Vital Knowledge - Vida Após o Câncer

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Um estudo global da OMS/IARC, publicado na Nature Medicine, estimou a carga de câncer atribuível a fatores de risco modi...
27/02/2026

Um estudo global da OMS/IARC, publicado na Nature Medicine, estimou a carga de câncer atribuível a fatores de risco modificáveis em 2022, reforçando que a prevenção é uma das estratégias mais poderosas da saúde pública. 🩺

🔍 Como o estudo foi feito?

Foram analisados dados do GLOBOCAN sobre 36 tipos de câncer em 185 países. As exposições consideradas refletem cerca de 2012, respeitando o tempo de latência da doença. A carga atribuível foi calculada por frações atribuíveis populacionais ajustadas para múltiplos fatores, com resultados por s**o, região, país e tipo de tumor.

📊 Resultados relevantes

✨ 7,1 milhões de casos (37,8%) ligados a fatores evitáveis
✨ Homens: 45,4% | Mulheres: 29,7%

✨ Principais causas:
– Tabagismo 🚬 (15,1%)
– Infecções como HPV e H. pylori 🦠 (10,2%)
– Consumo de álcool 🍺 (3,2%)

✨ Tumores mais preveníveis: pulmão, estômago e colo do útero
✨ Diferenças regionais refletem desigualdades sociais, ambientais e acesso à prevenção 🌎

💡 Conclusão

Mais de um terço dos casos de câncer no mundo poderia ser prevenido com controle do tabaco e álcool, vacinação, alimentação saudável, atividade física e redução de exposições ambientais prejudiciais.

👉 Prevenir continua sendo o caminho mais eficaz para reduzir a carga global do câncer.

Referência: Fink, H., Langselius, O., Vignat, J. et al. Global and regional cancer burden attributable to modifiable risk factors to inform prevention. Nat Med (2026). https://doi.org/10.1038/s41591-026-04219-7

Muitas pessoas que enfrentam o câncer utilizam produtos naturais, como ervas e suplementos alimentares, com o objetivo d...
26/02/2026

Muitas pessoas que enfrentam o câncer utilizam produtos naturais, como ervas e suplementos alimentares, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida e reduzir sintomas da doença. No entanto, o uso desses produtos junto com tratamentos convencionais pode causar interações que afetam a segurança e a eficácia dos medicamentos. ⚠️

O que foi estudado? 🔍 Esta revisão científica analisou diversos estudos clínicos para entender como os componentes de plantas e nutrientes interagem com medicamentos oncológicos no organismo. O foco foi identificar se esses produtos naturais alteram a forma como o corpo absorve, processa ou elimina os fármacos, além de observar seus efeitos na redução de efeitos colaterais.

Resultados Relevantes 📊 O estudo identificou que itens comuns como Erva-de-São-João, Suco de Toranja, Cúrcuma e Hidraste podem causar desfechos negativos no tratamento. A Erva-de-São-João, por exemplo, pode acelerar a eliminação de medicamentos, reduzindo sua concentração no sangue e sua eficácia no combate ao tumor. Já o Suco de Toranja pode aumentar excessivamente os níveis de certos remédios, potencializando riscos de toxicidade.

Por outro lado, houve resultados positivos: a fórmula tradicional japonesa Hangeshashinto ajudou a diminuir efeitos colaterais como diarreia e inflamações na boca causadas pela quimioterapia. Além disso, o uso de Ginseng mostrou potencial para reduzir o cansaço extremo relatado pelos pacientes. ✅

Conclusão 💡 Apesar de alguns benefícios encontrados, a pesquisa nessa área ainda é limitada e exige cautela. A transparência é essencial, pois muitos pacientes não relatam o uso desses itens aos seus médicos. Para garantir a segurança, sempre consulte sua equipe de saúde antes de iniciar qualquer suplemento durante o tratamento.

