Espaço Florir Psi

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👩🏼 Ruana Queiroz CRP 17/2843

Às vezes eu sinto raiva. Muita raiva.Ao longo da caminhada do luto, existem momentos em que alguns sentimentos aparecem ...
03/04/2026

Às vezes eu sinto raiva. Muita raiva.

Ao longo da caminhada do luto, existem momentos em que alguns sentimentos aparecem com mais força.
E para mim um deles é a raiva.

Uma raiva que tenho aprendido a reconhecer.
Uma raiva que faz parte da dor de quem perdeu alguém que ama profundamente.
Uma raiva que, muitas vezes, me deixa mais sensível, mais intolerante, mais chorosa, mais isolada e emocionalmente sobrecarregada.

Às vezes, essa raiva não vem em forma de explosão.
Ela vem em forma de silêncio.

E muitas vezes ninguém percebe que ela está ali.
Mas eu sei.

No processo de luto, sentir raiva não significa falta de fé, ingratidão ou fraqueza.
Significa que existiu amor, vínculo, expectativa, desejo de permanência.
Significa que houve uma ruptura dolorosa entre a vida que se sonhava viver e a vida que precisou ser enfrentada.

Por isso, eu acredito que não basta apenas temer esse sentimento ou tentar escondê-lo.
É preciso, aos poucos, dar lugar ao que se sente.

Falar sobre isso.
Nomear o que dói.
Encontrar caminhos possíveis para que essa emoção não fique aprisionada dentro de nós.

Porque quando a dor não encontra espaço para existir, ela costuma pesar ainda mais na alma e no corpo.

Hoje, eu estou sentindo muita raiva.
Raiva porque eu queria viver o que deveria ter sido.
Queria que nada disso tivesse acontecido.
Queria meus filhos todos comigo.

E reconhecer isso também faz parte do meu processo.

Por isso, agora eu vim treinar.
Não para fugir do que sinto,
mas para encontrar uma forma possível de atravessar esse momento.

Me movimentar, respirar, me conectar com o presente e permitir que parte dessa intensidade encontre saída.

Talvez eu não saia daqui sem dor.
Mas talvez eu consiga sair um pouco mais tranquila para continuar o caminho.

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

30/03/2026

Qual é a sua olimpíada?

Qual é o lugar que, mesmo em meio ao cansaço, ainda te chama para a vida?
Qual é o amor que te faz continuar?
Qual é o motivo que te ajuda a seguir?

Se você vive um luto, talvez hoje a pergunta seja essa:

para quê, por quem e por que continuar caminhando?

Porque, às vezes, seguir…
também é a nossa forma mais silenciosa de amar.

Obrigada e . Nosso início de tarde foi incrível

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

A vida pode ser no a, mas sempre faltará você.Minha vida acabou no segundo em que Bebela foi voar em outro jardim.Fui la...
29/03/2026

A vida pode ser no a, mas sempre faltará você.

Minha vida acabou no segundo em que Bebela foi voar em outro jardim.
Fui lançada em um deserto amargo, sem cor, sem sabor.
Dia após dia, a vida ia perdendo o sentido, e eu já não conseguia encontrar nada que verdadeiramente me fizesse querer ficar.

O que me sustentava era o amor.
O amor que ainda recebo dela até hoje.
E também o amor que eu recebia das pessoas ao meu redor, principalmente do meu esposo.

Até que Ítalo chegou.
Silenciosamente, sem que eu esperasse, ele brotou na minha vida.
Ao chegar, me fez ver que a vida ainda podia ser vivida com mais leveza, amor, carinho e sorrisos.

Meu menino é muito afetuoso.
Do bom dia ao boa noite, ele sorri para mim.

Viver enlutada é difícil.
São muitas as ambivalências, muitos os atravessamentos, muitas as saudades que coexistem com a continuidade da vida.

Mas, depois de Ítalo, eu tenho visto que a vida ainda pode ser boa.
E, ao mesmo tempo, tenho aprendido que para sempre faltará a presença física da minha Bebela.

Sempre seremos uma família de quatro lugares à mesa.
O lugar dela está lá.

Sua alma, seu amor e sua sabedoria, mesmo tão pequenina, seguem nos ajudando a caminhar.
E hoje, junto a Ítalo, ela também nos ensina a viver com mais amorosidade.

Amo vocês, meus filhos.

🌻Ruana Queiroz
CRP:17/2843

25/03/2026
24/03/2026

O luto não acaba.
Ele muda a forma como você existe.

