05/06/2021
Na artroplastia total de quadril (também chamada de prótese total do quadril), o osso e a cartilagem lesionados são retirados e substituídos por componentes protéticos.
A cabeça do fêmur lesionada é retirada e substituída por uma haste metálica, que é colocada no centro oco do fêmur. A haste femoral pode ser fixada no osso por cimentação ou pressão.
Uma esfera de cerâmica ou de metálica é colocada na parte superior da haste. Ela substitui a cabeça do fêmur lesionada que foi retirada.
A superfície cartilaginosa lesionada da cavidade (acetábulo) é retirada e substituída por uma cavidade metálica. A cavidade por ser fixada no local correto usando parafusos ou cimento.
Um espaçador plástico, cerâmico ou metálico é inserido entre a esfera e a cavidade nova para proporcionar uma superfície de contato com o menor atrito possível.
A decisão de fazer uma artroplastia de quadril deve ser tomada pelo paciente em conjunto com a família, o médico da assistência primária e o cirurgião ortopédico. A primeira etapa desse processo de decisão é tipicamente o encaminhamento, pelo médico generalista, a um cirurgião ortopédico para uma avaliação inicial.
ATUAÇÃO DA FÍSIOTERAPIA
A atuação da fisioterapia no pós-operatório deve ser iniciada precocemente após a artroplastia total do quadril, e visa posicionar adequadamente o membro, retirar o paciente do leito com a máxima brevidade possível, restabelecer amplitude de movimentos e força muscular, reduzir co-morbidades motora/respiratória, recuperar o equilíbrio e a marcha, orientar nas precauções, facilitar a retomada de confiança e segurança, reduzir o tempo de internação. Quando essa mobilização precoce não é realizada, passa a facilitar o surgimento de complicações secundárias à imobilidade, como trombose venosa profunda, retenção urinária, íleo paralítico e problemas respiratórios.
Durante os primeiros dois a quatro dias após a cirurgia, o paciente permanece no leito. O membro operado é mantido em leve flexão, abdução e neutro para rotação.
Isso pode ser feito com uma almofada para abdução, splint ou o paciente pode ser colocado com a panturrilha apoiada. Esse posicionamento favorece o retorno venoso e ajuda na diminuição da dor, visto que durante a cirurgia o membro operado, sofre luxação e é colocado em adução.
Para início, devem ser realizados exercícios de respiração profunda e limpeza das vias aéreas (usando técnicas manuais, como a tosse, vibração, tapotagem) e exercícios de expansão pulmonar (respiração com lábios semicerrados, expansão basal posterior) para evitar um agravamento no pós-operatório, sendo que os problemas respiratórios são os que mais prolongam a permanência do indivíduo no hospital.
Seguidos por exercícios isométricos para os extensores de quadril e joelho; flexão do quadril ativo-assistida em 45º e extensão do quadril para posição neutra com a assistência do terapeuta, além de exercícios de bombeamento para o tornozelo e exercícios para articulações e membros não operados. Os exercícios isométricos favorecem um melhor retorno venoso, e poupa o membro do movimento ativo por nesse momento se apresentar com edema, isso limitaria ainda mais o movimento gerando assim a dor. O bombeamento é usado para evitar a trombose venosa profunda e também a permanência no leito por mais tempo.
Se o paciente está em sistema de polia, o exercício durante os primeiros dois a quatro dias pós-operatórios consiste em flexão e extensão ativo-assistido do quadril com a coxa apoiada numa tipóia, o paciente então pode fletir o quadril através de uma amplitude limitada, geralmente somente 45º. Esse movimento é liberado, porque o sistema de polia promove uma tração na articulação do quadril, facilitando assim os movimentos, nesse caso o paciente que entra nesse sistema, obtém alta hospitalar mais rápida quando comparado com indivíduos sem apoio.
Já na flexão e extensão ativa do joelho enquanto esta na tipóia de suspensão pode ser realizada, exercícios de tornozelo para bombeamento bilateral para diminuir a possibilidade de trombo flebite e embolia pulmonar. Além de exercícios ativos, ativo-assistido ou levemente resistido para outras articulações do corpo, particularmente se o paciente tem múltiplas articulações afetadas por artrite.
Quando já é permitido que a paciente saia do leito, geralmente por volta do 3º ou 4º dia pós-operatório, iniciam-se períodos curtos de sentar-se à beira do leito com os quadris em no máximo 45º de flexão e pernas abduzidas, seguidos por um treino de marcha com muletas, em andador ou em barras paralelas, com o paciente apoiando parcialmente o peso no quadril operado.
Nessa fase podem ser realizados alongamento, exercícios de abdução do quadril, numa posição em que se elimine a ação da gravidade, com a assistência do terapeuta. Finalizando com dicas e orientações sobre como cuidar do membro operado para prolongar o tempo de vida útil da prótese
Conclusão
A artroplastia Total do quadril é o nome dado para a reconstrução da articulação do quadril através da colocação de uma prótese total ou parcial, devido à degeneração completa ou parcial dessa articulação.
Essa reconstrução é realizada através de uma operação que será realizada conforme as necessidades do indivíduo.
Realizar um bom tratamento fisioterapêutico no pós-operatório é importante para a recuperação total do paciente, desta forma, podemos então concluir que a Fisioterapia é de grande importância para este tratamento.