Referência: Chan, Wai-Jo Jocelin et al. “Interactions between natural products and cancer treatments: underlying mechanisms and clinical importance.” Cancer chemotherapy and pharmacology vol. 91,2 (2023): 103-119. doi:10.1007/s00280-023-04504-z

O extravasamento de agentes quimioterápicos é um evento adverso pouco comum, mas de alto risco, que ocorre quando o medi...
25/02/2026

O extravasamento de agentes quimioterápicos é um evento adverso pouco comum, mas de alto risco, que ocorre quando o medicamento vaza do vaso sanguíneo para os tecidos ao redor. Isso pode causar dor, inflamação e, em casos graves, morte do tecido (necrose), o que compromete a saúde do paciente e pode atrasar o tratamento contra o câncer.

Como o estudo foi realizado? 📝 Especialistas da Sociedade de Enfermagem Oncológica e da Sociedade Americana de Oncologia Clínica formaram um painel para realizar uma revisão sistemática de estudos publicados nos últimos 10 anos. Eles utilizaram um método rigoroso para avaliar a certeza das evidências e garantir que as recomendações fossem seguras e confiáveis para a prática clínica.

Resultados Relevantes ✨ As novas diretrizes trazem recomendações cruciais para a equipe de saúde:

1️⃣ Uso de Antídotos: É recomendada a aplicação de medicamentos antídotos específicos (como dexrazoxano ou hialuronidase) quando disponíveis para neutralizar o dano químico.

2️⃣ Compressas Térmicas: O uso de compressas (frias ou quentes, dependendo do tipo de droga) é indicado e deve ser mantido por um período superior a 24 horas para melhores resultados.

3️⃣ Acesso Central: No caso de extravasamento em cateteres venosos centrais, é sugerida a avaliação precoce por um cirurgião para evitar complicações maiores.

Conclusão ✅ O reconhecimento imediato dos sintomas e a padronização do atendimento são essenciais para proteger o paciente. A aplicação dessas diretrizes pela enfermagem garante um cuidado seguro, minimiza danos permanentes e evita interrupções na terapia oncológica.

Referência: Thomas T, Clark C, Backler C, et al. ONS/ASCO Guideline on the Management of Antineoplastic Extravasation. Clin J Oncol Nurs. 2025;29(5):384–399. doi:10.1188/25.CJON.384-399

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de complicações em pessoas que sobreviveram ao câncer. Este es...
24/02/2026

As doenças cardiovasculares são uma das principais causas de complicações em pessoas que sobreviveram ao câncer. Este estudo clínico investigou se um programa de reabilitação especializado em hospital é superior ao exercício comum para proteger o coração desses pacientes.

Metodologia 🧪 O estudo acompanhou 75 adultos que completaram tratamentos oncológicos e apresentavam risco cardiovascular elevado. Durante oito semanas, os participantes foram divididos em dois grupos: um realizou reabilitação cardíaca em um centro hospitalar com equipe multidisciplinar e supervisão médica, enquanto o outro seguiu um programa de exercícios em ambiente comunitário. Ambos realizaram treinos aeróbicos e de resistência duas vezes por semana.

Resultados Relevantes 📊 O grupo que treinou no hospital alcançou uma melhora significativamente maior no consumo de oxigênio, o que indica melhor condicionamento físico, comparado ao grupo da comunidade. Além disso, os pacientes da reabilitação hospitalar apresentaram reduções importantes na pressão arterial e no índice de massa corporal. Outros avanços notáveis incluíram o aumento nos níveis de atividade física diária, melhor qualidade de vida e maior conhecimento sobre saúde, além de uma adesão muito superior às sessões de exercício.

Conclusão 🎓 A reabilitação cardio-oncológica multidisciplinar é mais eficaz para controlar fatores de risco e melhorar o condicionamento físico do que o exercício habitual. A estrutura já existente de centros de reabilitação cardíaca pode ser um caminho eficiente para cuidar das necessidades complexas dessa população.

