Clínica Psico Vital

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🧠 "Cuidar da Mente é Cuidar bem da Vida!!🤝
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A perda é uma experiência universal. Mas por que algumas pessoas conseguem, com o tempo, superar a dor, enquanto outras ...
02/01/2026

A perda é uma experiência universal. Mas por que algumas pessoas conseguem, com o tempo, superar a dor, enquanto outras ficam presas em uma tristeza que parece não ter fim? A psicanálise, com Freud, nos oferece uma distinção crucial para entender isso: a diferença entre luto e melancolia. 🤔

O LUTO (A Dor que Passa): O luto é a reação saudável e esperada a uma perda real e consciente: a morte de um ente querido, o fim de um relacionamento, a perda de um emprego. No luto, o mundo se torna pobre e vazio, mas a autoestima do sujeito permanece intacta. A dor é imensa, mas, através de um processo psíquico de elaboração, o sujeito gradualmente se desliga do objeto perdido e, com o tempo, se torna capaz de reinvestir seu desejo na vida. 🌱

A MELANCOLIA (A Dor que Paralisa): A melancolia é um processo patológico. Nela, a perda é muitas vezes inconsciente – o sujeito não sabe exatamente o que perdeu. Diferente do luto, na melancolia, não é o mundo que se torna pobre, mas o próprio Eu. A sombra do objeto perdido recai sobre o Ego, e o sujeito passa a se atacar com uma autocrítica feroz, sentindo-se vazio, inútil e culpado. A raiva que seria dirigida ao objeto que o "abandonou" é voltada contra si mesmo. 🌪️

Em resumo: no luto, você sente que perdeu algo precioso. Na melancolia, você sente que se tornou algo sem valor.

A análise psicanalítica é fundamental no caso da melancolia, pois ajuda o sujeito a nomear essa perda inconsciente, a redirecionar a agressividade que está voltada contra si mesmo e a, finalmente, iniciar o trabalho de luto que nunca pôde acontecer. É um caminho para transformar a dor que paralisa na dor que, um dia, pode passar. ✨

31/12/2025

O fim de um ciclo e o começo de outro nos convidam a um ritual familiar: as promessas de Ano Novo. "Ano que vem eu vou...", "Desta vez será diferente...". Essa busca por um marco zero, por uma ruptura com o passado, é um desejo profundamente humano. Mas, para a psicanálise, a questão é mais complexa. Sabemos que o inconsciente não segue o calendário.

A virada do ano nos coloca diante de uma tensão fundamental: a compulsão à repetição, essa força que nos faz repetir os mesmos padrões, erros e sofrimentos, e o desejo de invenção, a pulsão de vida que nos impulsiona a criar algo novo, a nos posicionarmos de forma diferente.

Que o novo ano não seja uma tentativa ingênua de apagar o passado, mas uma oportunidade de olhá-lo com mais coragem. Que possamos nos perguntar: "O que da minha história eu insisto em repetir? E onde, nessa repetição, posso encontrar uma brecha para inventar um novo caminho, um novo destino para o meu desejo?".

A análise é um trabalho contínuo de transformar a repetição em elaboração. Que 2026 seja um ano de mais consciência sobre as histórias que nos contamos e de mais liberdade para escrever os próximos capítulos.

A equipe da Psico Vital deseja a todos um Ano Novo de muita saúde psíquica, coragem e invenção.

Feliz 2026! 🌱

#2026

Você já sentiu um arrepio ou um desconforto inexplicável com algo que deveria ser familiar? Um lugar da infância que par...
29/12/2025

Você já sentiu um arrepio ou um desconforto inexplicável com algo que deveria ser familiar? Um lugar da infância que parece distorcido, um manequim que é "quase" humano, ou até mesmo um padrão de comportamento seu que ressurge e te assusta? A psicanálise tem um nome para essa sensação perturbadora: "O Estranho Familiar" (do alemão Das Unheimliche), um conceito brilhantemente explorado por Freud. 🤔

Freud descobriu algo contraintuitivo: o que mais nos assusta não é o totalmente novo ou desconhecido. O verdadeiro horror, o arrepio na espinha, vem daquilo que é familiar, conhecido e íntimo, mas que foi reprimido e retorna de forma distorcida. É o familiar que se tornou, de repente, não-familiar. É o reencontro com algo que deveria ter permanecido oculto, secreto, no nosso inconsciente. 🌪️

O "Estranho" se manifesta em diversas situações:

O Déjà Vu: A sensação perturbadora de já ter vivido uma cena antes.

