Comunidade Terapêutica Recomeçar

Comunidade Terapêutica Recomeçar Comunidade Terapêutica Feminina. Somos referência no tratamento para álcool, outras dr**as e vícios comportamentais, como jogos e apostas.

Desde 2010, acolhendo mulheres e transformando vidas, com responsabilidade e compromisso com a recuperação!

Fases da Recuperação Representadas pelas Cores de CordõesA troca de cordões, quando fundamentada em critérios técnicos, ...
02/03/2026

Fases da Recuperação Representadas pelas Cores de Cordões

A troca de cordões, quando fundamentada em critérios técnicos, é um instrumento psicoterapêutico de marcação de fases. Não é adereço nem premiação. É um marcador simbólico de estágio dentro do programa terapêutico, vinculado a comportamentos observáveis e mensuráveis.

A progressão ocorre da seguinte forma:

❤️ Cordão Vermelho
Corresponde à fase inicial de ingresso, geralmente marcada por abstinência recente, sintomas físicos e psíquicos intensos, ambivalência quanto ao tratamento, baixa tolerância à frustração e resistência às regras.

Critérios para evolução ao amarelo:
– Permanência no programa sem evasão;
– Adesão básica às normas;
– Redução de comportamentos opositores;
– Participação mínima nos grupos;
– Ausência de intercorrências disciplinares graves.

💛 Cordão Amarelo
Características:
– Maior previsibilidade comportamental;
– Participação mais ativa nos grupos;
– Início de reconhecimento de padrões de uso;
– Redução da impulsividade.

Critérios para evolução ao verde:
– Participação espontânea nas atividades;
– Cumprimento consistente de tarefas;
– Postura colaborativa com equipe e pares;
– Demonstração de insight inicial sobre sua trajetória.

💚 Cordão Verde
A recuperação ultrapassa a abstinência e passa a envolver reconstrução identitária.

Características:
– Consciência mais clara de gatilhos;
– Aceitação de feedback;
– Maior estabilidade na autorregulação emocional;
– Envolvimento construtivo na dinâmica grupal.

Critérios para evolução ao azul:
– Estabilidade comportamental sustentada;
– Liderança positiva entre as acolhidas;
– Capacidade de mediação de conflitos;
– Coerência entre discurso e prática;
– Compromisso consistente com o plano terapêutico.

💙 Cordão Azul

Características:
– Elevado nível de responsabilização;
– Autonomia supervisionada consolidada;
– Capacidade de orientar acolhidas em fases iniciais;
– Planejamento estruturado para a vida pós-alta.

Importante: azul não significa cura.
Trata-se de estabilização avançada e maior prontidão para reintegração social, sem excluir risco de recaída.

A progressão depende de critérios objetivos. Se a cor muda sem mudança comportamental mensurável, o símbolo perde sua função terapêutica. Da mesma forma, pode haver regressão de fase quando há comprometimento dos critérios anteriormente alcançados.

Por Lidiane Jardim

Março se aproxima e, com ele, a temporada oficial de flores, hashtags e discursos inflamados que duram exatos trinta dia...
26/02/2026

Março se aproxima e, com ele, a temporada oficial de flores, hashtags e discursos inflamados que duram exatos trinta dias. Depois, instala-se o silêncio institucional estratégico.

O Dia Internacional da Mulher surgiu das lutas por direitos trabalhistas, dignidade, igualdade jurídica e proteção social. Foi reconhecido internacionalmente pela ONU como marco de reivindicação por equidade de gênero e transformação estrutural. ESTRUTURAL, NÃO ESTÉTICA.

Muitas organizações da sociedade civil e associações têm se afastado de sua finalidade estatutária, que é enfrentar de forma concreta os problemas vividos por mulheres em situação de vulnerabilidade social. Substitui-se a incidência em políticas públicas vinculantes por performatividade midiática. Fotos geram engajamento. Mas sem política pública formalizada, sem previsão orçamentária, sem metas, sem indicadores e sem mecanismos de responsabilização, não há transformação.

