja imediatamente reconhecida.

Na prática, isso significa que tratar apenas o sintoma pode ser insuficiente. É comum vermos pacientes em acompanhamento por anos, com múltiplas abordagens, sem resolução completa, simplesmente porque o sono nunca foi investigado de forma adequada. E é justamente nesse intervalo silencioso que muitas respostas clínicas se escondem.

A medicina do sono amplia esse olhar. Não se trata apenas de perguntar “como você dorme”, mas de entender profundamente o que está acontecendo enquanto você não está consciente. Porque, em muitos casos, é nesse período invisível que começa aquilo que você sente todos os dias.

A medicina estuda cada vez mais algo que muitas tradições antigas já sugeriam: o cérebro precisa de pausas.Estados const...
13/03/2026

A medicina estuda cada vez mais algo que muitas tradições antigas já sugeriam: o cérebro precisa de pausas.

Estados constantes de estímulo, excesso de informação e hiperatividade mental mantêm o organismo em ativação prolongada do sistema nervoso simpático. Isso significa mais cortisol, mais alerta e menor capacidade de recuperação fisiológica.

Práticas de atenção plena, leitura silenciosa e momentos de foco sem interrupções ajudam a ativar circuitos cerebrais ligados à regulação emocional, memória e redução do estresse. Estudos de neurociência mostram que essas práticas podem reduzir marcadores inflamatórios, melhorar qualidade do sono e aumentar a resiliência cognitiva.

Outro ponto importante é o impacto dessas pausas na chamada rede neural de modo padrão, um sistema cerebral envolvido na reflexão, consolidação de memória e organização de pensamentos. Quando vivemos em estímulo contínuo, essa rede tem menos oportunidade de funcionar adequadamente, o que contribui para fadiga mental, dificuldade de concentração e sensação constante de sobrecarga.

Momentos simples como leitura, silêncio ou respiração consciente criam espaço para esse processo neurobiológico acontecer. Não se trata apenas de relaxamento, mas de permitir que o cérebro reorganize informações, regule emoções e mantenha sua capacidade de tomada de decisão.

Às vezes, desacelerar não é perder tempo.
É exatamente o que permite ao cérebro continuar funcionando bem por muitos anos.

Referências
Tang YY et al. The neuroscience of mindfulness meditation. Nature Reviews Neuroscience. 2015.
Creswell JD. Mindfulness interventions. Annual Review of Psychology. 2017.
Black DS, Slavich GM. Mindfulness meditation and the immune system. Annals of the New York Academy of Sciences. 2016.
Raichle ME. The brain’s default mode network. Annual Review of Neuroscience. 2015.

A rotina moderna mantém muitas pessoas em ativação constante do sistema nervoso simpático, o chamado estado de alerta fi...
12/03/2026

A rotina moderna mantém muitas pessoas em ativação constante do sistema nervoso simpático, o chamado estado de alerta fisiológico. Quando essa ativação se prolonga por dias ou meses, ocorre aumento crônico de cortisol e catecolaminas, fenômeno associado a pior qualidade do sono, alterações metabólicas e maior risco cardiovascular.

Do ponto de vista fisiológico, o organismo precisa alternar períodos de ativação com momentos de predominância do sistema nervoso parassimpático, responsável por processos de reparação, digestão, consolidação da memória e recuperação do organismo durante o sono. Quando esse equilíbrio é rompido, surgem quadros de insônia, fadiga persistente, maior inflamação sistêmica e alterações hormonais.

Estudos em medicina do sono demonstram que a privação ou fragmentação do sono está associada ao aumento de marcadores inflamatórios, resistência à insulina e maior risco de doenças crônicas ao longo do tempo. Esse cenário reforça que desacelerar não é apenas uma escolha de estilo de vida, mas uma estratégia fisiológica de proteção à saúde.