O Duplo (Doppelgänger): A ideia de encontrar uma cópia de si mesmo, que é ao mesmo tempo "eu" e "não-eu".

O Retorno do Reprimido: Quando um desejo, um trauma ou uma fantasia infantil que foi profundamente reprimida retorna à consciência, mas de uma forma que não reconhecemos. A estranheza é o sinal de que estamos tocando em algo muito antigo e muito nosso.

Em última análise, a maior fonte do "Estranho Familiar" é o nosso próprio inconsciente. Ele é a parte mais íntima de nós, o núcleo do nosso ser, e, ao mesmo tempo, é um território desconhecido que nos governa de formas que não controlamos. Quando temos um ato falho, um sonho bizarro ou um sintoma, estamos nos deparando com esse "estranho" que habita em nós.

A sensação de estranheza é um sinal valioso. Ela aponta para uma verdade reprimida que está tentando emergir. A análise psicanalítica é um convite para não fugir desse estranhamento, mas para escutá-lo. É um caminho para nos familiarizarmos com esse "estranho" que nos constitui, transformando o pavor em conhecimento e o sintoma em história. 🌱

"É para o seu bem". Essa frase, dita em nome do amor, pode mascarar uma dinâmica complexa: a obsessão materna. Mas até q...
26/12/2025

"É para o seu bem". Essa frase, dita em nome do amor, pode mascarar uma dinâmica complexa: a obsessão materna. Mas até que ponto uma mãe pode opinar na vida dos filhos? Onde termina o cuidado e começa o controle que impede o filho de viver a própria vida? 🤔

Para a psicanálise, essa obsessão pode estar ligada a uma mãe que, para não lidar com sua própria falta, faz do filho o objeto que a completa. Ela não suporta a ideia de que o filho é um ser separado, com desejos próprios. Opinar e controlar a vida dele é uma tentativa desesperada de negar essa separação, de não fazer o luto do "bebê" que um dia foi só dela. 🌪️

O filho, mesmo adulto, pode se sentir aprisionado por uma culpa paralisante ao tentar se diferenciar ou dizer "não". Ele vive para satisfazer um desejo que não é o seu. O resultado é uma vida de inibição, angústia e a impossibilidade de se tornar o autor de sua própria história. 💔

A análise oferece um caminho para elaborar essa dinâmica. Não se trata de culpar a mãe, mas de compreender a função que o filho ocupa nessa relação. É um trabalho para que ele possa fazer a separação psíquica necessária para, finalmente, bancar o próprio desejo e viver a própria vida. 🌱

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24/12/2025

Feliz Natal: Um Convite ao Acolhimento e à Ressignificação 🎄✨

Nesta época do ano, somos inundados por ideais de alegria, união e paz. O Natal, em sua essência, celebra o nascimento e a esperança. Para a psicanálise, essa data também pode ser um convite para olharmos para dentro e refletirmos sobre nossos próprios "nascimentos" e "renascimentos" ao longo da vida.

Que o espírito do Natal não seja apenas sobre a celebração externa, mas também sobre a possibilidade de um acolhimento interno. Acolher nossas imperfeições, nossas dores, nossas histórias e as partes de nós que, muitas vezes, deixamos no escuro.

Que possamos nos dar de presente um olhar mais generoso para nós mesmos e para os outros, reconhecendo que cada um trava suas próprias batalhas internas, muitas vezes silenciosas.

A equipe da Psico Vital deseja a todos um Natal de verdadeira presença, de laços que aquecem a alma e de um profundo sentimento de paz, que nasce não da ausência de conflitos, mas da coragem de atravessá-los.