Discurso sem PPA é retórica. Retórica não financia equipe técnica, não garante leito, não assegura acompanhamento psicossocial continuado.

Enquanto isso, nós, mulheres que atuamos em Comunidades Terapêuticas sérias lidamos diariamente com dependência química, violência doméstica, abandono, transtornos mentais não tratados, insegurança alimentar e filhos sob medida protetiva. E ainda precisamos disputar espaço institucional para sermos ouvidas pelo poder público municipal, estadual e federal. Mas seguimos executando o possível dentro das limitações estruturais existentes.

Mulheres em situação de vulnerabilidade precisam de financiamento estável e transparente; integração efetiva entre SUS, SUAS e sistema de Justiça; proteção concreta contra violência; acesso a renda, moradia e qualificação profissional; cuidado em saúde mental baseado em evidências científicas. NÃO PRECISAM DE PALCO. PRECISAM DE ESTRUTURA.

Existe diferença entre militância simbólica e governança pública. Uma produz aplausos. A outra produz impacto mensurável. A primeira é confortável. A segunda exige planejamento, orçamento, fiscalização e enfrentamento político consistente.

O nosso cansaço não é emocional. É técnico. É o desgaste de quem atua na ponta e constata diariamente a distância entre narrativa institucional e realidade social.

Se março será marcado por mobilizações, que seja com transparência de dados municipais sobre violência e dependência química feminina; divulgação detalhada do orçamento destinado às políticas para mulheres; pactuação de metas intersetoriais; definição de indicadores de monitoramento; e cronograma público de ações permanentes. O restante é marketing social.

E nós mulheres que sustentamos serviços terapêuticos sérios não buscamos homenagens. Exigimos coerência institucional...

Por Lidiane Jardim

Cada dia sem tratamento não é neutro.É progressão da doença, mais dano cognitivo, mais risco social, mais recaídas.Aqui ...
24/02/2026

Cada dia sem tratamento não é neutro.
É progressão da doença, mais dano cognitivo, mais risco social, mais recaídas.

Aqui você encontra acolhimento terapêutico completo, com metodologia, equipe técnica e valores ajustados à sua realidade.

Contato imediato:
(51) 99565-2811 | (51) 99567-9275

Esperar não é estratégia. É estatística.

Por que o álcool ainda é uma droga lícita?O álcool é uma droga psicoativa com alto potencial de dano individual e social...
19/02/2026

Por que o álcool ainda é uma droga lícita?

O álcool é uma droga psicoativa com alto potencial de dano individual e social – isso é consenso científico. Mesmo assim, ele permanece legal por uma combinação histórica, cultural, econômica e política.

O álcool acompanha a humanidade há milênios. Fermentação de frutas e grãos existe desde antes da escrita. Em muitas culturas: O vinho era considerado sagrado; Cerveja fazia parte da alimentação básica; Destilados eram usados em rituais e medicina... Ou seja, o álcool foi normalizado antes mesmo do conceito moderno de “droga”.

Quando tentaram proibir (Lei Seca nos EUA, 1920–1933): Aumentou o crime organizado; Surgiram máfias (Al Capone, etc.); O consumo não acabou, só foi para a clandestinidade; Houve violência e corrupção policial...

O resultado político foi: “É melhor regular e taxar do que proibir e perder controle.” E esse argumento ainda sustenta a legalidade.

O álcool é uma das maiores indústrias do mundo: Bilhões em impostos; Milhões de empregos; Grandes multinacionais (Ambev, Diageo, Heineken, Pernod Ricard, etc.); Cadeia gigantesca: agricultura, transporte, publicidade, bares, turismo... Governos dependem dessa arrecadação. Proibir álcool significaria uma crise econômica e política.

Sobre o 'glamour'... A indústria associou álcool a: Sucesso; Liberdade; Maturidade; Masculinidade/Feminilidade; Celebração; Pertencimento social... Você não compra uma bebida. Você compra uma identidade simbólica.

Filmes, séries, músicas e novelas: Romantizam o porre; Mostram o álcool como ritual social obrigatório...

