05/01/2026
Os esquemas não nascem prontos — eles se formam no encontro entre temperamento, experiências precoces e padrões que se repetem ao longo da vida.
Cada pessoa já nasce com um temperamento: mais sensível, mais impulsivo, mais evitativo, mais intenso.
Quando esse temperamento se encontra com experiências emocionais frustrantes ou inconsistentes — especialmente na infância — o cérebro aprende uma forma de se proteger.
É aí que os esquemas se consolidam.
Na vida adulta, esses esquemas continuam ativos e tendem a se expressar por três estilos de enfrentamento:
• Resignação: a pessoa se submete e repete o padrão, como se fosse inevitável.
• Evitação: foge de sentimentos, vínculos ou situações que possam ativar a dor.
• Hipercompensação: reage no extremo oposto, tentando provar força, controle ou superioridade.
👉 E é por isso que duas pessoas podem viver a mesma experiência e ter consequências completamente diferentes.
Não é o evento isolado que determina o impacto — mas como o temperamento daquele sujeito interagiu com aquela vivência e quais estratégias ele desenvolveu para sobreviver emocionalmente.
Entender isso não é sobre culpar o passado.
É sobre mapear o padrão para, finalmente, poder transformá-lo.