Referência: Viamonte SG, Joaquim AV, Alves AJ, et al. Cardio-Oncology Rehabilitation for Cancer Survivors With High Cardiovascular Risk: A Randomized Clinical Trial. JAMA Cardiol. 2023;8(12):1119–1128. doi:10.1001/jamacardio.2023.3558

A nutrição desempenha um papel fundamental no câncer, uma vez que a dieta e a obesidade contribuem para cerca de metade ...
23/02/2026

A nutrição desempenha um papel fundamental no câncer, uma vez que a dieta e a obesidade contribuem para cerca de metade das causas para o desenvolvimento dos tumores. Entre 30% e 90% dos pacientes enfrentam a desnutrição, que causa perda severa de músculos e aumenta a mortalidade. O grande dilema clínico é como oferecer suporte nutricional para fortalecer o paciente sem acabar alimentando o crescimento da doença 🤔🎗️.

Metodologia 📚 Este estudo consiste em uma revisão científica detalhada que analisou o papel dos aminoácidos no metabolismo das células cancerígenas e saudáveis. A análise seguiu diretrizes rigorosas para pesquisas qualitativas, avaliando evidências de estudos em células isoladas, modelos vivos e contextos clínicos.

Resultados Relevantes 📈 As pesquisas demonstram que as células tumorais são extremamente dependentes de aminoácidos não essenciais para sua proliferação. No entanto, a administração de misturas balanceadas de aminoácidos essenciais revelou benefícios significativos:

✅ Melhora da massa muscular, da força e da qualidade de vida em pacientes com desnutrição grave.

✅ Ao alterar a proporção entre aminoácidos essenciais e não essenciais, é possível criar um "estresse metabólico" que prejudica as células cancerosas.

✅ Enquanto as células tumorais sofrem com a falta de nutrientes específicos para sua montagem proteica, as células saudáveis são fortalecidas pela oferta desses aminoácidos.

Conclusão 🌟 A suplementação com uma formulação completa de aminoácidos essenciais surge como um aliado valioso às terapias padrão contra o câncer. Essa estratégia ajuda a corrigir desequilíbrios proteicos no organismo e cria um ambiente metabólico desfavorável à progressão do tumor, oferecendo mais saúde e vitalidade ao paciente.

Referência: Corsetti, Giovanni et al. “Amino Acids Supplementation in Cancer: What Do We Feed, the Patient or the Tumor?.” Nutrients vol. 17,17 2813. 29 Aug. 2025, doi:10.3390/nu17172813

O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas divulgadas...
13/02/2026

O Brasil deve registrar cerca de 781 mil novos casos de câncer por ano entre 2026 e 2028, segundo estimativas divulgadas nesta quarta-feira (4 de fevereiro) pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). Esse panorama reflete o impacto do envelhecimento populacional e das transformações nos hábitos de vida e exposição a fatores de risco. 📊

A análise foi fundamentada em dados extraídos do Sistema de Informação sobre Mortalidade e dos Registros de Câncer de Base Populacional. Os especialistas utilizaram modelos matemáticos de predição linear e razões entre incidência e mortalidade para projetar o cenário epidemiológico por s**o e localização geográfica para o próximo triênio.

Resultados de Destaque 🩺

Os cânceres de mama feminina e de próstata lideram as estatísticas, sendo responsáveis por cerca de 15% das novas ocorrências cada um. Na sequência, destacam-se os tumores de cólon e reto (10,4%), pulmão (6,8%), estômago (4,4%) e colo do útero (3,7%). O estudo também prevê aproximadamente 7.560 casos anuais na população infantojuvenil. 📈

Os resultados confirmam a elevada carga da doença no país e expõem desigualdades regionais marcantes, com uma transição entre tumores ligados ao envelhecimento e aqueles associados à vulnerabilidade social. O crescimento do câncer de intestino e a retomada dos casos de pulmão reforçam a urgência de fortalecer estratégias de prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce em todo o território nacional. ✅