O alcoolismo aparece como “boemia”, “estilo de vida”, “fase”. Raramente como doença devastadora.

Normalização social e coerção simbólica:
A pessoa que não bebe precisa se justificar. A que bebe demais, muitas vezes é celebrada. Isso não acontece com nenhuma outra droga!

A influência empresarial na política antidr**as: Aqui entra a parte mais sensível - a política antidr**as não é neutra, ela é politicamente construída.

Lobby da indústria do álcool: Financiam campanhas políticas; Fazem lobby em parlamentos; Influenciam leis de publicidade; Patrocinam eventos esportivos e culturais; Produzem “pesquisas” minimizando danos...

Resultado: Regulamentações mais brandas que para outras dr**as.

Enquanto o álcool mata: No trânsito; Violência doméstica; Suicídios; Cirrose; Câncer; Acidentes de trabalho... Outras dr**as, muitas vezes menos danosas socialmente, são criminalizadas com rigor máximo.

Isso não é científico. É político e econômico.

A “guerra às dr**as” foi construída para:
•Controlar populações pobres e racializadas;
•Legitimar encarceramento em massa;
•Manter dr**as “de elite” legais e “dr**as de pobres” ilegais...

A ciência é clara: O álcool está entre as dr**as mais danosas para o indivíduo e para a sociedade Não existe dose totalmente segura para câncer... É neurotóxico, hepatotóxico e cardiotóxico.

Mas ele segue lícito porque a política de dr**as nunca foi baseada na ciência. Ela é baseada em: Poder econômico; Cultura dominante; Interesses industriais; Controle social...

O glamour vende: Taça bonita; Festa; Riso; Status...

Enquanto a realidade clínica entrega: Dependência química; Vergonha; Estigma; Violência familiar; Internações; Perda de vínculos; Morte precoce...

E quando o álcool atinge mulheres, mães, famílias, comunidades terapêuticas, o discurso muda: deixa de ser “brinde” e vira “vergonha moral”! Isso revela o caráter machista, moralista e seletivo do discurso social sobre dr**as.

Por Lidiane Jardim

Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, falar sobre o TABU DO ALCOOLISMO FEMININO é, sobretudo, um ato político,...
18/02/2026

Hoje, no Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, falar sobre o TABU DO ALCOOLISMO FEMININO é, sobretudo, um ato político, científico e profundamente humano.

Por décadas, o alcoolismo foi retratado como um problema "masculino". Quando a mulher alcoolista aparecia, não era vista como paciente, mas como falha moral:
"mãe irresponsável";
"mulher fraca";
"vergonha da família".

Essa narrativa não é apenas cruel - ela impede o acesso ao tratamento, mata em silêncio e reforça a exclusão social.

Do ponto de vista científico e clínico, o alcoolismo em mulheres apresenta características específicas. Evidências mostram que mulheres metabolizam o álcool mais lentamente, possuem maior proporção de gordura corporal, o que aumenta a toxicidade, e desenvolvem danos hepáticos, cardíacos e neurológicos mais rapidamente que homens. Sem falar que muitas bebem em silêncio, dentro de casa, em contextos atravessados por trauma, violência, sobrecarga materna e exaustão emocional. A vergonha e a culpa intensificam o ocultamento e retardam a busca por ajuda.

A mulher alcoolista não é julgada apenas como usuária de substância - é julgada como mulher, mãe, esposa, cuidadora.

Cria-se, então, um paradoxo cruel: quanto mais ela sofre, mais se esconde; quanto mais se esconde, mais adoece.

Historicamente, políticas públicas sobre álcool e outras dr**as foram desenhadas a partir de um modelo masculino de uso e tratamento. Poucas estratégias consideram mulheres com filhos, mulheres vítimas de violência, mulheres em situação de vulnerabilidade social, ou mulheres em Comunidades Terapêuticas sem estrutura sensível ao gênero.

Isso configura uma forma de violência estrutural por omissão.

Por isso, romper o tabu é uma obrigação ética e social.