Você segue…
mas segue com a dor.

E, aos poucos,
vai se reorganizando com ela.

Não porque passou…
mas porque aprendeu a carregar.

Se isso fez sentido para você, salva ou compartilha com alguém que precisa ler isso hoje.

🌻Ruana Queiroz

Há presença na ausência?Eu digo que sim.Quando um grande amor parte, existe uma presença que ocupa todo o espaço. Você p...
19/03/2026

Há presença na ausência?
Eu digo que sim.

Quando um grande amor parte, existe uma presença que ocupa todo o espaço. Você passa a viver esse amor 24 horas por dia. Dorme, sonha e acorda com a pessoa em seus pensamentos.

Com o tempo, essa presença deixa de ser vivida de maneira sufocante e passa a habitar a serenidade de ter o outro naturalmente em tudo. Por isso, a ausência também é presença. Você carrega o outro, e o outro te carrega em cada passo, em cada ação da vida, nos afetos e desafetos.

Essas imagens representam isso. Ao olhar para essa estrutura, o que você enxerga? Eu vi uma casa, um tempo. A ausência das paredes e dos adornos não me impediu de projetar isso na minha mente. A ausência revelou a presença que construí em instantes. Me vi ali, andando e enxergando o que só existia dentro de mim.

Essa outra imagem me fez ver minha filha, como eu a vejo em tudo. Além de gostar de flores e cores, ela fazia exatamente isso que Ítalo fez, tocava e sentia com as mãos. Nesse instante, o presente se fundiu com o passado. E ali não éramos apenas eu, meu esposo, uma escultura, Ítalo e a flor. Éramos nós… e Bebela.
Aquela que nunca será ausente, porque é, para sempre, presença.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

A vida em seus diversos contrastes.Quando vi essa foto, eu lembrei de mim, da minha vida e da minha perda irreparável. L...
15/03/2026

A vida em seus diversos contrastes.
Quando vi essa foto, eu lembrei de mim, da minha vida e da minha perda irreparável. Lembrei do luto e de suas diversas faces.

Essa foto, para mim, é simbólica. Prometi à minha filha e a mim mesma que nunca iria desistir de viver. Não é fácil. Viver sem a presença física de um grande amor é, no mínimo, desesperador e angustiante. Mas minha filha não merece carregar a minha desistência. Ela merece que eu viva, para que ela viva em mim.

Ela merece que eu fale dela todos os dias, que celebre sua existência e que propague seus ensinamentos e as mais belas histórias que vivemos.

Não é fácil seguir, mas é um compromisso que assumi. Nem todos os dias são felizes, mas também nem todos os dias são de angústia eterna.

A vida de ninguém é reta e livre de desafios e sofrimentos. Minha filha me ensinou muito. Mas algo que nunca vou esquecer é de ouvi-la dizer ao meu pai que estava com medo em um passeio: “Viva a vida, a vida é boa.”

E é isso que eu tento mostrar a Ítalo: que minha filha, irmã dele, é uma luz em nossa existência e que a presença dela nunca será resumida a uma tragédia.

A vida é cheia de mistérios. Prefiro acreditar que o que aconteceu faz parte deles. Prefiro ficar com a presença dela para além de tudo.

Amo vocês, meus amores.
Eu sigo hoje por vocês: Isabela e Ítalo.

Ninguém tem o luto resolvido com 1 ano. Nem com a vida inteira.Existe uma ideia silenciosa na sociedade de que o luto te...
10/03/2026

Ninguém tem o luto resolvido com 1 ano. Nem com a vida inteira.

Existe uma ideia silenciosa na sociedade de que o luto tem prazo.
Como se depois de alguns meses, ou de um ano, fosse esperado que a vida voltasse ao “normal”.

Mas o luto não funciona assim.

O luto não é uma tarefa que se cumpre.
Não é um problema que se resolve.
Não é uma fase que simplesmente termina.

O luto é uma relação que continua existindo dentro de nós, só que de outra forma.

Com o tempo, algumas coisas mudam: a intensidade das ondas, a forma como a saudade chega,
o jeito que aprendemos a caminhar carregando o amor que ficou.

Mas isso não significa que acabou.

Porque quando há amor , a ausência encontra espaço para permanecer.

Há dias em que a vida segue leve.
Há dias em que uma lembrança atravessa o peito de repente.
Há dias em que a saudade se senta ao nosso lado em silêncio.