Referência: Martins, Luís Felipe Leite et al. “Perfil epidemiológico da incidência de câncer no Brasil e regiões: estimativas para o triênio 2026–2028.” Revista Brasileira de Cancerologia 72,2 (2026): e-025587. https://doi.org/10.32635/2176-9745.RBC.2026v72n2.5587

O cuidado com pacientes oncológicos é extremamente delicado devido à alta toxicidade dos tratamentos e à fragilidade dos...
12/02/2026

O cuidado com pacientes oncológicos é extremamente delicado devido à alta toxicidade dos tratamentos e à fragilidade dos indivíduos. A iatrogenia medicamentosa, muitas vezes relacionada a erros evitáveis, representa um custo global bilionário e riscos graves à saúde. Nesse cenário, a farmácia clínica surge como uma barreira de segurança essencial para minimizar danos e otimizar resultados.

🔍 Metodologia: Esta revisão sistemática analisou 41 estudos publicados entre os anos de 2000 e 2021. A pesquisa avaliou o impacto clínico e econômico de diversos serviços, como a reconciliação de medicamentos, a revisão detalhada da farmacoterapia e as consultas farmacêuticas focadas especificamente em pacientes que recebem tratamentos injetáveis contra o câncer.

📈 Resultados de Impacto: A atuação do farmacêutico clínico transforma a jornada do paciente:

✅ Segurança: Foram identificadas interações perigosas entre medicamentos e até com o uso de ervas medicinais, que são utilizadas por até 70% dos pacientes, muitas vezes sem o conhecimento da equipe médica.

✅ Aceitação Médica: As sugestões de melhoria propostas pelos farmacêuticos tiveram uma taxa de aceitação média de 88,4% pelos médicos.

✅ Bem-estar: Estudos demonstraram melhora significativa na qualidade de vida e satisfação, com redução de efeitos colaterais como náuseas, vômitos e ansiedade.

✅ Economia: As intervenções geraram economias de até 249 mil euros por ano, apresentando um retorno financeiro de até 33 euros para cada 1 euro investido no serviço.

🏆 Conclusão: A farmácia clínica reduz eventos adversos, melhora a adesão ao tratamento e otimiza os recursos financeiros das instituições. Integrar esse profissional na equipe multidisciplinar é indispensável para garantir um tratamento oncológico mais seguro, eficiente e humano.

Referência: Lattard, Claire et al. “Clinical and economic impact of clinical oncology pharmacy in cancer patients receiving injectable anticancer treatments: a systematic review.” Journal of cancer research and clinical oncology vol. 149,10 (2023): 7905-7924. doi:10.1007/s00432-023-04630-4

Garantir suporte de qualidade para pacientes com câncer avançado é uma prioridade na medicina moderna. Um estudo clínico...
11/02/2026

Garantir suporte de qualidade para pacientes com câncer avançado é uma prioridade na medicina moderna. Um estudo clínico de grande escala explorou como enfermeiros de oncologia podem liderar esse cuidado, trazendo benefícios diretos quando a assistência é aplicada de forma contínua e completa.

🔬 Metodologia: A pesquisa foi realizada em 17 centros de oncologia comunitária e acompanhou 672 pacientes adultos com tumores metastáticos. Enfermeiros das salas de infusão receberam treinamento especializado e estruturado para realizar três visitas mensais focadas no controle de sintomas físicos, suporte emocional e coordenação do cuidado, integrando essas ações diretamente à rotina de tratamento do paciente.

📊 Resultados: O grande destaque do estudo foi a evidência do "efeito dose": as análises ajustadas pela intensidade do tratamento revelaram que os pacientes que receberam a intervenção completa, participando de todas as três visitas programadas, apresentaram uma redução significativa na carga de sintomas físicos. Além disso, o programa de capacitação foi extremamente bem-sucedido, com os enfermeiros relatando sentirem-se plenamente preparados para oferecer esse suporte especializado após o treinamento. Outro ponto positivo foi o alto envolvimento familiar, com cuidadores participando ativamente em 60% das consultas realizadas.

