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👩🏼 Ruana Queiroz CRP 17/2843

Como seria?O como seria está sempre presente no meu dia a dia.Estou constantemente pensando em como seria dividir a minh...
03/02/2026

Como seria?

O como seria está sempre presente no meu dia a dia.
Estou constantemente pensando em como seria dividir a minha vida atual com Bebela.
Penso em como ela seria com o irmão, no que sentiria,
se eu conseguiria dar atenção suficiente a ela, se conseguiria suprir as necessidades de um bebê.

Quando me percebo nesses pensamentos, entendo que já vivo assim, dividida entre a vida com ela, a ausência dela, a vida com Ítalo e a vida com os dois juntos.

Vivo várias vidas em uma só. A mente não para de criar cenários. E eu não vejo isso como algo ruim.
Às vezes me sinto cansada, mas sinto que essa é uma forma de tê-la comigo, de fazê-la participar da nossa vida. É o vínculo que continua…

O Luto tem seus desafios e viver enlutada tem suas complexidade. Mas de alguma maneira estou seguindo com meus amores dentro e fora de mim!

Te amo, meus filhos. Viver com vocês sempre será o maior privilégio que a vida pode me dar.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

Ser mãe enlutada é aprender a viver com a ausênciasem NUNCA abrir mão do amor.🌻Ruana Queiroz CRP: 17/2843
02/02/2026

Ser mãe enlutada é aprender a viver com a ausência
sem NUNCA abrir mão do amor.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

Fazer aniversário enlutada..É como se o mundo estivesse funcionando em outro ritmo.Enquanto você deseja silêncio e recol...
30/01/2026

Fazer aniversário enlutada..

É como se o mundo estivesse funcionando em outro ritmo.
Enquanto você deseja silêncio e recolhimento,
o mundo ao redor pede festa e lhe entrega felicitações.

Sim, eu sei que ninguém tem culpa.
As pessoas são gentis e só querem o meu bem.
Mas, no dia do meu aniversário, eu só queria viver em silêncio e receber boas doses de amor das pessoas ao meu redor.

Ontem, porém, senti diferente. Meu esposo fez uma surpresa. Chamou apenas nossos familiares e me presenteou com uma noite de risadas.
A tristeza dividiu o palco do show da vida com a alegria.
Pensei que isso não fosse possível no dia do meu aniversário.

Confesso que, pela manhã, desejei silêncio.
Olhei para Ítalo e pensei que ele não merecia viver meu aniversário entre choro, silêncio e tristeza. Mas não sabia o que fazer…

A vida, ontem, me mostrou que apesar do luto, ela encontra maneiras sutis de devolver o riso ao rosto cansado de saudade.

O luto é processo.
Por isso, nenhum dia, nenhuma data, é igual à outra.
Eu sabia disso. Mas ontem, eu vivi.

Que seja um novo ciclo leve,
como for possível.

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

27/01/2026

Foi difícil, foi.
Mas eu consegui entrar e comprar uma caneca, como antes.
Comprei uma em homenagem a ela e outra a Ítalo, como eu falo: meus filhos, minha razão de viver.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

Na psicologia do luto, sabemos que lembrar não é o mesmo que sofrer.Ter fotos, objetos e marcas de quem partiu espalhado...
25/01/2026

Na psicologia do luto, sabemos que lembrar não é o mesmo que sofrer.
Ter fotos, objetos e marcas de quem partiu espalhados pela casa não impede a vida de seguir, pelo contrário, ajuda a integrá-la.
Essas presenças falam de vínculo, de amor e de continuidade.
Memórias não são pesos, são tesouros.
Cada objeto guarda uma história, e cada lembrança reafirma que o amor permanece, mesmo quando a ausência existe.

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

Minha mãe sempre foi devota de São Sebastião. Essa devoção atravessa gerações, minha avó materna também era.Cresci indo ...
20/01/2026

Minha mãe sempre foi devota de São Sebastião. Essa devoção atravessa gerações, minha avó materna também era.
Cresci indo às procissões e participando da festa de São Sebastião no bairro do Alecrim.
Com o tempo, cresci e me afastei disso.

Até ter Isabela.

Mainha levou Isabela duas vezes para a procissão do Alecrim, e eu a levei uma vez para a de Jacumã. Essa foto foi da nossa última vez na festa desse santo guerreiro, que atravessa gerações na família da minha mãe.

Hoje acordei lembrando desse dia. Hoje rezei em silêncio e supliquei para que a espiritualidade continue cuidando da minha filha.

Expressões de fé podem ajudar os enlutados a viver o luto. Para algumas pessoas, a espiritualidade pode se tornar um apoio no atravessamento do luto, não como explicação para a dor, mas como um recurso interno que ajuda a sustentar a ausência e reorganizar sentidos.

Hoje, minha mãe estava lá pedindo por nós.
Hoje, eu estive aqui pedindo por nós.
Hoje, minha irmã estava em algum lugar, também pedindo por nós.

Independentemente da sua religião, a mensagem de hoje é sobre a fé e a esperança como recursos para a vida.
Às vezes, é a espiritualidade que ajuda a sustentar o insustentável.

Este relato não é sobre religião, mas sobre o amor e a fé que atravessam gerações.

No fim, o que permanece é isso, o amor entre nós , a fé que nos sustenta e a esperança que atravessa gerações, mesmo quando a ausência dói.

Respeite a expressão de fé do outro, não seja a pessoa a questionar os sentidos espirituais de alguém…

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

Às vezes, quando me percebo feliz, comemorando algo, ainda que por instantes, a culpa aparece.Como se sentir alegria fos...
19/01/2026

Às vezes, quando me percebo feliz, comemorando algo, ainda que por instantes, a culpa aparece.
Como se sentir alegria fosse um erro.
Como se eu não pudesse viver algo bom por não ter minha filha ao meu lado.

