18/10/2025
🧠✨ Esta foi uma semana especial — comemoramos o Dia do Neurologista (15/10), o Dia do Professor (15/10) e hoje, 18/10, o Dia do Médico. E me veio à lembrança, uma história que marcou o meu caminho…
Em 2007, durante a residência em Neurologia, vivi um momento em que quase desisti. Após um plantão intenso no Hospital de Base, em Brasília, um professor me fez várias perguntas que eu não soube responder. Ao final, ele disse:
“Mas você já deveria saber, estamos no fim do ano! Como ainda não sabe disso?!”
Naquele instante, desabei. Respondi com a sinceridade de quem se sentia pequena diante do desafio:“Talvez o senhor tenha razão. Talvez eu tenha escolhido errado… neurologia é difícil demais pra mim.”🥲
Mas, decidi persistir e dar mais tempo à decisão. E, nesse caminho, encontrei outros professores…aqueles que, com empatia, enxergam além do erro momentâneo e que me disseram exatamente o oposto: “Você nasceu para a neurologia. O que importa, você já tem: amor pelo outro e compromisso com o cuidar.” 🤩🥰🥰
Anos depois, a vida surpreende: aquele mesmo professor que me fez duvidar de mim pediu que eu atendesse um familiar seu, porque me considerava referência na área.😮
Hoje sigo estudando sem parar, enfrentando os desafios e me sentindo realizada cada vez que faço a diferença na vida de alguém.😍🥰🙏🏻
E sobre as datas, a reflexão que trago…
Ser médico é cuidar.
Ser neurologista é decifrar o que há de mais complexo no ser humano.
E ser professor, em qualquer forma que a vida permita, é dividir o que aprendemos — com generosidade e propósito.
A medicina me ensinou que curar vai muito além de tratar doenças. É tocar o que há de mais profundo no outro — e também em nós.
Assim como São Lucas, o médico das almas, aprendi que cada paciente é um encontro sagrado entre ciência e compaixão.
E é nesse encontro que a medicina se transforma em vocação. ❤️