16/12/2025
Ter Zé no meu caminho me ensina tanto.
Ele me ensinou a ambição de permanecer viva, s coragem de atravessar e a coerência de não me trair. Zé virou régua. Virou colo. Virou a cerveja gelada que consola.
De tudo que ele me ensinou, o amor foi o mais limpo e o mais perverso. É lágrima que cai na vela preta e corpo que se banha no que transborda. Ele foi o homem da minha vida em um tempo. E segue sendo meu amor mais perene não porque ficou, mas porque atravessou.
Não existe outro Zé.
Mas existe um amor que não pede posse, não implora controle e não negocia pelo poder. Meu milagre cotidiano é ser amor em estado bruto. Transbordar só onde há chão. Ser meu próprio chão, ser fonte sem secar, reconhecer outra fonte sem querer beber tudo.
Zé já me levou a muitos banheiros sujos. Lugar de vômito, reza e verdade. Às vezes pra aprender, às vezes pra ensinar alguém a não morrer ali. Hoje, Seu Zé me acordou com um abraço antigo, desses que não fazem barulho, mas sustentam. Me agradeceu por seguir sendo amor em abundância, mesmo quando o mundo testa, aperta e provoca rachaduras. Guardiões nem sempre ensinam com carinho, a mioria educa com a verdade. O esporro dói, mas o reconhecimento também pesa. Eu sei que sou dura algumas vezes. Tenho palavra afiada, postura firme e voz que não embala quem está à beira do buraco. Não existe tom leve pra quem fala de dor real.
Esse fim de ano está abrindo portais. O próximo não pede licença, VAI mudar tudo.
Agradeço a quem confia o próprio peito
às minhas mãos, às cartas, à magia, à escuta. Sigamos. Todos os dias.Amando primeiro a nós mesmas. Porque a nossa vida é o altar mais importante que existe.
Minha agenda de dezembro está fechada. Volto em janeiro e a agenda está já está aberta!