Alcoolismo é doença, não falha moral. Cuidado sem julgamento é empatia. A construção de espaços terapêuticos com perspectiva de gênero é política social necessária.

E, sobretudo, dar voz às mulheres em recuperação é romper o silêncio que mata. Porque falar sobre alcoolismo feminino é falar de dignidade!

Que esse texto seja visto como um gesto de reparação histórica. Nós, mulheres que trabalhamos na Comunidade Terapêutica Recomeçar, estamos fazendo aquilo que muitas instituições não fizeram: nomear o sofrimento, legitimar a mulher, politizar o cuidado.

Se alguém ler isso e se reconhecer, que saiba: não há vergonha em adoecer; há coragem em buscar ajuda e há revolução em uma mulher que decide contar a própria história.

Por Lidiane Jardim.

Festas também curam.Na Comunidade Terapêutica Recomeçar , as festas não são só música, risadas e dança. Elas são ensaio ...
18/02/2026

Festas também curam.

Na Comunidade Terapêutica Recomeçar , as festas não são só música, risadas e dança. Elas são ensaio de vida. São laboratório de liberdade. São prova viva de que é possível sentir alegria sem anestesiar a alma.

Cada detalhe é pensado, cada gesto é cuidado, cada momento é terapêutico. Porque aqui, diversão não é fuga:

É presença.
É reconstrução.
É aprendizado de que o prazer pode ser limpo, inteiro e verdadeiro.

⚠️Mesmo assim, o cérebro, sábio e poderoso, às vezes recria sensações antigas. O chamado “porre seco”: sem álcool, sem dr**as, mas com memórias, gatilhos e emoções intensas.

O corpo lembra da festa.
O cérebro bebe memórias.
E a alma acorda de ressaca de algo que NÃO aconteceu.

E a recuperação acontece exatamente aí: quando aprendemos a sentir sem nos perder.

Viver em recuperação é descobrir paz, liberdade, amor, alegria... É perceber que a vida sem dr**as não é vazia: ela é cheia e pulsante!

A vida sem dr**as é bonita.
É bonita.
E é bonita... VIVER!

Por Lidiane Jardim

(Des)Controle: memória, gatilhos e o milagre do “só por hoje”Hoje, 16 de fevereiro de 2026, fui ao cinema assistir ao fi...
16/02/2026

(Des)Controle: memória, gatilhos e o milagre do “só por hoje”

Hoje, 16 de fevereiro de 2026, fui ao cinema assistir ao filme (Des)Controle acompanhada do meu filho, Gabriel. A temática gira em torno da dependência química relacionada ao álcool, o alcoolismo - uma das dr**as mais devastadora que existe.

O filme, de certa forma, pega leve com a realidade de uma mulher alcoolista. Digo isso por experiência própria. Em vários momentos, percebi uma romantização da problemática, uma superficialização da dor, das perdas e da complexidade da doença. Ainda assim, reconheço: um filme como esse já representa um passo importante para que o tema seja discutido em âmbito nacional. Falar de alcoolismo feminino ainda é falar de um tabu.

Durante o filme, meu filho chorou algumas vezes. E eu chorei também. Chorei lembrando das inúmeras vezes que fiz ele sofrer - pelo sentimento de abandono, pela vergonha, pelas ausências que não eram apenas físicas, mas emocionais. Cada cena parecia abrir um capítulo da minha própria história, como se o roteiro tivesse sido escrito com fragmentos da minha memória. Muitos gatilhos foram despertados. Muitas imagens internas voltaram.

Mas, ao final, veio um alívio profundo. Apesar das semelhanças com a vida real, aquilo era ficção. Eu não estou mais lá. Eu não sou mais aquela mulher. O passado existe, marca, dói - mas não me define por inteiro.

SÓ POR HOJE ESTOU HÁ 5 ANOS 4 MESES E 27 DIAS LIMPA!

Essa frase carrega uma filosofia inteira de sobrevivência. O “só por hoje” não é minimização do tempo, é compromisso diário com a vida. É lembrar que a dependência é uma doença crônica, mas a recuperação também é um processo contínuo, construído todos os dias, com escolhas pequenas, mas decisivas.