Feliz Natal! 🌱

O Silêncio do Paciente como uma Resistência na Análise 🤫Na terapia psicanalítica, o silêncio não é apenas um vazio. Ele ...
22/12/2025

O Silêncio do Paciente como uma Resistência na Análise 🤫

Na terapia psicanalítica, o silêncio não é apenas um vazio. Ele é denso, comunicativo e, muitas vezes, uma das formas mais poderosas de resistência. Resistência, para a psicanálise, não é "má vontade", mas uma força inconsciente que atua para impedir que conteúdos dolorosos cheguem à consciência, protegendo o sujeito de uma angústia que parece insuportável. 🤔

Quando um paciente se cala, ele pode estar, sem se dar conta, na fronteira de algo muito importante. O silêncio pode significar:

Medo do julgamento do analista.

Dificuldade de encontrar palavras para uma dor muito antiga.
Raiva ou hostilidade transferencial.

Vergonha ou culpa sobre um tema sensível. 🌪️

O papel do psicanalista não é forçar a fala, mas escutar o silêncio. A resistência não é uma inimiga da análise; ela é a própria matéria-prima do trabalho, pois aponta exatamente para onde estão os "nós" da história do sujeito. Ao acolher e interpretar a resistência, em vez de lutar contra ela, a análise permite que o paciente, em seu próprio tempo, possa finalmente dar palavras ao que antes precisava ser silenciado. 🌱

19/12/2025

Natal e a Lealdade Dividida: O Lugar dos Filhos de Casamentos Anteriores 💔

Para filhos de casamentos anteriores, a pergunta "Com quem você vai passar o Natal?" não é apenas logística; ela ecoa na psique como um doloroso conflito de lealdade dividida. A criança é convocada a navegar entre dois mundos, sentindo que, ao escolher um lado, está traindo o outro. 🤔

Do ponto de vista psicanalítico, essa experiência pode gerar:

A Culpa da Escolha: A alegria de estar com um dos pais é assombrada pela culpa de não estar com o outro.

O Sentimento de Não Pertencer: Em vez de se sentir parte de duas famílias, o filho pode acabar se sentindo um estranho em ambas, um lembrete vivo de uma história anterior.

A Fantasia de Reconciliação: O clima de Natal pode reativar o desejo inconsciente de ver os pais juntos novamente, dificultando a aceitação da realidade. 🌪️

É uma responsabilidade dos adultos minimizar esse conflito, colocando as necessidades emocionais do filho acima de suas próprias mágoas. A análise, por sua vez, pode ser um espaço fundamental para o filho (seja criança ou adulto) elaborar esses sentimentos de culpa e não pertencimento. 🌱

É um caminho para construir um lugar interno de segurança que não dependa da geografia da ceia de Natal, mas da certeza dos seus próprios afetos. ✨

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As festas de família são como um espelho. Um espelho que não reflete apenas a imagem que gostamos de mostrar, mas também...
17/12/2025

As festas de família são como um espelho. Um espelho que não reflete apenas a imagem que gostamos de mostrar, mas também as rachaduras, as marcas do tempo e as verdades incômodas que tentamos esconder durante o resto do ano. É nesse palco que nossa psiquê se revela de forma crua, muitas vezes para nosso próprio desconforto. 🤔

Para a psicanálise, esses encontros são um campo fértil para a manifestação do inconsciente. Aquela "piada" do seu tio não é só uma piada; pode ser uma agressividade velada. O seu incômodo com a pergunta da sua prima não é "frescura"; pode ser um gatilho que toca em uma insegurança profunda. Cada interação é um ato em um drama que começou muito antes da festa. 🎭

Nesses momentos, as "verdades incômodas" emergem porque:

As Defesas Relaxam: O ambiente familiar, mesmo que tenso, nos faz baixar a guarda.

Papéis Antigos são Reativados: Voltamos a ser o "filho rebelde", a "irmã boazinha", o "neto preferido". Esses papéis trazem à tona dinâmicas e sentimentos antigos.

