10/06/2016
Texto novo, velhas reflexões!
“Você tem que trabalhar todo o tempo. Se você quer um trabalho das 9h às 17h, ir para casa e relaxar, não faça arquitetura”. Zaha Hadid
http://www.institutobramante.com.br/arquiteta-zaha-hadid-morre-aos-65-anos/
Zaha Hadid foi a primeira Arquiteta mulher a ganhar um Pritzer ou o Nobel da Arquitetura, já ganho por personalidades consagradas da Arquitetura como Aldo Rossi, Frank Gehry, Alvaro Siza, incluindo os Brasileiros Paulo Mendes da Rocha e Oscar Niemeyer. Era famosa pelas suas obras fluidas e "desconstrutivista" possuindo projetos em diversos lugares no mundo, inclusive no Brasil. Faleceu em Março de 2016, a mesma pessoa da frase colocada, foi vítima de um ataque cardíaco.
Até que ponto o amor que temos por algo chega a este ponto? Dizem por ai que o amor mata! Acho que esse fato da Arquiteta Zaha Hadid podendo ser uma prova cabal disto, porém até que ponto nos deixamos apenas "seguir o fluxo" e quando nos damos conta estamos em uma cama de hospital achando que vai morrer. As prioridades que focamos mais, são as que vão nos dizer como será nosso modo de vida, quanto tempo dormimos, o que comemos, o que vestimos, nossos salários, enfim...
Alguns relatos mostras que pessoas, após um trauma ou alguma situação estressante, mudam suas vidas de uma forma drástica. Agora qual o motivo delas fazerem isso? Segundo o livro "The Top Five Regrets of the Dying" (algo como Os cinco maiores arrependimento do leito de morte - tradução livre) da Enfermeira Bronnie Ware, que relata os maiores arrependimentos de dezessete pacientes terminais acompanhados por ela.
O top 5 desta lista, se baseia em:
*Ter vivido a vida de desejava, não a que os outros esperavam de mim
*Não ter trabalhado tanto
*Ter tido mais coragem de expressar meus sentimentos
*Ter estado mais próximo dos meus amigos
*Ter me feito mais feliz
Até que ponto olhando para estes relatos, de pessoas que já não estão mais entre nós, a gente se identif**a? Se por algum motivo for o seu caso, não se desespere! Precisamos apenas ver como estamos no mundo e daí, mudar.
Pode parecer muito simples, e de fato é, o que torna complicado é o como fazer, a primeira vista pode parecer difícil ou que não temos a força para continuar, porém temos uma célebre frase do meio militar para nos fortalecer, que seria: "Se você quer chegar onde a maioria não chega, terá que fazer coisas que a maioria não faz".
Sempre vejo cada vez mais pessoas correndo atrás de tantas coisas pelos mais diversos motivos, por muitas vezes não sendo o que elas realmente querem, apenas o que dizem para elas terem que conquistar. Isto não é bom nem nunca será: se elas conquistam, uma sensação de "vazio" aparece logo em seguida - como se não houvesse mais o que fazer ou como tudo f**asse como uma "mesmice"; do outro lado, a frustração que é envolvida como todo esse processo acaba gerando o mesmo sentimento ou até pior da pessoa que "conquistou tudo".
Como sabermos que estamos de fato amando algo ou apenas "seguindo o fluxo"? É algo que não é difícil, mas complicado. No caso no nosso exemplo, nunca saberemos se ela realmente foi Arquiteta por amor ou se é para mostrar para alguém ou alguns que ela era capaz ou ela pode ter "seguido o fluxo". A mensagem que deixo para todos é a de ter aquele "brilho no olho" nas coisas em que fazemos pois, para a maioria das pessoas ainda é possível dar aquela reviravolta, já para outras podem ser impossíveis, apenas servindo de exemplo das coisas que não devem ser feitas.
Primeira mulher a ganhar o Pritzker, arquiteta Zaha Hadid morre aos 65 anos em Miami. Conheça seus projetos arquitetônicos de maior destaque no mundo.