Assistir ao filme ao lado do meu filho, chorar junto, lembrar e ao mesmo tempo perceber o quanto avançamos, foi uma experiência paradoxal: dolorosa e libertadora. Ali, no escuro da sala de cinema, percebi que minha história não é apenas sobre queda. É sobre reconstrução. Sobre vínculos refeitos. Sobre a possibilidade real de reescrever a própria trajetória.

O filme termina. A vida continua. E eu sigo, só por hoje, escolhendo estar presente.

**A cena em que a protagonista desperta na praia após uma 'bebedeira', observando no céu pipas ou pandorgas no formato que remetem a “mãe d’água” ou vespa-do-mar (Chironex), pode ser interpretada como uma metáfora visual da ambivalência do álcool: esteticamente sedutor, etéreo e socialmente romantizado, mas biologicamente tóxico e potencialmente letal. (Entendedores entenderão).
Por Lidiane Jardim
(Lika Jardim)

A inserção social da dependente química constitui uma etapa essencial do processo terapêutico desenvolvido pela Comunida...
03/02/2026

A inserção social da dependente química constitui uma etapa essencial do processo terapêutico desenvolvido pela Comunidade Terapêutica Recomeçar, pois possibilita a aplicação prática das habilidades emocionais, comportamentais e sociais trabalhadas durante o tratamento. O período de 7 dias em convivência familiar deve ser compreendido como extensão do cuidado terapêutico, não se caracterizando como pausa, interrupção do tratamento ou férias. Esse momento é realizado sob orientação e acompanhamento da equipe técnica da Comunidade, que permanece como referência para a dependente e sua família, devendo ser comunicada diante de qualquer dificuldade, dúvida ou situação de risco.

À luz dos princípios do Amor-Exigente, recomenda-se que a família atue de forma equilibrada, unindo acolhimento, responsabilidade, limites claros e coerência, compreendendo que o processo de recuperação exige participação ativa de todos os envolvidos.

● Durante os 7 dias em casa, a dependente química deve manter uma rotina organizada, com horários definidos para acordar, realizar atividades, alimentar-se e descansa. A participação em tarefas domésticas é recomendada como forma de fortalecimento da autonomia, disciplina e senso de pertencimento, aspectos fundamentais no processo de reinserção social.

● As regras do ambiente familiar devem estar alinhadas às normas e orientações terapêuticas estabelecidas pela Comunidade Terapêutica. Limites precisam ser claros, previamente acordados e mantidos com firmeza e respeito. O Amor-Exigente reforça que limites não são punições, mas instrumentos de proteção e cuidado.

● A comunicação familiar deve ocorrer de forma clara, respeitosa e objetiva, evitando acusações, cobranças excessivas, comparações ou resgate constante de comportamentos do passado. O foco deve ser o presente e o processo de recuperação.

● A família deve evitar atitudes de superproteção, resgate emocional ou financeiro e tentativas de resolver problemas que competem à dependente. Tais condutas enfraquecem o processo terapêutico e contrariam os princípios do Amor-Exigente, que valorizam a responsabilização e o amadurecimento emocional.

● Mudanças bruscas de comportamento, isolamento excessivo, irritabilidade, quebra de regras, mentiras ou aproximação de pessoas e ambientes associados ao uso de substâncias devem ser observados com atenção. Diante de qualquer sinal de risco, a família deve comunicar imediatamente a equipe técnica da Comunidade Terapêutica Recomeçar, evitando intervenções isoladas ou decisões impulsivas.

O período de inserção social deve ser utilizado para fortalecer vínculos positivos, por meio de convivência respeitosa, refeições em família, atividades simples e momentos de diálogo.