O Inconsciente Fala: Através de atos falhos, esquecimentos e comentários que "escapam", nosso desejo e nosso mal-estar encontram uma forma de se expressar. 🗣️

A angústia que muitos sentem não é com a festa em si, mas com o que o espelho da família reflete sobre nós mesmos: nossas feridas não cicatrizadas, nossas rivalidades, nossas faltas. É o confronto com a verdade de que a família idealizada não existe, e que nós somos parte integrante dessa complexa e imperfeita trama. 💔

O convite da psicanálise não é para quebrar o espelho ou fugir do reflexo. É para aprender a olhá-lo com menos pavor. A análise nos ajuda a entender por que certas imagens nos incomodam tanto, a diferenciar o que é nosso do que é do outro, e a construir uma imagem de nós mesmos que seja menos dependente da aprovação ou da crítica desse olhar familiar. 🌱

É um caminho para, em vez de apenas reagir ao que o espelho mostra, poder se perguntar: "O que essa imagem diz sobre mim e o que eu desejo fazer com isso?". ✨

Chega o fim de ano e, com ele, a imagem da família perfeita: sorrisos, harmonia e paz. Essa é a nossa expectativa ideal....
15/12/2025

Chega o fim de ano e, com ele, a imagem da família perfeita: sorrisos, harmonia e paz. Essa é a nossa expectativa ideal. Mas a realidade, como a psicanálise bem sabe, é muito mais complexa. A frustração tão comum nessa época não vem do evento em si, mas do choque entre a fantasia e a vida real. 🤔

A reunião familiar é um caldeirão de afetos inconscientes, onde o "teatro familiar" é reencenado. Aquele espaço está carregado de:

Rivalidades Antigas: A competição entre irmãos, que parecia adormecida, ressurge.

Mágoas Não Ditas: Ressentimentos do passado encontram uma brecha para se manifestar em um comentário ácido ou em um silêncio pesado.

Transferências em Ação: Inconscientemente, voltamos a ocupar nossos lugares infantis, projetando nos outros as figuras da nossa história. 🌪️

A tia que faz a pergunta inconveniente, a discussão política que explode... tudo isso não é uma falha do seu Natal. É a manifestação de que ali existem sujeitos reais, com suas imperfeições, desejos e faltas. 💔

Então, como sobreviver (e talvez até aproveitar)?

Ajuste as Expectativas: Abandone a fantasia da família perfeita. Aceitar que tensões podem surgir é o primeiro passo para não se frustrar.

Reconheça seus Gatilhos: Perceba quais situações ativam seus "fantasmas" infantis para não reagir no piloto automático.

Cuide do Seu Espaço: Saiba colocar limites saudáveis e se retirar de uma situação quando ela se tornar tóxica para você. 🌱

A análise psicanalítica nos ajuda a entender que a família ideal não existe. Ao elaborar nossas próprias questões com nossa família possível, podemos encontrar um lugar mais autêntico nessas reuniões, apreciando os momentos de conexão genuína que existem apesar de toda a complexidade. ✨

12/12/2025

Essa dúvida é comum e nasce da falsa ideia de que psiquiatria e psicanálise são caminhos opostos. Na verdade, elas são abordagens complementares que, juntas, oferecem um tratamento muito mais completo e profundo. A medicação atua no nível neuroquímico, enquanto a psicanálise trabalha na dimensão psíquica. 🤔

Enquanto o tratamento psiquiátrico é fundamental para estabilizar o quadro, aliviando os sintomas mais agudos e incapacitantes, a psicanálise oferece um espaço para ir além. Veja como ela ajuda:

Trabalha a Origem dos Sintomas: A medicação pode silenciar a "febre" (o sintoma), mas a análise busca entender a "infecção" (a causa). Ela investiga a história do sujeito e os conflitos inconscientes que estão na raiz da angústia, da depressão ou da ansiedade. 🌪️

Ajuda a Entender Gatilhos: Por que certos eventos ou relações disparam uma crise? A análise ajuda o paciente a identificar e a compreender os gatilhos emocionais que desestabilizam seu quadro, dando-lhe mais recursos para lidar com eles de forma consciente.