Criar rituais de desaceleração ao final do dia, reduzir estímulos luminosos e digitais e respeitar os ciclos naturais de sono e vigília são intervenções simples, mas que ajudam a restaurar o equilíbrio neuroendócrino e melhorar a qualidade de vida de forma consistente.

Referências científicas

Irwin MR. Sleep and inflammation. Annals of the New York Academy of Sciences. 2015.

McEwen BS. Protective and damaging effects of stress mediators. New England Journal of Medicine. 1998.

Besedovsky L, Lange T, Born J. Sleep and immune function. Physiological Reviews. 2019.

Receber um relato assim sempre reforça algo que a medicina do sono nos ensina todos os dias: dormir bem muda tudo.Muitas...
11/03/2026

Receber um relato assim sempre reforça algo que a medicina do sono nos ensina todos os dias: dormir bem muda tudo.

Muitas pessoas passam noites seguidas sem dormir por sintomas respiratórios aparentemente simples, como tosse noturna ao deitar. Esse tipo de queixa pode estar associado a diversas condições clínicas, incluindo refluxo gastroesofágico, doenças das vias aéreas superiores, asma ou inflamações respiratórias que pioram durante a noite.

Quando investigamos a causa correta e conduzimos o tratamento adequado, o impacto costuma ser imediato. O sono volta a acontecer e, com ele, melhora a disposição, o humor, a imunidade e a qualidade de vida.

A medicina não acontece apenas dentro do consultório. Ela começa na recepção, continua no atendimento da equipe e se estende no cuidado após a consulta. Porque tratar bem é também cuidar do paciente em cada etapa do processo.

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🎯Mais uma oportunidade para falar sobre sono para mais de cento e vinte profissionais de saúde do grupo Despertos para o...
11/03/2026

🎯
Mais uma oportunidade para falar sobre sono para mais de cento e vinte profissionais de saúde do grupo Despertos para o sono da

Uma alegria imensa fazer parte desse bonito movimento que você coordena!

Muito obrigado pelo convite!
Sempre a disposição!

Algumas salas de discussão, aceleram negócios.Outras aceleram consciência para desenvolvimento de melhores negócios. Hoj...
07/03/2026

Algumas salas de discussão, aceleram negócios.
Outras aceleram consciência para desenvolvimento de melhores negócios.
Hoje falamos de algo que quase ninguém protege no mundo dos negócios:

O SONO!

Algumas conversas mudam a forma como você trabalha.
Outras mudam a forma como você vive.
Essa fez as duas com um grupo de empresários de São Paulo.
Que nossa conversa seja apenas a tomada de consciência para um novo ESTILO DE VIDA.
Parabéns meu amigo - o grupo é incrível!

Estou a disposição de vocês!

🙏🏻

A medicalização da insônia tornou-se um atalho perigoso. Em vez de investigar causas fisiológicas, comportamentais e res...
06/03/2026

A medicalização da insônia tornou-se um atalho perigoso. Em vez de investigar causas fisiológicas, comportamentais e respiratórias, muitos pacientes recebem prescrição de hipnóticos já na primeira consulta. O resultado não é resolução do problema, mas cronificação. Estudos mostram que benzodiazepínicos e Z-drugs podem reduzir latência do sono no curto prazo, porém não tratam a fisiopatologia subjacente da insônia crônica. A longo prazo, aumentam risco de tolerância, dependência, quedas e prejuízo cognitivo, especialmente em idosos.

A própria American Academy of Sleep Medicine recomenda terapia cognitivo-comportamental para insônia como primeira linha de tratamento, reservando medicação para casos específicos e por tempo limitado. A CBT-I demonstra eficácia sustentada e superioridade em manutenção de resultados quando comparada a hipnóticos isolados. Em paralelo, dados do estudo publicado no BMJ associam uso crônico de benzodiazepínicos a maior risco de eventos adversos, inclusive aumento de mortalidade em determinados grupos.

