14/02/2026
QUANDO O DESAFIO VIRA PERIGO: UM ALERTA NECESSÁRIO.
O caso recente que chocou o Brasil expõe algo que precisa ser dito com coragem: desafios da vida, por mais dolorosos que sejam, não justificam escolhas irreversíveis e violentas. Um homem que atira contra os próprios filhos não age por acaso, nem por um simples “erro”. Há pensamento, decisão e ruptura moral antes do ato.
Esse tipo de violência extrema revela uma mente que já perdeu o contato com o outro como ser humano. Quando filhos deixam de ser vistos como vidas e passam a ser tratados como objetos, posse ou extensão do próprio ego, estamos diante de algo grave. Não se trata de descontrole momentâneo, mas de uma escolha atravessada por frieza, narcisismo e ausência de empatia.
Usar esse caso como exemplo não é sensacionalismo, é alerta.
A vida impõe desafios, frustrações, perdas e dores profundas. Mas é exatamente nesses momentos que o cuidado com a mente se torna essencial. Pensamentos destrutivos podem surgir, ideias distorcidas podem aparecer, e isso exige pausa, não ação. Pensamentos não são ordens. Emoções intensas não autorizam decisões definitivas.
Quando alguém sente que está perdendo o controle, o caminho responsável é pedir ajuda, afastar-se de qualquer meio de violência e reconhecer os próprios limites. Procurar apoio psicológico, falar, admitir fraqueza, isso é maturidade emocional. O que não pode acontecer é transformar a própria dor em sentença de morte para o outro.
Nada apaga a culpa de quem comete um ato assim. Mas falar sobre isso pode salvar vidas. Pode impedir que outras pessoas confundam sofrimento com direito de ferir. Pode lembrar que amar é proteger, mesmo quando tudo parece desmoronar.
Cuidar da mente é um compromisso ético. Porque toda vida importa — especialmente a de quem depende de nós para ser cuidada.
Quanto a mãe:
Você não falhou como mãe.
Você não causou isso.
Você não poderia ter controlado a decisão de alguém que escolheu o caminho da violência.
Permita-se sofrer, chorar e viver o luto sem carregar um peso que não lhe pertence. Seus filhos sabiam quem os amava. E esse amor continua existindo, mesmo agora.
Que você encontre amparo, cuidado e pessoas que lhe lembrem, todos os dias, que você não é responsável pela brutalidade de outro. Você merece acolhimento, não julgamento.
Com respeito, solidariedade e humanidade.
Que Deus receba esses anjos de braços abertos 🙏🏽