26/01/2026
Durante décadas, as lesões medulares foram encaradas como danos irreversíveis. A reabilitação focava apenas na compensação funcional — adaptar o corpo à perda.
Hoje, esse paradigma começa a mudar.
Desenvolvida na UFRJ, a polilaminina é um polímero derivado da laminina que atua como uma verdadeira “cola biológica”, reconstruindo o microambiente neural e estimulando o crescimento de axônios interrompidos por traumas medulares.
🔬 Diferente de abordagens paliativas, a polilaminina: • Favorece a reconexão entre neurônios
• Estimula a mielinização
• Promove regeneração estrutural e funcional
🐕 Estudos em animais, incluindo cães paraplégicos, mostraram recuperação motora signif**ativa.
👤 Em humanos, pacientes com paraplegia e tetraplegia apresentaram recuperação parcial de movimentos e sensibilidade após aplicações autorizadas.
⏱️ A eficácia é maior quando aplicada nas primeiras 72 horas após a lesão, reforçando a importância da integração entre emergência, neurocirurgia e reabilitação.
🇧🇷 Desenvolvida ao longo de mais de 25 anos pela Profª Dra. Tatiana Coelho de Sampaio, com apoio da FAPERJ e parceria com a Cristália, a polilaminina é um marco da ciência nacional, já autorizada pela Anvisa para estudos clínicos de Fase 1.
Mais do que uma promessa terapêutica, a polilaminina simboliza uma mudança de visão:
➡️ o paciente com lesão medular deixa de ser visto como condenado à adaptação permanente e passa a ser reconhecido como alguém com potencial real de recuperação funcional.
📌 Para nós, profissionais da saúde, f**a o dever ético de atualizar práticas, apoiar a ciência baseada em evidências e defender o acesso seguro à inovação.
✍️ Dr. Moisés Farias
Fisioterapeuta e Educador Físico
Pós-graduado em Fisiologia, Treinamento Desportivo, Psicomotricidade e Docência do Ensino Superior