Outro ponto crítico é o erro diagnóstico. Muitos pacientes tratados por “insônia” apresentam apneia obstrutiva do sono, síndrome das pernas inquietas, distúrbios do ritmo circadiano ou transtornos psiquiátricos não avaliados adequadamente. Sedar não é tratar. Em casos de apneia, por exemplo, hipnóticos podem piorar colapsabilidade das vias aéreas e mascarar sintomas. A consulta vazia de propósito nasce quando o médico substitui investigação por prescrição automática.

Sono exige raciocínio clínico, não apenas receituário. O tratamento eficaz começa com anamnese detalhada, avaliação de higiene do sono, triagem respiratória e, quando indicado, exame objetivo. A pergunta central não é “qual remédio usar?”, mas “qual é a causa?”. Medicina do sono responsável não cria dependência, cria autonomia.

Ref.: Riemann D et al. European guideline for the diagnosis and treatment of insomnia. J Sleep Res. 2017.
American Academy of Sleep Medicine. Clinical Practice Guideline for Pharmacologic Treatment of Chronic Insomnia. J Clin Sleep Med. 2017.

Durante o sono, o corpo não descansa no sentido passivo da palavra. Ele reorganiza sistemas inteiros. O sistema cardiova...
03/03/2026

Durante o sono, o corpo não descansa no sentido passivo da palavra. Ele reorganiza sistemas inteiros. O sistema cardiovascular reduz sobrecarga, o cérebro consolida memória, o metabolismo ajusta sensibilidade à insulina e o sistema respiratório revela instabilidades que muitas vezes passam despercebidas durante o dia. É nesse silêncio fisiológico que a verdade clínica se manifesta.

A medicina do sono mostra que hipóxia intermitente, fragmentação do sono e microdespertares estão associados a maior risco cardiovascular, resistência insulínica e comprometimento cognitivo. Estudos clássicos demonstram que distúrbios respiratórios do sono elevam o risco de hipertensão, arritmias e eventos cardiovasculares, mesmo quando os exames diurnos parecem aceitáveis.

Além disso, a fragmentação crônica do sono ativa o sistema nervoso simpático, eleva marcadores inflamatórios e altera eixos hormonais, criando um ambiente propício ao adoecimento progressivo. Muitas vezes tratamos as consequências sem identificar que a origem estava na arquitetura do sono.

Observar o paciente dormindo não é sofisticação. É profundidade diagnóstica. A noite revela o que o dia mascara.

Referências
Somers VK et al. Sleep apnea and cardiovascular disease. Journal of the American College of Cardiology. 2008.
Tasali E et al. Sleep loss and insulin resistance. Lancet. 2008.
Mehra R et al. Sleep apnea and systemic inflammation. American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine. 2006.

Muita gente normalizou acordar cansado, depender de café o dia inteiro e perder rendimento como se fosse apenas excesso ...
27/02/2026

Muita gente normalizou acordar cansado, depender de café o dia inteiro e perder rendimento como se fosse apenas excesso de trabalho. O problema é que o cansaço crônico não é sempre psicológico. Em muitos casos, é fisiológico.

A apneia obstrutiva do sono provoca microdespertares repetidos ao longo da noite, fragmentando o sono profundo e reduzindo oxigenação. O paciente dorme horas suficientes, mas não descansa de verdade. Estudos da American Academy of Sleep Medicine mostram associação clara entre apneia não tratada, sonolência diurna, hipertensão e maior risco cardiovascular.

O adulto produtivo costuma minimizar sintomas como ronco intenso, pausas respiratórias percebidas pelo parceiro, cefaleia matinal e dificuldade de concentração. Isso prolonga o diagnóstico e mantém um ciclo silencioso de desgaste físico e cognitivo.

Cansaço constante não deve ser romantizado como sinal de dedicação. Avaliar o sono é uma atitude de responsabilidade com a própria saúde. Nem todo esgotamento precisa de férias. Às vezes precisa de diagnóstico.

Endereço

Macaé, RJ

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