29/12/2019
A romã é uma fruta muito consumida durante as festas de final de ano, pois há uma crença de que guardar suas sementes após o consumo, na carteira ou em casa, promoverá sorte, saúde e dinheiro. Essa crença vem dos rituais pagãos da Antiguidade que continuaram a se propagar mesmo com o advento do cristianismo. Acredita-se que a romã também é símbolo do amor e da fertilidade por suas numerosas sementes.
A romã, cujo nome científico é Punica granatum, pertence à família das punicáceas e é uma fruta originária da região do Oriente Médio. É nativa e foi domesticada no Irã (antiga Pérsia) por volta de 2000 a.C. e depois foi levada pelos fenícios para o Mediterrâneo de onde se difundiu para as Américas, chegando ao Brasil pelas mãos dos portugueses.
As cascas das raízes da romãzeira contêm alcaloides, que são os responsáveis pelas propriedades anti-helmínticas da romã. O pericarpo da fruta contém taninos elágicos que, além de promover a coloração avermelhada da fruta, são responsáveis pela ação antioxidante e antimicrobiana. O suco da romã apresenta em sua composição compostos fenólicos como: antocianinas, quercetina, ácidos fenólicos e taninos. A fruta também é fonte de ferro, cálcio, e potássio.
Alguns trabalhos experimentais realizados por cientistas demonstraram que estes fitoquímicos apresentam influência sobre fatores biológicos, como:
Prevenção da aterosclerose, através da diminuição das placas de ateroma nos vasos sanguíneos, já que protegem as células endoteliais dos vasos sanguíneos contra o dano oxidativo, promovendo também níveis saudáveis de pressão sanguínea e aumento do fluxo sanguíneo para o coração;
Atenuação do processo de envelhecimento celular (exemplo: atua no combate às rugas);
Ação quimioprotetora;
Modulação das respostas anti-inflamatórias e de enzimas do sistema de defesa;
Combate à inflamação das células e melhora da circulação, o que a torna aliada na prevenção e tratamento da celulite, estomatites e até mesmo nos tratamentos de gengivite, infecção de garganta, inflamação e aftas.
A romã pode ser consumida in natura, na forma de suco, chá e sobremesas e as sementes podem ser utilizadas na salada, em preparações ou na forma de óleo (extraído). Estudos feitos com animais demonstraram que o suco de romã pode reduzir a pressão arterial tanto em curto como em longo prazo. Estes efeitos são acompanhados por ações antioxidantes e anti-ateroscleróticas que melhoram a saúde cardiovascular. Um ensaio clínico randomizado realizado em 60 pacientes diabéticos com idades entre 40 e 65 anos que consumiram 200 ml de suco de romã por dia durante seis semanas mostrou resultados positivos na diminuição do estresse oxidativo devido a capacidade antioxidante do romã.
O suco de romã possui propriedades antioxidantes, anti-hipertensivas e anti-ateroscleróticas. Mas lembre-se: para potencializar a ação benéfica de um alimento no corpo você deve aliar alimentação sadia e balanceada, prática de atividade física e consumo regular do alimento. Procure um nutricionista que avaliará se o consumo de romã é interessante para você e recomendará as quantidades adequadas.
FONTE: VP ON LINE