💡 Conclusão: Os achados sugerem que a continuidade e a intensidade do cuidado são as chaves para o sucesso da assistência paliativa primária. Quando o suporte liderado pela enfermagem é oferecido em sua dose total, ele demonstra um potencial valioso para aliviar o sofrimento e melhorar a experiência do paciente. O estudo aponta que modelos de cuidados mais intensos podem ser o caminho para transformar a oncologia e ampliar o acesso ao bem-estar.



Referência: Schenker Y, Althouse AD, Rosenzweig M, et al. Effect of an Oncology Nurse–Led Primary Palliative Care Intervention on Patients With Advanced Cancer: The CONNECT Cluster Randomized Clinical Trial. JAMA Intern Med. 2021;181(11):1451–1460. doi:10.1001/jamainternmed.2021.5185

O tratamento contra o câncer de mama pode trazer complicações que afetam a vida diária e a qualidade de vida das pacient...
10/02/2026

O tratamento contra o câncer de mama pode trazer complicações que afetam a vida diária e a qualidade de vida das pacientes, sendo os distúrbios de coordenação motora e de equilíbrio alguns dos problemas mais comuns. Essas alterações aumentam significativamente o risco de quedas e lesões. Esta revisão sistemática foi realizada para reunir o conhecimento científico disponível sobre os benefícios do exercício físico para o equilíbrio dessas mulheres. 🌸

Os pesquisadores analisaram sete estudos clínicos, envolvendo um total de 575 mulheres com idades entre 18 e 83 anos. As metodologias de treinamento incluíram uma grande variedade de práticas, como exercícios aeróbicos, treinos de força, Pilates e exercícios de condicionamento físico com elementos de futebol. Na maioria dos casos, as sessões duravam de 30 a 150 minutos e eram realizadas duas ou três vezes por semana, sob a supervisão de fisioterapeutas ou treinadores. ⏱️📝

Resultados Relevantes ✨ A maioria dos estudos relatou que o equilíbrio parado e em movimento melhorou significativamente no grupo que praticou atividades físicas em comparação com quem não treinou. Exercícios de resistência, sensoriais e o método Pilates demonstraram benefícios em períodos de quatro a doze meses. O treinamento de força também se mostrou eficaz para aumentar o equilíbrio dinâmico, embora alguns protocolos tenham exigido períodos mais longos, como vinte e quatro meses, para apresentar resultados expressivos. 📈

Conclusão ✅ Os exercícios físicos são capazes de melhorar o equilíbrio postural de mulheres tratadas de câncer de mama. No entanto, como as metodologias de treino nos estudos atuais variam muito, ainda é necessário realizar mais pesquisas de alta qualidade para validar esses achados e determinar quais protocolos são os mais eficazes. 🛡️

Referência: Bula, Aleksandra et al. “Effect of Physical Activity on Static and Dynamic Postural Balance in Women Treated for Breast Cancer: A Systematic Review.” International journal of environmental research and public health vol. 20,4 3722. 20 Feb. 2023, doi:10.3390/ijerph20043722

10/02/2026
A desnutrição é um desafio comum que afeta pacientes desde o diagnóstico até o fim da jornada contra o câncer, podendo p...
09/02/2026

A desnutrição é um desafio comum que afeta pacientes desde o diagnóstico até o fim da jornada contra o câncer, podendo prejudicar a resposta ao tratamento e a sobrevivência. Manter uma ingestão adequada de proteínas é fundamental para proteger a massa muscular e garantir que o corpo tenha reservas para enfrentar terapias agressivas. 🛡️

O que foi estudado? 🔬

Pesquisadores realizaram um estudo internacional em nove hospitais com pacientes com câncer colorretal e de pulmão que estavam iniciando quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia. O objetivo era verificar se o uso de suplementos nutricionais orais de alta proteína e baixo volume ajudaria esses pacientes a atingirem as metas de proteína recomendadas pelas diretrizes europeias. Metade dos participantes recebeu dois suplementos por dia, além da alimentação normal, enquanto o outro grupo seguiu o cuidado padrão.