Mesmo sabendo que os sentimentos não se anulam.
Mesmo falando sobre permissão para viver.
A felicidade, quando chega, ainda me cobra explicações.

Na psicologia do luto, essa culpa é comum. Ela não nasce da falta de amor, mas justamente dele. Sorrir de novo pode ser vivido como deslealdade, como se a dor fosse a única forma legítima de manter o vínculo com quem partiu.

Depois que Ítalo entrou na minha vida, muitos sentimentos passaram a dividir espaço dentro de mim. Amor, saudade, gratidão e dor coexistem. Eles dialogam, se atravessam e às vezes me cansa. Sustentar essas ambivalências é exaustivo.

Do ponto de vista clínico, isso não indica um luto mal elaborado. Indica movimento. O luto não é esquecer, mas aprender a viver com a ausência. É reorganizar a vida psíquica sem apagar o vínculo. Até porque não tem como….

Neste fim de semana, olhei para Ítalo e disse:
“Obrigada, meu filho. Eu sou muito feliz com você. Que a gente viva muito.”

Dizer isso doeu.
Como se desejar felicidade fosse, ao mesmo tempo, permitido e proibido.

Parei. respirei e chorei. Voltei para o prumo.
E compreendi que desejar viver não diminui o amor pela minha filha. O vínculo não se rompe... A culpa, muitas vezes, é apenas o amor tentando encontrar um novo lugar.

É possível querer viver intensamente. E ao mesmo tempo, desejar o reencontro. Uma coisa não anula a outra.

Comemorar a vida, no luto, não é negar a perda.
É seguir amando, e expressando ele de outro jeito.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

14/01/2026

O que eu posso dizer é: viva.
Aproveite com presença e amor.
O que for para ser não tem como segurar.

Só temos como reagir.

Talvez viver, depois da perda, seja aceitar que o controle não nos pertence mais e que nunca pertenceu.

Mas o amor, esse sim, permanece como escolha diária.

Escolher amar, mesmo com medo. Escolher estar presente, mesmo sabendo que nada é garantido.

Porque, no fim, não é a certeza que sustenta a vida, é o amor, é o vínculo.

E amar, apesar de tudo, é um ato de coragem.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

Sobrevivi.Foi isso que pensei ao fechar a porta do consultório hoje, depois do meu primeiro dia de trabalho no consultór...
12/01/2026

Sobrevivi.

Foi isso que pensei ao fechar a porta do consultório hoje, depois do meu primeiro dia de trabalho no consultório.

Mas sobrevivi a quê?

Sobrevivi ao medo.
Ao medo antigo e novo de perder um filho.

Depois que um filho parte, o mundo muda de idioma.
O tempo tropeça, a lógica falha. O chão deixa de ser firme e o “vai dar certo” já não é certeza,
é pergunta.

Sair de casa hoje e deixar meu filho por quase toda uma tarde foi como atravessar um abismo invisível.
Meu corpo ficou tenso, mrucoração, em vigília.

E ainda assim, eu fui.

Eu sei, sentir medo é esperado.
Ele vem, senta ao nosso lado, as vezes caminha conosco.
Meu compromisso hoje não foi expulsá-lo, mas não permitir que ele dirigisse a minha vida.

Repeti em silêncio:
“já fiz o que estava ao meu alcance”.
A vida não se controla, apenas se vive e tenta confiar.

Reconhecer o medo e escolher como lidar com ele
me permitiu trabalhar, escutar, estar presente.
O medo não me roubou o dia, nem minha a saúde da mental.

E quando voltei, Ítalo me recebeu com sorrisos
e beijos molhados de amor.

Filho,
a mamãe te ama.
E todos os dias pede à vida que nada de ruim cruze o teu caminho, que teus dias sejam longos, teus sonhos possíveis e que nunca faltem pessoas dispostas
a te fazer feliz.

Que venham mais dias.
Eu tentarei vivê-los.
Com medo, com amor, seja como for.

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

É possível ressignificar tudo no luto?Eu acredito que não, ou até agora não consegui.Existem situações na vida às quais ...
09/01/2026

É possível ressignificar tudo no luto?

Eu acredito que não, ou até agora não consegui.
Existem situações na vida às quais dificilmente daremos um novo sentido. A partida precoce de um filho é uma delas.

Não consigo dar um novo sentido para tudo o que aconteceu.
Eu estou conseguindo caminhar, continuar, viver a vida sob outras perspectivas. Se alguém quiser chamar isso de ressignificação, tudo bem. Mas eu não.
Talvez porque existam dores que não pedem novos sentidos, mas um lugar na nossa história.

Para mim, não há sentido que dê contorno ao fato de ter a ausência da minha filha atravessando a minha existência. Não há nada que me faça ver pontos positivos em não ter minha filha ao meu lado. Disseram que, com o tempo, eu iria sentir menos. Eu sempre duvidei. Isso veio de bocas de pessoas que nunca perderam seus filhos.

Eu nunca consegui buscar novos sentidos para essa fatalidade.

O que eu faço é viver a vida entre dois tempos:
um em que minha filha estava em meus braços
e o outro em que ela segue no meu coração, e o meu filho conosco, nos ajudando a ver a vida com mais amorosidade e esperança.

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

A mãe que eu quero ser em 2026: porque o luto transforma, mas o amor direciona. 💭🌻Ruana Queiroz CRP: 17/2843
06/01/2026

A mãe que eu quero ser em 2026: porque o luto transforma, mas o amor direciona. 💭

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

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