E tudo isso também é parte do viver.

Não existe um ponto final para o luto, porque ele nasce de um vínculo que não desaparece.
O que existe é um aprendizado, lento, profundo e muitas vezes doloroso, de continuar vivendo enquanto o amor permanece.

Talvez o que mude não seja o luto terminar.
Talvez o que mude seja a nossa forma de caminhar com ele.

E isso leva tempo.

Às vezes, uma vida inteira.

🌻 Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

Nunca gostei de receber flores ou mimos de beleza no Dia da Mulher.Sempre me pareceu incoerente oferecer delicadezas par...
08/03/2026

Nunca gostei de receber flores ou mimos de beleza no Dia da Mulher.
Sempre me pareceu incoerente oferecer delicadezas para quem, tantas vezes, enfrenta uma realidade dura e por vezes até hostil.

Respeito quem gosta. A gentileza também tem o seu valor.
Mas, para mim, o que as mulheres precisam não cabe em uma caixa de presente.

Hoje é um dia de destaque, mas a reflexão precisa existir em todos os outros dias do ano.
Ser mulher na nossa sociedade ainda é um caminho cheio de desafios.
Ainda temos muito a conquistar, e essas conquistas não virão em forma de mimos, mas de justiça, respeito e igualdade.

Ser mãe de menina me convocava a repetir todos os dias para minha filha o quanto ela era valiosa, como merecia ser tratada e, mesmo tão pequena, eu já tentava prepará-la para o mundo que a aguardava.

Ser mãe de menino me convoca a outro compromisso:
ensiná-lo a reconhecer seus privilégios e a construir-se como um homem íntegro, respeitoso e consciente do lugar das mulheres neste mundo.

A responsabilidade é grande.
Porque educar também é revelar aquilo que muitas vezes é invisível: as sutilezas, os comportamentos e pensamentos que sustentam desigualdades silenciosas.

Meu filho, mamãe promete caminhar ao seu lado, mostrando que a verdadeira força de um homem também está no respeito, no cuidado e na justiça com as mulheres.
Filha, mamãe promete nunca se calar diante das injustiças e desigualdades que vivemos.

Que um dia possamos viver em um mundo onde ser mulher não seja um risco, mas apenas mais uma forma de existir.

Um dia de paz e sem medo para todas nós.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

Quanto custa uma memória?Para mim, não tem preço.Há lembranças que são morada.Quando fecho os olhos e revisito os detalh...
04/03/2026

Quanto custa uma memória?
Para mim, não tem preço.

Há lembranças que são morada.
Quando fecho os olhos e revisito os detalhes da minha filha, o quartinho, as pequenas coisas, a nossa rotina, o tempo se multiplica.
Por um instante é como se eu pudesse tocá-la no invisível.

Falar das nossas memórias é uma forma de permanência.
É recusar que o amor tenha sido interrompido.
É permitir que quem partiu continue existindo no único lugar onde a morte não alcança: no vínculo.

Ainda me espanta que falar de quem partiu cause desconforto.
Como se o silêncio fosse mais respeitoso do que o amor dito em voz alta.
Quando, na verdade, lembrar é celebrar.
É manter acesa a chama de quem é luz.

Por isso, não fechem o espaço de fala.
Deixem os enlutados falarem.
Deixem que coloquem seus amores na mesa, na festa, na roda. Deixem que o nome seja pronunciado.

Falar de quem partiu não deveria pesar.
Deveria elevar. Porque estamos falando de AMOR,
e o amor continua.

🌻Ruana Queiroz
CRP: 17/2843

O que posso dizer é que é por amor a vocês que encontro forças para atravessar os dias difíceis.O luto é como uma tempes...
01/03/2026

O que posso dizer é que é por amor a vocês que encontro forças para atravessar os dias difíceis.

O luto é como uma tempestade inesperada.
Ele chega sem aviso, invade, desorganiza, arranca certezas.
E, quando passa, deixa marcas, silêncios e tudo fora do lugar.

O luto me tirou quase tudo, menos o AMOR.
E é pelo amor que sigo.
É por ele que continuo tentando viver, mesmo quando o coração insiste em querer habitar outros lugares, outros tempos, outras presenças.

São vocês, meus filhos, que me guiam, com luz, abraços, beijos, com esse amor que me ancora na vida.

“Como você consegue seguir?”, me perguntam.
Eu não sei explicar direito. Só sei que sigo por amor.

🌻Ruan Queiroz
CRP:17/2843

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