Resultados que fazem a diferença! 🚀

• O grupo que usou o suplemento alcançou uma ingestão de proteína muito maior: 1,40 gramas por quilo de peso corporal, contra apenas 1,07 no grupo de cuidado padrão.

• Impressionantes 88% dos pacientes que suplementaram atingiram as metas mínimas recomendadas, enquanto no grupo comum apenas 55% conseguiram chegar lá.

• A adesão ao produto foi alta (cerca de 73%), mostrando que suplementos de pequeno volume são práticos e fáceis de incluir na rotina, mesmo com os sintomas do tratamento.

Conclusão 💡 O estudo demonstrou que a suplementação de alta concentração de proteína e baixo volume, consumida duas vezes ao dia, é uma estratégia eficaz para garantir que a maioria dos pacientes alcance o suporte nutricional necessário para fortalecer o organismo durante o tratamento contra o câncer.



Referência: Dingemans, Anne-Marie et al. “High Protein Oral Nutritional Supplements Enable the Majority of Cancer Patients to Meet Protein Intake Recommendations during Systemic Anti-Cancer Treatment: A Randomised Controlled Parallel-Group Study.” Nutrients vol. 15,24 5030. 7 Dec. 2023, doi:10.3390/nu15245030

O sangue na urina ou nas fezes é, frequentemente, o primeiro sinal de alerta para os cânceres de bexiga e colorretal. No...
06/02/2026

O sangue na urina ou nas fezes é, frequentemente, o primeiro sinal de alerta para os cânceres de bexiga e colorretal. No entanto, pessoas com deficiência de visão de cores (daltonismo) podem ter dificuldade em identificar a cor vermelha, o que pode mascarar esse importante sinal . Essa limitação visual gera o risco de um diagnóstico tardio, permitindo que a doença avance sem ser notada.

Metodologia 📊

Pesquisadores utilizaram uma rede global de registros eletrônicos de saúde para realizar um estudo retrospectivo com milhares de pacientes. O estudo comparou o tempo de vida de pessoas com daltonismo e câncer com grupos de controle que não possuíam a deficiência visual. Para garantir a precisão, os grupos foram equilibrados estatisticamente por idade, s**o, etnia e outras doenças existentes.

Resultados Relevantes 📉

Os dados revelaram que pacientes com câncer de bexiga e deficiência de visão de cores apresentam uma probabilidade de sobrevivência significativamente menor. Especificamente, este grupo teve um risco de mortalidade 52% maior em uma análise de 20 anos. Curiosamente, não foi encontrada uma diferença significativa no câncer colorretal, possivelmente porque essa doença apresenta outros sintomas, como dor ou perda de peso, além de possuir protocolos de rastreio preventivo mais comuns.

Conclusão 💡 A incapacidade de enxergar o sangue na urina pode levar a casos de câncer de bexiga mais invasivos no momento do diagnóstico. Médicos devem aumentar a suspeita diagnóstica em pacientes com alterações na visão de cores que apresentem sinais inespecíficos de doença. O estudo levanta a necessidade de considerar exames de rastreio específicos para essa população com daltonismo.

Referência: Fattah, M., Alsoudi, A.F., Mruthyunjaya, P. et al. Impact of colour vision deficiency on bladder and colorectal cancer survival. Nat. Health 1, 113–119 (2026). https://doi.org/10.1038/s44360-025-00032-7

Endereço

R. Getulio Vargas, 409
Muriaé, MG
36884004

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