A inserção social é uma etapa terapêutica estratégica, construída de forma gradual e acompanhada pela equipe técnica da Comunidade Terapêutica Recomeçar. Quando conduzida com responsabilidade, limites claros e amor consciente, fortalece o processo de recuperação e promove crescimento tanto da dependente química quanto de sua família. O compromisso familiar, aliado ao acompanhamento técnico, é essencial para o êxito desta fase do tratamento.
Lidiane Jardim

A violência doméstica nem sempre se manifesta de forma visível ou imediata. Em muitos relacionamentos tóxicos, ela surge...
23/01/2026

A violência doméstica nem sempre se manifesta de forma visível ou imediata. Em muitos relacionamentos tóxicos, ela surge de maneira silenciosa, disfarçada de cuidado, ciúmes excessivos, controle ou falsas demonstrações de amor. Quando a dependência química está presente, esse cenário tende a se agravar, tornando o ciclo da violência mais frequente, intenso e difícil de romper.

A dependência química altera o comportamento, o julgamento e o controle emocional, podendo aumentar a impulsividade, a agressividade e a instabilidade nos relacionamentos. No entanto, é fundamental reforçar: o uso de álcool ou outras dr**as não justifica a violência. A substância pode potencializar comportamentos abusivos, mas a responsabilidade pela agressão é sempre de quem agride.

Uma das maiores armadilhas desses relacionamentos é o discurso do “amor” aliado às promessas de mudança. Após episódios de agressão, é comum que o agressor — muitas vezes em abstinência ou após períodos de uso — demonstre arrependimento, prometa parar de usar a substância, buscar tratamento ou “mudar por amor”. Esse momento gera esperança e mantém a vítima presa ao relacionamento, acreditando que a recuperação do outro resolverá a violência. Sem tratamento contínuo, acompanhamento profissional e responsabilização, o ciclo tende a se repetir.

A violência doméstica nesse contexto pode assumir diversas formas:

●Psicológica: manipulação emocional, ameaças, culpa, isolamento social;
●Moral: humilhações, desqualificação, xingamentos;
●Patrimonial: controle do dinheiro, dívidas impostas, destruição de bens;
●Sexual: relações forçadas ou sem consentimento, inclusive sob efeito de substâncias;
●Física: empurrões, agressões, espancamentos.

A dependência química também favorece relações de codependência, nas quais a vítima passa a justificar, encobrir ou minimizar a violência, acreditando que precisa “cuidar”, “salvar” ou “aguentar” até que o outro se recupere. Esse padrão compromete a saúde mental, emocional e física de quem sofre a violência.

Reconhecer a situação é um passo essencial, embora doloroso. Medo, vergonha, dependência emocional ou financeira e o estigma relacionado à dependência química dificultam a busca por ajuda. Ainda assim, é importante lembrar: amor não machuca, não controla e não coloca a vida em risco.

Buscar ajuda é um ato de proteção e coragem. O apoio pode vir de familiares, amigos, profissionais de saúde, psicólogos, assistentes sociais e serviços especializados. No Brasil, o Disque 180 oferece orientação, acolhimento e encaminhamento de forma gratuita e sigilosa. Também é fundamental que a pessoa em situação de dependência química seja encaminhada para tratamento adequado, mas isso nunca deve ocorrer às custas da segurança da vítima.

Romper com um relacionamento violento não significa abandono, fracasso ou falta de amor. Significa preservar a vida, a dignidade e o direito de viver sem violência, abrindo caminho para relações mais saudáveis, seguras e respeitosas.

A co***na é uma substância psicoativa altamente estimulante do sistema nervoso central, com elevado potencial de dependê...
21/01/2026

A co***na é uma substância psicoativa altamente estimulante do sistema nervoso central, com elevado potencial de dependência. Seu uso, mesmo que ocasional, pode provocar danos significativos à saúde física, psíquica, emocional e social, especialmente quando ocorre de forma contínua e abusiva.

O uso da co***na provoca uma intensa sobrecarga no organismo. Entre os principais prejuízos físicos, destacam-se:

•Aumento da pressão arterial e da frequência cardíaca;
•Risco elevado de infarto, AVC e arritmias;
•Perda de peso acentuada e desnutrição;
•Insônia crônica e exaustão física;
•Tremores, convulsões e dores musculares;
•Comprometimento do sistema respiratório (especialmente quando fumada ou aspirada)

Com o uso prolongado, o corpo entra em colapso, tornando-se mais vulnerável a infecções, falência de órgãos e morte súbita.