Diminui Recaídas: Ao elaborar as causas do sofrimento, o sujeito se torna menos vulnerável aos mesmos padrões que o levaram ao adoecimento. Isso fortalece a estrutura psíquica e diminui significativamente o risco de recaídas a longo prazo. 🌱

Reforça o Sentido do Tratamento e Facilita a Adesão à Medicação: Muitos pacientes abandonam a medicação por não verem sentido nela ou por se sentirem apenas "dopados". A análise ajuda o sujeito a se implicar em seu próprio tratamento, a entender por que a medicação é necessária naquele momento e a se tornar um agente ativo em sua melhora, e não apenas um receptor passivo de um remédio. 💊❤️

A medicação pode te dar o chão para que você não afunde. A análise te ajuda a entender como você caiu no buraco e te ensina a construir suas próprias escadas para sair dele e não cair novamente. Uma cuida do cérebro, a outra escuta a alma. Juntas, elas cuidam de você por inteiro. ✨

Existe um mito persistente de que a terapia de casal é uma espécie de "pronto-socorro" afetivo, um lugar que se procura ...
10/12/2025

Existe um mito persistente de que a terapia de casal é uma espécie de "pronto-socorro" afetivo, um lugar que se procura apenas quando a relação está em ruínas, à beira do colapso. Mas e se pensarmos nela de outra forma? E se a víssemos não como um remédio para uma doença terminal, mas como uma vitamina para uma relação saudável? A análise de casal não é só para quem está "em crise" — é para casais que querem evoluir. 🤔

Do ponto de vista psicanalítico, um relacionamento é o encontro de dois universos psíquicos, duas histórias, dois inconscientes. Mesmo nas relações mais saudáveis, existem "nós" não desatados, padrões de repetição e dificuldades de comunicação que geram sofrimento e impedem o crescimento do vínculo. Esperar a crise explodir para cuidar disso é como esperar o motor do carro fundir para trocar o óleo. 🌪️

A análise de casal como ferramenta de evolução e prevenção permite:

Criar um Espaço de Escuta Qualificada: Muitas vezes, o casal não consegue mais se escutar. O analista funciona como um terceiro que quebra o ciclo de acusações e permite que cada um possa falar e ser ouvido em sua própria verdade.

Identificar Dinâmicas Inconscientes: Por que sempre brigamos pelo mesmo motivo? Por que caímos nos mesmos papéis (a vítima e o agressor, o cuidador e o dependente)? A análise ajuda a iluminar esses padrões que operam "no piloto automático".

Buscar a análise quando as coisas estão "bem" não é um sinal de fraqueza, mas de imensa maturidade. É o reconhecimento de que todo relacionamento precisa de manutenção, de cuidado e de um espaço dedicado para pensar a dois. É um investimento ativo na construção de um futuro juntos, um futuro com mais consciência, mais parceria e mais capacidade de atravessar as inevitáveis tempestades da vida. 💖

É para casais que entendem que o amor não é só um sentimento, mas também uma construção diária. ✨

Você sabe o que significa "Continência" no tratamento da esquizofrenia? 👇Ao contrário da visão que busca apenas suprimir...
08/12/2025

Você sabe o que significa "Continência" no tratamento da esquizofrenia? 👇

Ao contrário da visão que busca apenas suprimir o delírio com medicação (que é importante, mas não única), a psicanálise propõe um lugar de escuta diferenciada. Entendemos o delírio não como um erro, mas como uma tentativa de restituição. É um "grito sem escuta" que ecoa na solidão do sujeito.

A função do analista, inspirada em conceitos de Bion e Winnicott, é oferecer continência:

1️⃣ Suportar o impacto: Receber as projeções e angústias do paciente sem revidar ou desmoronar.

2️⃣ Dar contorno: Ajudar a organizar o caos interno, transformando elementos brutos em experiências pensáveis.

3️⃣ Acolher a subjetividade: Escutar o que aquele delírio diz sobre a história única daquela pessoa.

O tratamento é um trabalho de paciência e construção, onde o consultório se torna um espaço seguro para ser, existir e ser ouvido.

💬 Você tem dúvidas sobre o manejo clínico na psicose? Deixe nos comentários.

Endereço

R Manoel Torres , 75 Parque Imperial
Paraty, RJ

Horário de Funcionamento

Segunda-feira 09:00 - 17:00
Terça-feira 09:00 - 17:00
Quarta-feira 09:00 - 17:00
Quinta-feira 09:00 - 17:00
Sexta-feira 09:00 - 17:00
Sábado 08:00 - 12:00

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