No campo da saúde mental, os impactos são profundos e progressivos:

•Ansiedade intensa e crises de pânico;
•Irritabilidade, agressividade e impulsividade;
•Depressão profunda após o efeito da droga;
•Paranoia, delírios e alucinações;
•Comprometimento da memória, atenção e julgamento;
•Alto risco de suicídio;

A dependência química instala um ciclo de uso compulsivo, marcado pela perda do controle e pela necessidade constante da substância para funcionar emocionalmente.

O abuso da co***na afeta diretamente os vínculos e a vida social:

•Rompimento de laços familiares e afetivos
•Isolamento social e perda de confiança;
•Dificuldades profissionais, desemprego e instabilidade financeira;
•Envolvimento em situações de risco, violência ou ilegalidade.

Aos poucos, a pessoa deixa de se reconhecer, e sua identidade passa a ser dominada pela droga.

Tratamento na Comunidade Terapêutica Recomeçar e Possibilidade de Recuperação

Apesar das graves consequências, a dependência química é uma doença tratável. Na Comunidade Terapêutica Recomeçar, o tratamento é realizado com acompanhamento profissional, abordagem terapêutica estruturada e participação da família.

Por meio de um programa contínuo e humanizado, é possível interromper o ciclo do uso, reconstruir a identidade, resgatar a dignidade e reencontrar o sentido da vida, promovendo a reintegração social e a manutenção da recuperação, perseguindo a sobriedade.
LCJ

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Na dependência química, a fase de pré-contemplação é um dos momentos mais delicados do processo terapêutico. Nessa fase,...
21/01/2026

Na dependência química, a fase de pré-contemplação é um dos momentos mais delicados do processo terapêutico. Nessa fase, a acolhida não reconhece a doença, não percebe o uso de substâncias como um problema e, muitas vezes, acredita que consegue parar quando quiser. É comum a negação, a minimização das consequências e a transferência de culpa para terceiros.

É também quando acolhida apresenta resistência ao tratamento, dificuldade em cumprir regras, irritabilidade e discursos de desistência. Esses comportamentos fazem parte da doença, não significam que o tratamento não esteja funcionando. Pelo contrário: é justamente nesse momento que o acompanhamento profissional é essencial.

Um dos erros mais graves e frequentes cometido pelas famílias é retirar a acolhida do tratamento durante a fase de pré-contemplação, geralmente motivados por:

•Pedido insistente da acolhida para ir embora;
•Pena diante do sofrimento inicial;
•Medo de que ela “não aguente”;
•Crença de que o tratamento está sendo “duro demais”.

Essa retirada precoce interrompe o processo terapêutico, reforça a negação da doença e transmite à acolhida a mensagem de que ela não precisa enfrentar limites para mudar. Na maioria dos casos, o resultado é a recaída, muitas vezes mais intensa.

Quando a família faz todas as vontades da acolhida - atendendo pedidos impulsivos, flexibilizando regras, justificando comportamentos ou retirando-a do tratamento sem indicação técnica - acaba, alimentando a dependência química.

Esse comportamento impede que a acolhida assuma responsabilidade pelo próprio processo de recuperação.

A recuperação SÓ COMEÇA quando a pessoa consegue sair da negação e avançar para a reflexão sobre sua própria condição, e para isso, o apoio RESPONSÁVEL da família, aliado ao trabalho técnico, é decisivo.

🫂Acolher não é o mesmo que ceder!
❤️‍🩹Amar não é proteger da dor necessária para a mudança!
👩‍🏫O tratamento precisa de tempo, constância e limites!
❤️Respeitar o processo é um ato de amor!
🙏🏽Limites salvam vidas!

̧a

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Avenida Do Passito, 746, Califórnia Ll
Nova Santa Rita, RS
92480000

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